Terça-feira, 30 de Junho de 2009

HONDURAS: Entenda o "Golpe"


Sponholz



1. O presidente Zelaya foi eleito pelo Partido Liberal (direita) e algum tempo depois se tornou chavista. Com eleições convocadas para novembro deste ano, forçou o direito à reeleição. O Congresso rechaçou a proposta. Zelaya ignorou a decisão do Congresso e partiu para realizar o plebiscito de qualquer forma.

2. O promotor e defensor dos direitos humanos considerou o plebiscito ilegal. O STF, o TSE e o MP o declararam inconstitucional. O parlamento votou lei impedindo. Os comandantes das Forças Armadas foram exonerados. O Supremo determinou que o general chefe do estado maior fosse restituído a seu posto (medida inusitada).

3. A intervenção de Chávez foi alarmante. Mandou rodar as cédulas do plebiscito e fazer as urnas, e as enviou a Tegucigalpa. Insultou as autoridades constituídas hondurenhas - judiciais, militares e parlamentares. Chamou o chefe do estado maior, general Vásquez, de "gorila e traidor". E colocou suas Forças Armadas de prontidão. O presidente Zelaya foi ao aeroporto, com seus correligionários, receber o material desde Caracas. As urnas foram distribuídas por uma frota de táxis contratados.

4. O STF determinou a prisão de Zelaya. Este apresentou sua renúncia à presidência ( Aqui e Aqui ). Pela manhã, o Congresso aceitou a renúncia e nomeou presidente o presidente do Congresso, Roberto Micheletti . Zelaya foi detido pelo exército e transferido para Costa Rica. Negou a renúncia. Então Chávez o transferiu para Nicarágua e convocou reunião dos países do ALBA.

5. Os EUA ainda não reconheceram o novo presidente, assim como o Brasil e o Chile. Entendem que o impasse, e mesmo os excessos inconstitucionais de Zelaya, não requereriam a destituição do mesmo. Brasil, Equador e Bolívia foram exemplos nos últimos 20 anos de presidentes destituídos constitucionalmente, sem uso do exército.

Ex-Blog do Cezar Maia


Deu para enteder porque toda a esquerda latino-americana está berrando e quem, de fato, deu golpe?







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Terça-feira, 23 de Junho de 2009

ONGs estrangeiras usam "bois da Amazônia" para atingir BNDES

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Desde a semana passada, as ONGs Amigos da Terra e Greenpeace estão fazendo um grande estardalhaço com a rescisão do contrato de financiamento do Banco Mundial ao Bertin – um dos maiores frigoríficos do País – e outros que foram acusados pelas ONGs por adquirir bois criados em áreas desmatadas na Amazônia e, em particular, no Pará. O Bertin diz que a rescisão foi motivada pela crise econômica e que, desde janeiro, vinha negociando com o Banco Mundial a interrupção do empréstimo. [1]

Contudo, ao entoar loas por terem “forçado” o Banco Mundial a rescindir o contrato com o Bertin, a Amigos da Terra e o Greenpeace estão mesmo é exibindo seus crachás de agentes de influência do Establishment anglo-americano. Para quem não se lembra, foi o mesmo tipo de conluio ambientalista entre criador e criaturas que “forçou” o Banco Mundial a interromper o financiamento do Polonoroeste, em Rondônia, e a cancelar os empréstimos à Eletrobrás, em 1989, para a construção de hidrelétricas na bacia do rio Xingu, com destaque para a usina de Cararaô, atual Belo Monte. Os livros “Máfia Verde” 1 e 2 documentam com detalhes as origens do já decadente Banco Mundial e seu controle pelo Establishment anglo-americano, assim como as da Amigos da Terra – em verdade, Friends of the Earth – fundada no início dos anos 70 nos EUA e posteriormente transladada para a Holanda. Basta observar que os presidentes do Banco Mundial têm sido sempre integrantes do primeiro escalão de poder dos EUA.

Em verdade, os ataques da Amigos da Terra visam mesmo é o BNDES – que atualmente possui ativos maiores que os do Banco Mundial – por seu papel crucial no financiamento de obras de infra-estrutura e indústrias nacionais. Em nota furiosa e cheia de rompantes, Roberto Smeraldi, cabeça visível da seção doméstica da Friends of the Earth, anuncia que prepara uma “série de iniciativas legais para garantir a inclusão de financiadores e acionistas - com destaque para o BNDES - no pólo passivo das ações [contra os frigoríficos] que tramitam na Justiça Federal”.

Com arrogância, Smeraldi diz que "a saída para o BNDES é a de buscar negociar termos de ajuste de conduta para superar os passivos [ambientais] e, ao mesmo tempo, alterar radicalmente o padrão de financiamento, que precisa ser reorientado para uma revolução de produtividade”. [2]

Quanto às ações judiciais contra frigoríficos e fazendeiros principalmente do Pará, trata-se dos processos movidos pelo Ministério Público Federal (MPF) como responsáveis por desmatamentos. Os 16 frigoríficos são o Bertin, Ativo Alimentos (Mafrinorte), Frigorífico Margen, Frigorífico Industrial Eldorado (Fiel), Frigorífico Rio Maria, Frigor Pará, Redenção Frigorífico do Pará e Cooperativa Agropecuária e Industrial de Água Azul do Norte (Coopermeat), além de seis fábricas que usam derivados de boi como matéria-prima que foram apontadas como infratoras. Apenas no estado do Pará, o MPF já demandou uma indenização de R$ 2,1 bilhões aos frigoríficos.

Edivar Vilela de Queiroz, presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas do Estado de São Paulo (Sindfrio), foi direto ao ponto e dá nome aos bois: "Isso é consequência da ação das ONGs. Os ambientalistas querem punir o que é consequência do que foi feito há anos atrás. Isso irá penalizar a pecuária brasileira. Não tem que embargar", agregando que as ONGs que tentam frear o desmatamento na região da Amazônia estariam a serviço de produtores da Europa e de outras regiões que querem diminuir a competitividade da pecuária brasileira. [3]

O mais lamentável é constatar-se que o Ministério Público Federal teria sido instrumentalizado pela Amigos da Terra para mover essas ações judiciais, a julgar pela afirmação da ONG: “A entidade [Amigos da Terra] dará assim prosseguimento à parceria com o MPF, que levou a formular as demandas deste último, entrando em forma de litisconsórcio para estender a responsabilização pelos danos aos bancos”, leia-se BNDES.

Notas:
[1]Banco Mundial rescinde contrato com a Bertin e exige dinheiro de volta, Amigos da Terra, 13/06/2009
[2]Diferentemente do Banco Mundial, BNDES não pode pedir devolução de dinheiro aos frigoríficos e será responsabilizado na Justiça, Amigos da Terra, 16/06/2009
[3]Stephanes quer a legalização de mais áreas na Amazônia, Comércio,Indústria & Serviço, 16/06/2009

Nilder Costa


Greenpeace, agente de barreiras "socioambientais"


Este ano mesmo, o WWF lançou uma campanha na Europa para boicotar a carne brasileira pelo mesmo motivo. Anteriormente, a Amigos da Terra (Friends of the Earth) e o próprio Greenpeace já haviam exigido barreiras “socioambientais” contra a pecuária brasileira. Confirmando que tais ataques não passam de guerra comercial, os próprios ministros da agricultura dos países do G-8 aproveitaram a reunião sobre a crise alimentar mundial, realizada em abril passado em Treviso, Itália, para alertar o Brasil sobre pressões que viriam em outras discussões sobre o tema visando, em particular, a expansão das exportações de carne bovina brasileira. [2]

Como de outras vezes, o Greenpeace alveja grandes distribuidores de produtos brasileiros na Europa, no caso, Unilever, Kraft Foods, Tesco, a rede varejista britânica Marks and Spencer e outras. No Brasil, os alvos são os frigoríficos Bertin e JBS, que rebateram as acusações da ONG informando que nenhum de seus fornecedores consta da lista de propriedades embargadas publicada pelo Ibama. "Antes de adquirir gado de qualquer pecuarista a JBS consulta a lista de fornecedores no site do Ibama. Caso algum fornecedor esteja listado por praticar qualquer tipo de desmatamento ilegal, a JBS cancela qualquer tipo de relação comercial", afirmou em nota a empresa. Ou seja, que a responsabilidade pela fiscalização é do Ibama, e não das empresas.

Já a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carnes (Abiec) reagiram mais fortemente e anunciaram que vão processar o Greenpeace por danos morais e materiais. "Não vamos mais tolerar que essa ONG minta sobre o que o setor produtivo está fazendo no Brasil", afirmou a presidente da confederação, senadora Kátia Abreu (DEM-TO). Roberto Gianetti da Fonseca, presidente da Abiec e diretor-geral da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), afirmou que "O Greenpeace vem com ataques falsos, mentirosos, alegações levianas, colocando em risco até a imagem do Brasil", acentuando que é ambientalista de longa data mas ficou indignado com o relatório "que agride moralmente o País” e que a ONG pretende “inibir” a exportação de carne do País. [3]

É salutar que a CNA e a Abiec tenham mirado na parte mais sensível dessas ONGs – o bolso. Entretanto, é lamentável o silêncio do Ibama e outras instituições do Governo ante uma sagaz manobra estrangeira para levantar descabidas barreiras ditas “socioambientais” contra produtos brasileiros.

Notas:
[1]Consumer link to rainforest destruction, Finanancial Times, 31/05/2009
[2]G-8 alerta o Brasil para novas barreiras "socioambientais", Alerta Científico e Ambiental, 26/04/2009
[3]Kátia Abreu e indústria de carne vão processar Greenpeace por ''mentiras'', O Estado de São Paulo, 06/06/2009

Nilder Costa


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Esta terra tem dono

Quantas e quantas vezes nos assaltam dúvidas quanto ao que o futuro reserva aos nossos filhos e netos? Até algum tempo, antes que governos socialistas assumissem o poder no Brasil, as indagações restringiam-se quase que só ao âmbito familiar e profissional de cada um. Acreditávamos, inocentemente, que os governantes estariam sempre vigilantes, atentos na defesa dos interesses da Pátria.


Hoje, crescem as dúvidas quanto a se os dirigentes partidários preocupam-se com o amanhã do Brasil ou se estão apenas envolvidos na busca de vantagens financeiras, enquanto partidos de esquerda, encabeçados pelo PT, põem em execução as diretrizes internacionalistas do Foro de São Paulo, em flagrante desconsideração para com os Objetivos Nacionais. Pelo menos dois deles, a Integridade Territorial e a Integração Nacional, vêm sendo flagrantemente desrespeitados nos dias que correm.

Quanto à Integridade Territorial, tudo começou quando a fotógrafa/antropóloga suíça, Cláudia Andujar, com inexplicável capacidade de pressão nos gabinetes de Brasília, criou uma etnia indígena inexistente, a Ianomâmi, na fronteira com a Venezuela e pôs-se a defender a criação de uma Reserva para seus protegidos, alegando que tal medida afastaria os garimpeiros, acusados de transmitir doenças aos índios.

A internet levou ao exterior as acusações mais absurdas ao Brasil e logo cresceram as pressões internacionais com vistas à criação de uma vasta área de acesso interdito ao homem branco. Coube ao ex-presidente Collor de Melo, cassado por corrupção e agora Senador da República, a tarefa de ceder aos “pedidos” de governos estrangeiros.

Hoje, 13% do território nacional são destinados às reservas indígenas. O último problema teve lugar em Roraima onde, por razões desconhecidas do grande público, a FUNAI, em espúria ligação com o Conselho Indigenista Missionário, o Conselho Indigenista de Roraima e ONGs de caráter internacional conseguiu, com o declarado e ostensivo apoio do Poder Executivo, a criação da enorme reserva Raposa-Serra do Sol.

E, como se não bastasse, a mesma FUNAI, ainda com o apoio do CIMI e agora também do MST, investe contra o Estado do Mato Grosso do Sul buscando, a título de proteção aos índios guaranis, praticamente inviabilizar a economia daquela Unidade da Federação. Some-se, a tudo isso, a ação do INCRA na disseminação de áreas quilombolas por todo o País e constataremos que, salvo melhor juízo, o patriotismo desapareceu dos governos socialistas, dando lugar a um internacionalismo espúrio.

Recentemente, em Londres, reunião organizada pelo indefectível príncipe Charles e paralela à do G-20, debateu a criação de um fundo financeiro internacional para bancar a conservação e o uso sustentável das florestas tropicais, entre elas, é claro, a Floresta Amazônica. Representaram o Brasil o ministro das Relações Exteriores e o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Finalidade não declarada da reunião: permitir que países industrializados continuem a emitir enormes quantidades de carbono, a serem compensadas pela preservação das florestas tropicais. A longo prazo, no que nos diz respeito, seria manter a Amazônia subdesenvolvida e parcamente povoada, como uma enorme reserva de recursos naturais, além de retalhada em territórios indígenas desejosos de autonomia, subordinando os superiores interesses nacionais aos estrangeiros, com sérios riscos de secessão.

Por seu turno, a Integração Nacional, entendida como a comunhão dos brasileiros em torno dos mesmos ideais, vê-se seriamente ameaçada quando, em lugar de promover a solidariedade entre todos, sem preconceitos de qualquer natureza conforme reza a Constituição Federal, o Poder Executivo provoca-os, quando promove a criação de cotas raciais para o ingresso em estabelecimentos de ensino superior. E, já agora no Congresso, o partido governista, contando com o apoio da assim chamada “base aliada”, uma mixórdia sem princípios doutrinários, antes movida pela cobiça que pelos superiores interesses do Brasil, pretende tornar tal sistema obrigatório até mesmo para o ingresso no serviço público e empresas particulares. Dessa forma, além de promover o racismo numa sociedade com altíssimo grau de miscigenação, o universal critério do mérito é solenemente desprezado em nome de uma nunca bem explicada “justiça social”.

Assim, estão sob ameaça dois dos Objetivos Nacionais: a Integridade Nacional, pela permanente cobiça estrangeira sobre a região ao norte da calha do rio Solimões/Amazonas e a Integração Nacional, pela implantação da discórdia entre irmãos. Quando descobriremos que querem dividir-nos? O que esperar do amanhã, se o hoje se apresenta tão sombrio?

Há que reagir e buscar lideranças que, com serenidade e patriotismo, proclamem ao mundo que esta terra tem dono.

Osmar José de Barros Ribeiro

Comentario IFO artigo do Conselheiro deste IF Brasil, Osmar Barros, é, na verdade, um grito de desabafo e de convocação nacional contra o conjunto de coisas que vêm acontecendo contra a integridade do tecido social e até ado Território Nacional.

Ao analisar-se o volume de casos de corrupção e escândalos de toda sorte (ou azar) nos últimos dois governos, percebe-se uma estranha coincidência de destruição orquestrada do Brasil, sob o comando de rapinas, urubus, hienas, corvos e demais elementos, nacionais e estrangeiros, aproveitando as oportunidades para o saque continuado.

Essa situação foi causada pelo modelo unitário no qual se transformou o Brasil, sem nenhum contra-peso do tipo federativo. Certamente isso não ocorreria em um país com poderes e recursos desconcentrados. O leite já foi derramado em algumas áreas do Brasil. Além de azedar, já tem outros tachos para serem desperdiçados. O Brasil está se perdendo nesse azedume. 

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

UnoAmérica apresenta denúncia contra Evo


UnoAmérica denuncia Evo Morales.
SÃO PAULO - A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) deve receber amanhã uma denúncia sobre os atos de violência que aconteceram na Bolívia em setembro de 2008. Segundo a denúncia que será feita em Washington pela União de

 

Organizações Democráticas da América (UnoAmérica), os atos de violência perpetrados nas cidades de Cobija e El Porvenir teriam acontecido a mando do governo de Evo Morales para conter o movimento de autonomia dos moradores locais, e não por ordem do governo local de oposição, como divulgado anteriormente. O episódio ficou conhecido como o Massacre de Pando, em referência ao departamento (Estado) onde aconteceram os conflitos.

 

A acusação apresentada à CIDH acusa o governo de Morales de delitos de lesa-humanidade. "O objetivo era assassinar, encarcerar, sequestrar e torturar a parcela da população que pensava de maneira autonomista", afirmou o delegado da UnoAmérica no Estado de São Paulo, Marcelo Motta, filiado aos Democratas (DEM).

 

Para elaborar o documento que será apresentado como denúncia, a UnoAmérica enviou representantes de organizações não-governamentais de direitos humanos a Pando, onde se localizam as cidades de Cobija e El Porvenir.

 

"Declarações de testemunhas presenciais dos fatos relataram com riquezas de detalhes o que aconteceu e responsabilizaram personagens do governo e membros do partido oficialista, o Movimiento al Socialismo de ter provocado os enfrentamentos e de ter violado friamente os direitos humanos", contou Motta.

 

Confrontos

 

Segundo o documento, em setembro de 2008, o partido Movimiento al Socialismo (MAS) recrutou cerca de mil camponeses de Pando para seguirem em direção à cidade de Cobija, a capital. O objetivo seria dissolver os protestos dos manifestantes a favor da autonomia e de exigir a renúncia do governador Leopoldo Fernández. O município de El Porvenir era caminho para a capital.

 

"Há provas de conversas entre Fernández e os chefes locais do Exército em que o governador pedia para desarmar os camponeses e impedir-lhes a passagem sob o risco de um massacre, mas a autorização não veio", afirmou. "Esse exército chegou, sequestrou alguns autonomistas para usá-los como escudo humano e os habitantes de El Porvenir saíram às ruas armadas. Aconteceram, então, os primeiros enfrentamentos."

 

Foi quando, de acordo com o relatório da UnoAmérica, o governo de Evo Morales culpou os autonomistas pela violência e ordenou a intervenção dos militares. Declarou-se estado de sítio e o governador de Pando, Fernández, foi preso e substituído por um funcionário militar.

 

 "Logo, a cidade de Cobija foi tomada e muitos dirigentes autônomos tiveram de se exilar no Brasil”, disse Motta. “Os fatos parecem apenas a ponta do iceberg de um significativo número de homicídios, lesões corporais, torturas, sequestros, invasões ilegais de residências e capturas ilegais."

 

Na época, Morales justificou a designação do contra-almirante Landelino Rafael Bandeira como uma "obrigação do governo nacional (para)... garantir a paz, a tranquilidade, a ordem e a disciplina".

 

A denúncia será apresentada amanhã, mas já é possível acompanhar o processo. Acesse: http://www.politicaiberoamericana.blogspot.com/


Diário do Comércio


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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

CNA quer impeachment da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT)


CNA deve pedir impeachment da governadora do Pará

Confederação alega que Ana Júlia descumpriu decisões para a retirada de integrantes do MST de fazenda

BRASÍLIA - A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) deve pedir, na próxima semana, o impeachment da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), por descumprir decisões judiciais para a retirada de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de fazendas localizadas especialmente no sul do Estado. Hoje, a presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), pediu à Procuradoria-Geral da República intervenção federal no Pará para que sejam cumpridas as decisões judiciais.

De acordo com a senadora, o texto de uma ação civil pública que pede o impeachment da governadora já está pronto. Fazendeiros da região colhem assinaturas para anexar ao processo, que deverá ser protocolado na Assembleia Legislativa do Estado na próxima semana. Dados da CNA apontam mais de 111 pedidos de reintegração de posse julgados pela justiça do Estado e até hoje não cumpridos.

Em março, a CNA pediu à Justiça do Pará intervenção federal no Estado diante da demora em cumprir os mandados de reintegração de posse. Como não houve decisão até o momento, a senadora decidiu recorrer ao Ministério Público Federal. Para que essa representação seja levada adiante, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, precisa avalizar o pedido e encaminhá-lo para o Supremo Tribunal Federal (STF).

No final de semana, um confronto entre seguranças de uma fazenda no sul do Pará e integrantes do MST deixou oito pessoas feridas. "Estamos chegando a um ponto de perda total de controle", afirmou a senadora. "Esperamos, diante do que aconteceu, que a lei seja cumprida. Não queremos que a violência se instaure naquela região definitivamente", acrescentou, ao protocolar a representação no Ministério Público em Brasília.
FELIPE RECONDO - Agencia Estado


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Israelitas criticam omissão brasileira sobre Ahmadinejad

Jerusalém, 23 abr (EFE).- O Centro Cultural Israel-Brasil e mais 14 grupos israelitas da América Latina, Espanha e Portugal denunciaram a "omissão" dos países da região -entre eles o brasileiro- sobre o discurso em que presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, chamou Israel de "regime racista" na ONU.

Ahmadinejad virá ao Brasil no dia 6 de maio, em visita oficial na qual se reunirá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As 15 entidades enviaram uma carta conjunta aos embaixadores latino-americanos em Israel expressam seu mais "profundo pesar" pela falta de atitude dos representantes de seus países na Conferência Mundial sobre o Racismo da ONU, realizada nesta semana em Genebra.

Durante a cúpula, Ahmadinejad, que já negou a existência do Holocausto, disse que ele serviu de pretexto para o "regime racista" de Israel.

Em 2006, o presidente iraniano já havia promovido uma conferência em Teerã para a "revisão" histórica do genocídio de mais de 6 milhões de judeus.

As organizações de israelitas latino-americanas destacam que teriam desejado que os diplomatas "tivessem abandonado a sala" ao ouvir as palavras do presidente iraniano, como fizeram os europeus, em resposta às "expressões de ódio conducentes a promover nosso extermínio".
G1

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Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Tiroteio - MST usa jornalistas como escudo humano


O tiroteio acabou com oito feridos e foi registrado pelo repórter Felipe Almeida, da TV Liberal.



O tiroteio ocorreu em Xinguara, na fazenda Castanhais, da Agropecuária Santa Bárbara do grupo de Daniel Dantas, que tem 13 fazendas ocupadas pelo MST.

Os jornalistas são os repórteres Vitor Aor, Edinaldo Souza, João Freitas e Felipe Almeida e também a advogada Brenda Santis que foi quem levou os jornalistas à fazenda, para mostrar a invasão.

As Versões:

"os sem-terra tentaram invadir a sede da fazenda"
Funcionários da propriedade

“Os sem-terra obrigaram os jornalistas a ficar à frente do grupo, como se utilizassem um escudo humano. Não nos deixaram sair pela frente da fazenda. Só conseguimos retornar na tarde de domingo. Mesmo assim, o gerente da fazenda queria que nós ficássemos lá porque, para ele, éramos uma garantia de segurança. Mas nós não aceitamos porque não havia mais condições de permanecer lá."
Victor Haôr, repórter da TV Liberal


"Eles mandaram que desligássemos as câmeras e avisaram que íamos ficar com eles. Mandaram que continuássemos andando na direção dos seguranças. Andamos uns 50 metros e ainda alertamos os sem-terra que ia haver tiro. Eles disseram: "Vocês que estão na frente que se virem". Quando o tiroteio começou, todo mundo correu, mas não consegui correr e fiquei lá filmando e rezando para não acontecer nada comigo"
Felipe Almeida, cinegrafista da TV Liberal.

"Repórteres foram impedidos de gravar imagens dos sem-terra na caminhada até o retiro. Alguns sem-terra tomaram os equipamentos e, somente próximo do retiro São José, devolveram. Para piorar ainda mais a situação, os jornalistas foram feitos de escudo humano".
Ednaldo Sousa, repórter do "Opinião"

"Não houve cárcere privado de jornalistas e funcionários"
Polícia de Redenção, subordinada a governadora Ana Júlia Carepa(PT)

"Um dos trabalhadores rurais foi detido pelos seguranças da fazenda quando um grupo de integrantes do movimento entrou na mata para pegar lenha e palha para o acampamento"
MST


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LEI E JUSTIÇA CONTRA MST

Nota Oficial

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, vem a público solicitar que as autoridades federais  adotem, com a urgência que se faz necessária, medidas efetivas para restabelecer o Estado de Direito no Pará, unidade da Federação onde  tem prevalecido a  desordem  e o mais completo desrespeito à Constituição e às leis do País.  Acerca  dessa  gravíssima situação,  cumpre  chamar a atenção da sociedade brasileira para os seguintes pontos:

 

1)  avança o clima de terror na sociedade paraense em decorrência de dois fatores de extrema gravidade: (a) a reiterada ação criminosa perpetrada   por grupos armados, que se auto-denominam trabalhadores sem terra,  e  (b) a  deliberada  omissão  do Governo  do Estado. Autoridades do Executivo paraense, a despeito de terem recebido a missão constitucional de manter a ordem pública e cumprir as leis, convivem amigavelmente com  tais movimentos que  desprezam as determinações  da lei, da Constituição e da Justiça;

 

2) as autoridades da República e o povo brasileiro não podem mais ignorar uma verdade trágica: o estado do Pará é um território sem lei, onde  os  direitos fundamentais da pessoa humana são  ofendidos  de forma recorrente  e deliberada.  A tolerância com as repetidas invasões e a negativa de dar cumprimento às ordens judiciais de reintegração de posse consiste em negar à sociedade paraense direitos constitucionalmente assegurados, a exemplo do direito de propriedade, do direito ao acesso à Justiça, do direito ao devido processo legal e da liberdade de exercício do trabalho; 

 

3) a falta de consciência institucional do Executivo estadual pode ser comprovada por inúmeros fatos. Um deles: mais de cem proprietários que tiveram suas terras invadidas foram à Justiça do Pará  e tiveram reconhecido seu direito à reintegração  de posse. A governadora do Estado, no entanto, se recusa a atender às determinações  judiciais e  legais;

 

4) na próxima quarta-feira, a CNA  oferecerá  perante a Procuradoria Geral da República  representação para que seja encaminhado ao STF pedido de intervenção federal no  Estado do Pará. É a segunda vez neste ano – a primeira foi  perante o Tribunal de Justiça do Estado do Pará – que os produtores rurais  recorrem às autoridades competentes para que seja decretada intervenção federal  com o objetivo de  resolver os graves problemas  que ora enfrentam;

 

5) passou  do ponto de retorno a tolerância do povo brasileiro com  as violações cometidas pelo MST,  organização criminosa conhecida pela  disseminação de práticas violentas, ilícitas e abusivas. O que está em risco é a democracia, o Estado de Direito e a segurança pública quando criminosos e meliantes conseguem ameaçar, intimidar e silenciar quem  atua com seriedade, moderação e respeito às leis.

 

 

Brasília, 20 de abril de 2009

Senadora Kátia Abreu

Presidente da CNA  


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Discurso de Ahmadinejad contra Israel provoca boicote, menos do Brasil.

Durante a conferência da ONU sobre Discriminação Racial, realizada em Genebra, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, chamou Israel de "regime racista cruel e repressor", criticou os EUA, o Ocidente e chamou todos de ignorantes.


Resultado: a saída da reunião de cerca de 40 diplomatas ocidentais em protesto e a reação imediata de diversas nações.


Além disso, Israel, Estados Unidos, Itália, Holanda, Alemanha, Austrália, Canadá e vários países boicotaram a conferência, já prevendo que ela se transformaria num show antissemita.


O Brasil, huuumm, além do ministro brasileiro da Igualdade Racial, Edson Santos, enviou uma comitiva com 35 pessoas, com tudo pago pelos cofres públicos. Se isso já não fosse muito, no próximo dia 6, Mahmoud Ahmadinejad vem ao Brasil. O novo amigo e parceiro de Hugo Chávez, o sujeito que oficialmente financia no mínimo dois grupos terroristas, será recebido com toda pompa e honras de chefe de Estado.

Em tempo: e no dia seguinte, dia 7, Lula recebe seu outro amigo, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo.

Taqueu, é soda!








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Fernando Lugo - Produto paraguaio



Já são 3 acusações de paternidade, uma delas já reconhecida pelo ex bispo bom-de-taco.
O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, enfrentará agora o Partido Colorado, de oposição, que pediu à Justiça uma investigação para saber se Lugo estuprou Viviana Carrillo quando ela tinha 16 anos.
Trata-se apenas da confirmação de que a "vocação religiosa" do bispo da teologia da libertação era "Made in Paraguay".


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Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Manual do Guerrilheiro Urbano - Carlos Marighella

Para quem ainda acha que os atuais "heróis esquerdistas" foram "vítimas" da ditadura nos "anos de chumbo", leia o Manual do Guerrilheiro de Carlos Marighella, o livro de cabeceira da Estela (Dilma Roussef), Vanucci e cia e confira que na verdade eles não eram nem um pouco diferente do PCC, CV etc., que não foram vitimas coisa  nenhuma e sim os grandes culpados por impingir aos Brasileiros uma ditadura. Não deveriam receber honras dos Brasileiros e sim cusparadas na cara por fazer toda uma nação sofrer as consequencias de seus atos. É bom mesmo que se reveja a Lei da Anistia. Talvéz assim meia duzia de velhinhos militares irão para a cadeia, mas em contra-partida, algumas centenas de BANDIDOS, TERRORISTAS, ASSASSINOS, LADROES egocentricos que hoje ocupam o poder, tenham o mesmo destino.
 
 
 
 

MANUAL DO

GUERRILHEIRO URBANO

CARLOS MARIGHELLA

Autor:Carlos Marighella

Título: Manual do Guerrilheiro Urbano

Data da Digitalização: 2003

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Eu gostaria de fazer uma dupla dedicatória deste trabalho; primeiro, em memória de Edson Souto, Marco Antônio Brás de Carvalho, Nelson José de Almeida ("Escoteiro") e a tantos outros heróicos combatentes e guerrilheiros urbanos que caíram nas mãos dos assassinos da polícia militar, do exército, da marinha, da aeronáutica, e também do DOPS, instrumentos odiados da repressora ditadura militar.

Segundo, aos bravos camaradas - homens e mulheres - aprisionados em calabouços medievais do governo brasileiro e sujeitos a torturas que se igualam ou superam os horrendos crimes cometidos pelos nazistas. Como aqueles camaradas cujas lembranças nós reverenciamos, bem como aqueles feitos prisioneiros em combate, o que devemos fazer é lutar.

Cada camarada que se opõe a ditadura militar e deseja resistir fazendo alguma coisa, mesmo pequena que a tarefa possa parecer. Eu desejo que todos que leram este manual e decidiram que não podem permanecer inativos, sigam as instruções e juntem-se a luta agora. Eu solicito isto porque, baixo qualquer teoria e qualquer circunstâncias, a obrigação de todo revolucionário é fazer a revolução.

Um outro ponto importante é não somente ler este manual aqui e agora, mas difundir seu conteúdo. Esta circulação será possível se aqueles que concordam com estas idéias façam cópias mimeografadas ou folhetos impressos, (sendo que neste último caso, a própria luta armada será necessária).

Finalmente, a razão porque este manual leva minha assinatura é que as idéias expressadas ou sistematizadas aqui refletem as experiências pessoais de um grupos de pessoas engajadas na luta armada no Brasil, entre os quais eu tenho a honra de estar incluído. De maneira que certos indivíduos não terão dúvidas sobre o que este manual diz, e podem sem demora negar os fatos ou continuar dizendo que as condições para a luta armada não existem, é necessário assumir a responsabilidade do que é dito e feito. Portanto, anonimato torna-se um problema num trabalho com este. O fato importante é que existem patriotas preparados para lutar como soldados,

A acusação de "violência" ou "terrorismo" sem demora tem um significado negativo. Ele tem adquirido uma nova roupagem, uma nova cor. Ele não divide, ele não desacredita, pelo contrário, ele representa o centro da atração. Hoje, ser "violento" ou um "terrorista" é uma qualidade que enobrece qualquer pessoa honrada, porque é um ato digno de um revolucionário engajado na luta armada contra a vergonhosa ditadura militar e suas atrocidades.

Carlos Marighella

1969

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Uma definição do guerrilheiro urbano

A crise estrutural crônica característica do Brasil de hoje, e sua resultante instabilidade política, são as razões pelo abrupto surgimento da guerra revolucionária no país. A guerra revolucionária se manifesta na forma de guerra de guerrilha urbana, guerra psicológica, ou guerra guerrilheira rural. A guerra guerrilheira urbana ou a guerra psicológica na cidade depende da guerrilha urbana.

O guerrilheiro urbano é um homem que luta contra uma ditadura militar com armas, utilizando métodos não convencionais. Um revolucionário político e um patriota ardente, ele é um lutador pela libertação de seu país, um amigo de sua gente e da liberdade. A área na qual o guerrilheiro urbano atua são as grandes cidades brasileiras. Também há muitos bandidos, conhecidos como delinqüentes, que atuam nas grandes cidades. Muitas vezes assaltos pelos delinqüentes são interpretados como ações de guerrilheiros.

O guerrilheiro urbano, no entanto, difere radicalmente dos delinqüentes. O delinqüente se beneficia pessoalmente por suas ações, e ataca indiscriminadamente sem distinção entre explorados e exploradores, por isso há tantos homens e mulheres cotidianos entre suas vítimas. O guerrilheiro urbano segue uma meta política e somente ataca o governo, os grandes capitalistas, os imperialistas norte-americanos.

Outro elemento igualmente prejudicial como o delinqüente, e que também opera no ambiente urbano é o contra-revolucionário direitista que cria a confusão, assalta bancos, joga bombas, seqüestra, assassina, e comete o crimes mais atrozes imagináveis contra os guerrilheiros urbanos, o sacerdotes revolucionários, os estudantes e os cidadãos que se opõem ao fascismo e buscam a liberdade.

O guerrilheiro urbano é um inimigo implacável do governo e infringe dano sistemático às autoridades e aos homens que dominam e exercem o poder. O trabalho principal do guerrilheiro urbano é de distrair, cansar e desmoralizar os militares, a ditadura militar e as forças repressivas, como também atacar e destruir as riquezas dos norte-americanos, os gerentes estrangeiros, e a alta classe brasileira.

O guerrilheiro urbano não teme desmantelar ou destruir o presente sistema econômico, político e social brasileiro, já que sua meta é ajudar ao guerrilheiro rural e colaborar para a criação de um sistema totalmente novo e uma estrutura revolucionária social e política, com as massas armadas no poder.

O guerrilheiro urbano tem que ter um mínimo de entendimento político. Para conseguir isto tem que ler certos trabalhos impressos ou mimeografados, como:

Guerra de Guerrilha por Che Guevara

Memórias de um Terrorista

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Algumas Perguntas dos Guerrilheiros Brasileiros

Sobre Problemas e Princípios estratégicos

Certos Princípios Táticos para Camaradas Levando em Conta Operações de Guerrilha

Perguntas Organizacionais

O Guerrilheiro, Jornal dos Grupos Revolucionários Brasileiros

Qualidades Pessoais de um Guerrilheiro Urbano

O guerrilheiro urbano é caracterizado por sua valentia e sua natureza decisiva. Tem que ser bom taticamente e ser um líder hábil. O guerrilheiro urbano tem que ser uma pessoa preparada para compensar o fato de que não tem suficientes armas, munições e equipe.

Os militares de carreira ou a polícia governamental tem armas e transportes modernos e podem viajar com liberdade, utilizando a força de seu poder. O guerrilheiro urbano não tem tais recursos a sua disposição e leva uma vida clandestina. Algumas vezes é uma pessoa sentenciada ou esta sob liberdade condicional, e é obrigado a usar documentos falsos.

No entanto, o guerrilheiro urbano tem certa vantagem sobre o exército convencional ou sobre a polícia. Esta é, enquanto a polícia e os militares atuam a favor do inimigo, a quem as pessoas odeiam, o guerrilheiro urbano defende uma causa justa, que é a causa do povo.

As armas do guerrilheiro urbano são inferiores às do seu inimigo, mas vendo desde o ponto de vista moral, o guerrilheiro urbano tem uma vantagem que não se pode negar. Esta superioridade moral é o que sustem ao guerrilheiro urbano. Graças a ela, o guerrilheiro urbano pode levar ao fim seu trabalho principal, o qual é atacar e sobreviver.

O guerrilheiro urbano tem que capturar ou desviar armas do inimigo para poder lutar. Devido a que suas armas não são uniformes, já que o que possui foi tomado ou chegou a suas mãos de diferentes formas, o guerrilheiro urbano se vê com o problema de que tem uma variedade de armas e uma escassez de munições. Além disso, não tem onde treinar o tiro.

Estas dificuldades tem que ser superadas, o qual força ao guerrilheiro urbano a ser imaginativo e criativo, qualidades que sem as quais seria impossível para ele exercer seu papel como revolucionário.

O guerrilheiro urbano tem que ter a iniciativa, mobilidade, e flexibilidade, como também versatilidade e um comando para qualquer situação. A iniciativa é uma qualidade

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especialmente indispensável. Nem sempre é possível se antecipar tudo, e o guerrilheiro não pode deixar se confundir, ou esperar por ordens. Seu dever é o de atuar, de encontrar soluções adequadas para cada problema que encontrar, e não se retirar. É melhor cometer erros atuando a não fazer nada por medo de cometer erros. Sem a iniciativa não pode haver guerrilha urbana.

Outras qualidades importantes no guerrilheiro urbano são as seguintes: que possa caminhar bastante; que seja resistente à fadiga, fome, chuva e calor; conhecer como se esconder e vigiar, conquistar a arte de ter paciência ilimitada; manter-se calmo e tranqüilo nas piores condições e circunstâncias; nunca deixar pistas ou traços.

Na frente das dificuldades quase impossíveis da guerra urbana, muitos camaradas enfraquecem, se vão, ou deixam o trabalho revolucionário.

O guerrilheiro urbano não é um homem de negócios em uma empresa comercial, nem é um artista numa obra. A guerrilha urbana, assim como a guerrilha rural, é uma promessa que o guerrilheiro se faz a si mesmo. Quando já não pode fazer frente às dificuldades, ou reconhece que lhe falta paciência para esperar, então é melhor entregar seu posto antes de trair sua promessa, já que lhe faltam as qualidades básicas necessárias para ser um guerrilheiro.

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Como Deve Viver e Subsistir o Guerrilheiro Urbano

O guerrilheiro urbano deve saber como viver entre as pessoas e se cuidar para não aparentar ser estranho ou distante da vida normal da cidade.

Não deve usar roupas diferentes da que outras pessoas utilizam. Roupas caras e elaboradas para os homens ou para as mulheres podem ser um impedimento para o guerrilheiro urbano, caso seu trabalho o levar a bairros onde este tipo de roupa não seja comum. O mesmo serve se o trabalho for na ala inversa.

O guerrilheiro urbano tem que viver do seu trabalho ou atividade profissional, se é conhecido ou procurado pela polícia, se esta sentenciado ou esta sob liberdade condicional, tem que viver clandestinamente. Sob tais condições, o guerrilheiro urbano não pode revelar suas atividades a ninguém, já que isso é sempre e unicamente de responsabilidade da organização revolucionária a qual pertence.

O guerrilheiro urbano tem que ter uma grande capacidade de observação, tem que estar bem informado a respeito de tudo, em particular dos movimentos de seu inimigo, tem que estar constantemente alerta, procurando, e ter grande conhecimento sobre a área em que vive, opera, ou através da qual se movimenta.

Mas a característica fundamental e decisiva do guerrilheiro urbano é que é um homem que luta com armas; dada esta condição, há poucas probabilidades de que possa seguir sua profissão normal por muito tempo ou o referencial da luta de classes, já que é inevitável e esperado necessariamente, o conflito armado do guerrilheiro urbano contra os objetivos essenciais:

a. A exterminação física dos chefes e assistentes das forças armadas e da polícia.

b. A expropriação dos recursos do governo e daqueles que pertencem aos grandes capitalistas, latifundiários, e imperialistas, com pequenas exropriações usadas para o mantimento do guerrilheiro urbano individual e grandes expropriações para o sustento da mesma revolução.

É claro que o conflito armado do guerrilheiro urbano também tem outro objetivo. Mas aqui nos referimos aos objetivos básicos, sobre tudo às expropriações. É necessário que todo guerrilheiro urbano tenha em mente que somente poderá sobreviver se está disposto a matar os policiais e todos aqueles dedicados à repressão, e se está verdadeiramente dedicado a expropriar a riqueza dos grandes capitalistas, dos latifundiários, e dos imperialistas.

Uma das características fundamentais da revolução brasileira é que desde o começo se desenvolveu ao redor de expropriações da riqueza da burguesia maior, imperialista, e dos interesses latifundiários, sem a exclusão dos elementos mais ricos e dos elementos comerciais mais poderosos envolvidos com a importação e exportação de negócios.

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E mediante a expropriação da riqueza dos principais inimigos do povo, a revolução brasileira foi capaz de golpeá-los em seus centros vitais, com ataques preferenciais e sistemáticos na rede bancária, isto é, os golpes mas contundentes foram contra o sistema nervoso capitalista.

Os roubos a bancos realizados pelos guerrilheiros urbanos brasileiros machucaram os grandes capitalistas tais como Moreira Salles e outros, as empresas estrangeiras que asseguram e reasseguram o capital bancário, as companhias imperialistas e os governos estatais e federais, todos eles sistematicamente expropriados desde agora.

Os frutos destas expropriações tem sido dedicados ao trabalho de aprender e aperfeiçoar as técnicas de guerrilha urbana, à compra, à produção, e ao transporte de armas e munições das áreas rurais, ao aparelho de segurança dos revolucionários, ao mantimento diário dos soldados, àqueles que foram libertados da prisão por forças armadas e àqueles que foram feridos ou perseguidos pela polícia, ou a qualquer tipo de problema que envolva camaradas que foram libertados da cadeia, ou assassinados pelos policiais e pela ditadura militar.

No Brasil, o número de ações violentas realizadas pelos guerrilheiros urbanos, incluindo mortes, explosões, capturas de armas, munições, e explosivos, assaltos a bancos e prisões, etc., é o suficientemente significativo como para não deixar dúvida em relação as verdadeiras intenções dos revolucionários. A execução do espião da CIA Charles Chandler, um membro do Exército dos EUA que venho da guerra do Vietnã para se infiltrar no movimento estudantil brasileiro, os lacaios dos militares mortos em encontros sangrentos com os guerrilheiros urbanos, todos são testemunhas do fato que estamos em uma guerra revolucionária completa e que a guerra somente pode ser livrada por meios violentos.

Esta é a razão pela qual o guerrilheiro urbano utiliza a luta e pela qual continua concentrando sua atividade no extermínio físico dos agentes da repressão, e a dedicar 24 horas do dia à expropriação dos exploradores da população.

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Preparação Técnica do Guerrilheiro Urbano

Ninguém pode se converter em guerrilheiro urbano sem prestar particular atenção à preparação técnica.

Esta preparação técnica do guerrilheiro urbano baseia-se na sua preocupação pela preparação física, seu conhecimento e no aprendizado de profissões e habilidades de todas classes, particularmente as habilidades manuais.

O guerrilheiro urbano somente pode ter uma forte resistência física se treinar sistematicamente. Não pode ser um bom soldado se não estudou a arte de lutar. Por esta razão o guerrilheiro urbano tem que aprender e praticar vários tipos de luta, de ataque e de defesa pessoal.

Outras formas úteis de preparação física são caminhadas, acampar, e treinar sobrevivência na selva, escalar montanhas, remar, nadar, mergulhar, pescar, caçar pássaros, e animais grandes e pequenos.

É muito importante aprender a dirigir, pilotar um avião, manejar um pequeno bote, entender mecânica, rádio, telefone, eletricidade, e ter algum conhecimento das técnicas eletrônicas.

Também é importante ter conhecimentos de informação topográfica, poder localizar a posição através de instrumentos ou outros recursos disponíveis, calcular distâncias, fazer mapas e planos, desenhar escalas, calcular tempos, trabalhar com escalonamentos, compasso, etc.

Um conhecimento de química e da combinação de cores, a confecção de selos, o domínio da arte da caligrafia e de copiar letras em conjunto com outras habilidades são parte da preparação técnica do guerrilheiro urbano, que é obrigado a falsificar documentos para poder viver dentro de uma sociedade que ele busca destruir.

Na área de medicina auxiliar ele tem o papel especial de ser doutor ou entender de medicina, enfermaria, farmacologia, drogas, cirurgia elementar, e primeiros socorros de emergência.

A questão básica na preparação técnica do guerrilheiro urbano é o manejo de armas, tais como a metralhadora, o revólver automático, FAL, vários tipos de escopetas, carabinas, morteiros, bazucas, etc.

O conhecimento de vários tipos de munições e explosivos é outro aspecto a considerar. Entre os explosivos, a dinamite tem que ser bem entendida. O uso de bombas incendiárias, de bombas de fumaça, e de outros tipos são conhecimentos prévios indispensáveis.

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Aprender a fazer e construir armas, preparar bombas Molotov, granadas, minas, artefatos destrutivos caseiros, como destruir pontes, e destruir trilhos de trem são conhecimentos indispensáveis a preparação técnica do guerrilheiro.

O nível mais alto de preparação do guerrilheiro urbano é o centro para treinamento técnico. Mas somente o guerrilheiro que passou pelo exame preliminar pode atender a esta escola, isto é, um que tenha passado a prova de fogo em ação revolucionária, em combate verdadeiro contra o inimigo.

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As Armas do Guerrilheiro Urbano

As armas do guerrilheiro urbano são armas leves, facilmente trocadas, usualmente capturadas do inimigo, compradas ou feitas no momento.

As armas leves têm a vantagem de que são de manejo rápido e de fácil transporte. Em geral, as armas leves são caracterizadas por serem de barris curtos. Isto inclui muitas armas automáticas.

As armas automáticas e semi-automáticas aumentam consideravelmente o poder de fogo do guerrilheiro urbano. A desvantagem deste tipo de arma para nós é a dificuldade em controlá-la, resultando no desperdício de munições, compensado somente pela sua ótima precisão. Homens que estão pobremente treinados transformam as armas automáticas num dreno de munições.

A experiência tem demostrado que a arma básica do guerrilheiro urbano é a metralhadora leve. Esta arma, além de ser eficiente e de fácil disparos, numa área urbana, tem a vantagem de ser muito respeitada pelo inimigo. O guerrilheiro tem que conhecer, completamente, o manejo da metralhadora, sendo que a mesma é agora muito popular e indispensável ao guerrilheiro urbano brasileiro.

A metralhadora ideal para o guerrilheiro urbano é a INA calibre .45. Outros tipos de metralhadoras de diferentes calibres podem ser usadas - com o prévio conhecimento, dos problemas de munições. É preferível que o potencial industrial do guerrilheiro urbano permita a produção de um só tipo de metralhadora, para que a munição utilizada possa ser padronizada.

Cada grupo de tiro das guerrilhas urbanas tem que ter uma metralhadora manejada por um bom atirador. Os outros componentes dos grupos têm que estarem armados com revólveres calibre .38, nossa arma "padrão". O calibre .32 também é útil para aqueles que querem participar. Mas o .38 é preferível já que seu impacto usualmente põe o inimigo fora de ação.

As granadas de mão e as bombas convencionais de fumaça podem ser consideradas como armamento leve. Com poder defensivo para a cobertura e retirada.

As armas de carregador longo são mais difíceis de transportar para o guerrilheiro urbano já que atraem muita atenção devido seu tamanho. Entre as armas de carregador longo estão a FAL, as armas e rifles Máuser, as armas de caça tais como a Winchester, e outras.

Espingardas de cano curto podem ser úteis se são usados a pequenas distâncias. São úteis até para pessoas com má pontaria, especialmente pela noite quando a precisão não é de muita ajuda. Bazucas e morteiros podem ser usados em ação mas as condições para utilizá-los tem que serem preparadas e as pessoas que as vão utilizar devem ser treinadas.

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O guerrilheiro urbano não deve basear suas ações no uso de armas pesadas, que possuem sérias desvantagens no tipo de luta que exige armamento leve, que garanta mobilidade e velocidade.

As armas caseiras são muitas vezes tão eficientes como as melhores armas produzidas em fábricas convencionais, e até uma espingarda cortada é uma boa arma para um guerrilheiro urbano.

O papel do guerrilheiro urbano como produtor de armas é de fundamental importância. Cuidar de suas armas, saber como arrumá-las, e em muitos casos poder estabelecer uma pequena estação para improvisar a produção de armas pequenas e eficientes.

O trabalho em metalurgia e no torno mecânico são habilidades básicas que o guerrilheiro urbano deve de incorporar na sua planificação industrial, que é a planificação de armas caseiras.

Estas construções e cursos com explosivos e sabotagem devem ser organizados. Os materiais primários para prática destes cursos devem ser obtidos com antecedência para evitar um aprendizado incompleto, ou seja, para deixar espaço suficiente para a experiência.

Os coquetéis Molotov, gasolina e artefatos caseiros tais como caixas de tubos e latas, bombas de fumaça, minas, explosivos convencionais tais como dinamite e cloreto de potássio, explosivos plásticos, cápsulas de gelatina, e munições de todo tipo são necessários para a missão do guerrilheiro urbano.

O método de obter os materiais necessários e munições será o de comprá-los ou o de levá-los pela força em expropriações planejadas e executadas especialmente.

O guerrilheiro urbano terá o cuidado de não guardar explosivos e materiais por muito tempo já que podem causar acidentes, mas tratará de utilizá-los imediatamente em objetivos pré-selecionados.

As armas do guerrilheiro urbano e sua habilidade de mantê-las constituem seu poder de fogo. Tomando vantagem do uso de armas e munições modernas e introduzindo inovações no seu poder de fogo e com a utilização de certas armas o guerrilheiro urbano pode mudar muitas de suas táticas de guerra urbana. Um exemplo disto foi a inovação feita pelos guerrilheiros urbanos no Brasil quando introduziram o uso da metralhadora nos ataques a bancos.

Quando o uso massivo de metralhadoras uniformes se faz possível, haverá novas mudanças nas táticas de guerra urbana. O grupo de fogo que utiliza armas uniformes e munições correspondentes, com apoio razoável para seu mantimento, alcançará um nível considerável de eficiência. O guerrilheiro urbano aumenta sua eficiência a medida que aumenta seu potencial de tiro.

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O Tiro: A Razão para a Existência do Guerrilheiro Urbano

A razão para a existência do guerrilheiro urbano, a condição básica para qual atua e sobrevive, é o de atirar. O guerrilheiro urbano tem que saber disparar bem porque é requerido por este tipo de combate.

Na guerra convencional, o combate é geralmente a distância com armas de longo alcance. Na guerra não-convencional, na qual a guerra guerrilheira urbana está incluída, o combate é a curta distância, muito curta. Para evitar sua própria extinção, o guerrilheiro urbano tem que atirar primeiro e não pode errar em seu disparo. Não pode desperdiçar suas munições porque não tem grandes quantidades, por isso tem que economizar. Tampouco pode recarregar suas munições rapidamente, porque é parte de um grupo pequeno na qual cada guerrilheiro tem que se cuidar sozinho. O guerrilheiro urbano não pode perder tempo e deve poder atirar de uma só vez.

Um fato fundamental, que queremos enfatizar completamente e cuja importância fundamental não pode ser subestimada, é que o guerrilheiro urbano não deve de disparar continuamente, utilizando todas suas munições. Pode ser que o inimigo não esteja disparando precisamente, e esteja esperando que as munições do guerrilheiro hajam gastado. Em tal momento, sem ter tempo para recarregar suas munições, o guerrilheiro urbano enfrentará uma chuva de fogo inimigo e pode ser aprisionado ou morto.

A pesar do valor do fator surpresa que muitas vezes faz com que seja desnecessário o uso de suas armas, não pode ser permitido o luxo de entrar em combate sem saber atirar. Cara a cara com o inimigo, tem que estar em movimento constante de uma, posição a outra, porque o ficar em uma só posição o converte num alvo fixo e, como tal, muito vulnerável.

A vida do guerrilheiro urbano depende de atirar, na sua habilidade de manejar bem as armas de pequeno calibre como também em evitar ser alvo. Quando falamos de atirar, falamos de pontaria também. A pontaria deve de ser treinada até que se converta num reflexo por parte do guerrilheiro urbano.

Para aprender a atirar e ter boa pontaria, o guerrilheiro urbano tem que treinar sistematicamente, utilizando todos métodos de aprendizado, atirando em alvos, até em parques de diversão e em casa.

Tiro e pontaria são água e ar de um guerrilheiro urbano. Sua perfeição na arte de atirar o fazem um tipo especial de guerrilheiro urbano – ou seja, um franco-atirador, uma categoria de combatente solitário indispensável em ações isoladas. O franco-atirador sabe como atirar, a pouca distância ou a longa distância e suas armas são apropriadas para qualquer tipo de disparo.

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O Grupo de Fogo

Para poder funcionar, o guerrilheiro urbano tem que estar organizado em pequenos grupos, dirigidos e coordenados por uma ou duas pessoas, isto é o que constitui um grupo de fogo.

Dentro do grupo de fogo tem que haver confiança plena entre os camaradas. O melhor atirador e o que melhor sabe manejar a metralhadora é a pessoa encarregada pelas operações.

Quando existem tarefas planejadas pelo comando estratégico, estas tarefas tomam preferência. Mas não há tal coisa com um grupo de fogo sem sua própria iniciativa. Por esta razão é essencial evitar qualquer rigidez na organização para permitir uma maior quantidade de iniciativa possível por parte do grupo de fogo. O velho tipo de hierarquia, o estilo do esquerdista tradicional não existe em nossa organização.

Isto significa que, a exceção da prioridade de objetivos designados pelo comando estratégico, qualquer grupo de fogo pode decidir em assaltar um banco, seqüestrar ou executar um agente da ditadura, uma figura , identificada com a reação, ou um espião norte-americano, e pode levar até o fim qualquer tipo de guerra de propaganda ou de nervos em contra de um inimigo sem a necessidade de consultar o comando geral.

Nenhum grupo de fogo pode permanecer inativo esperando ordens de "cima". Sua obrigação é de atuar. Qualquer guerrilheiro urbano que quer estabelecer um grupo de fogo e começar a ação pode fazê-lo e desta forma fazer-se parte da organização.

Este método de ação elimina a necessidade de conhecer quem esta realizando as ações, já que existe a livre iniciativa e o único ponto de importância é aumentar substancialmente o volume da atividade guerrilheira para desgastar ao governo e obrigá-lo à defensiva. O grupo de fogo é o instrumento de ação organizada.

Com ele, as operações da guerrilha e as táticas são planejadas, lançadas e executadas com êxito.

O comando geral conta com o grupo de fogo para realizar seus objetivos de natureza estratégica e para fazê-lo em qualquer parte do país. Por sua parte, ajuda aos grupos de fogo com suas dificuldades e necessidades.

A organização é uma rede indestrutível de grupos de fogo e de coordenações entre eles, que funciona simples e praticamente com o comando geral e que também participam nos ataques; e organização que existe com o único propósito, simples e puro, de ação revolucionária.

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A Logística do Guerrilheiro Urbano

A logística convencional pode ser expressada com a simples fórmula CCEM:

C - Comida

C - Combustível

E - Equipamento

M – Munições

A lógica convencional se refere aos problemas de mantimento para um exército regular das forças armadas, transportada em veículos com bases fixas e linhas de fornecimentos.

As guerrilhas urbanas, pelo contrário, não são um exército senão um pequeno grupo armado, fragmentado intencionalmente. Não possuem veículos nem bases fixas. Suas linhas de fornecimentos são precárias e insuficientes, e não têm bases estabelecidas exceto no sentido rudimentar de uma fábrica de armas com uma casa.

Enquanto que o objetivo da logística convencional é o fornecer as necessidades de guerra do exército para reprimir a rebelião rural e urbana, as logísticas da guerrilha urbana têm como objetivo sustentar as operações e táticas que não tem nada em comum com a guerra convencional e que são dirigidas contra a ditadura militar e a dominação norte-americana do país.

Para o guerrilheiro urbano, que começa do nada e não tem apoio ao princípio, as logísticas são expressas pela fórmula MDAME que é:

M – mecanização

D - dinheiro

A - armas

M - munições

E – explosivos

As logísticas revolucionárias tomam a mecânica como uma de suas bases. No entanto, a mecânica é inseparável do motorista. O motorista da guerrilha urbana é tão importante como o experto em metralhadoras da guerrilha. Sem um, as máquinas não trabalham e coisas como os automóveis e as metralhadoras, quando não trabalham tornam-se objetos mortos. Um motorista experiente não se faz em um só dia, e seu aprendizado

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começa cedo. Todo bom guerrilheiro urbano tem que ser um bom motorista. Em relação ao veículo, o guerrilheiro urbano tem que expropriar o que necessita.

Quando já tem os recursos, o guerrilheiro urbano pode combinar a expropriação de veículos com outros métodos de aquisição.

Dinheiro, armas, munições e explosivos, como também veículos tem que ser expropriados. O guerrilheiro urbano tem que roubar bancos e lojas de armas, e conseguir explosivos e munições onde queira que os encontre.

Nenhuma destas operações se realizam com um só propósito. No entanto quando o assalto é somente pelo dinheiro as armas dos guardas também são tomadas.

A expropriação é o primeiro passo para a organização de nossas logísticas, que por si assume um caráter armado e permanentemente móvel.

O segundo passo é o de reforçar e estender a logística, dependendo das emboscadas e armadilhas em que o inimigo será surpreendido e suas armas, munições, veículos, e outros recursos capturados.

Uma vez que o guerrilheiro urbano tem as armas, munições, e explosivos, um dos problemas de logística mais sérios que terá em qualquer situação, é encontrar um lugar de esconderijo no qual deixar o material e conseguir os meios de transportá-lo e montá-lo onde é necessitado. Isto tem que ser completado mesmo quando o inimigo estiver vigiando e tiver as estradas bloqueadas.

O conhecimento que tem o guerrilheiro urbano do terreno, e os aparelhos que utiliza ou é capaz de utilizar, tais como os guias preparados especialmente e recrutados para esta missão, são os elementos básicos na solução do problema eterno de logística das forças revolucionárias.

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A Técnica do Guerrilheiro Urbano

Em seu sentido mais geral, técnica é a combinação de métodos que o homem utiliza para executar qualquer atividade. A atividade do guerrilheiro urbano consiste em realizar guerra de guerrilha e guerra psicológica.

A técnica do guerrilheiro urbano tem cinco componentes básicos:

a. Uma parte é relacionada aos requisitos que se agrupam a estas características, requisitos representados por uma série de vantagens iniciais sem as quais o guerrilheiro urbano não pode completar seus objetivos;

b. Uma parte concerne certos objetivos definitivos nas ações iniciadas pela guerrilha urbana;

c. Uma parte é relacionada com os tipos e modos característicos de ação das guerrilhas urbanas;

d. Uma parte concerne o método da guerrilha urbana realizar ações específicas.

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Características da Técnica das Guerrilhas

A técnica da guerrilha urbana tem as seguintes características:

a. É uma técnica agressiva, isto é, tem um caráter ofensivo. Como é bem conhecido, a ação defensiva significa a morte para nós. Já que somos inferiores ao inimigo em poder de fogo e não temos nem seus recursos nem seu poderio, não podemos nos defender de uma ofensiva ou um ataque concentrado pelo exército. E esta é a razão pela qual a técnica urbana nunca pode ser de natureza permanente, nem pode defender uma base fixa nem permanecer em um só lugar esperando para repelir o círculo de reação;

b. É uma técnica de ataque e retirada pelo qual preservamos nossas forças.

c. É uma técnica que busca o desenvolvimento das guerrilhas urbanas, cuja função é desgastar, desmoralizar, e distrair as forças inimigas, permitindo o desenvolvimento e sobrevivência da guerrilha rural que esta destinada a um papel decisivo na guerra revolucionária.

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A Vantagem Inicial da Guerrilha Urbana

As dinâmicas das guerrilhas urbanas consiste nos violentos choques do guerrilheiro urbano com as forças militares e policiais da ditadura. Nestes choques, os policiais tem a superioridade. O guerrilheiro urbano tem forças inferiores. O paradoxo é que o guerrilheiro urbano, a pesar de ser mais fraco, é sem dúvida o atacante.

As forças militares e policiais, por sua parte, respondem ao ataque com a mobilização e concentração de forças infinitamente superiores na perseguição e destruição das forças guerrilheiras. Somente se pode evitar a derrota quando se conta com as vantagens iniciais e sabe como explorar com fim de compensar suas vulnerabilidades e falta de material.

As vantagens iniciais são:

a. Tem que tomar o inimigo de surpresa;

a. Tem que conhecer o terreno de encontro melhor que o inimigo;

a. Tem que ter maior mobilidade e velocidade que a polícia e as outras forças repressoras;

a. Seu serviço de informação tem que ser melhor que o do inimigo;

a. Tem que estar no comando da situação e demonstrar uma confiança tão grande que todos de nosso lado sejam inspirados e nunca pensem em hesitar, enquanto que os do outro bando estão atordoados e incapazes de responder.

Surpresa

Para compensar por sua debilidade geral e falta de armas comparado com o inimigo, o guerrilheiro urbano utiliza a surpresa. O inimigo não tem nenhuma forma de lutar contra a surpresa e se torna confuso ou é destruído.

Quando a guerra de guerrilhas urbanas iniciou no Brasil, a experiência demonstrou que a surpresa era essencial para o êxito de qualquer operação de guerrilha.

A técnica de surpresa baseia-se em quatro requisitos essenciais:

a. conhecemos a situação do inimigo que vamos a atacar usualmente por meio de informação precisa e observação meticulosa, enquanto que o inimigo não sabe se será atacado ou não sabe nada em relação ao atacante;

b. conhecemos a força do inimigo que será atacado e o inimigo não sabe nada sobre a nossa;

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c. atacando por surpresa, nós economizamos e conservamos nossas forças, enquanto que o inimigo não é capaz de fazer o mesmo e é deixado a mercê dos eventos;

d. determinamos a hora e o lugar do ataque, combinamos sua duração, e estabelecemos seu objetivo. O inimigo permanece ignorante de tudo isto.

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Conhecimento do Terreno

O melhor aliado do guerrilheiro é o terreno porque o conhece como a palma de sua mão.

Ter o terreno como um aliado significa saber como utilizar suas irregularidades com inteligência, seus pontos mais altos e baixos, suas curvas, suas passagens regulares e secretas, áreas abandonadas, terrenos baldios, etc., tirando a vantagem máxima de tudo isto para o êxito das ações armadas, fugas, retiradas, encobrimento e esconderijos.

Os lugares impenetráveis e os lugares estreitos, as ruas sob construção, pontos de controle de polícia, zonas militares e ruas fechadas, entradas e saídas de túneis e aqueles que o inimigo possa bloquear, viadutos que devem ser cruzados, esquinas controladas pela polícia ou vigiadas, suas luzes e sinais, tudo isto tem que ser completamente estudado para poder evitar erros fatais.

Nosso problema é o de passar e saber onde e como esconder-nos, deixando o inimigo confuso em áreas que ele não conhece.

O guerrilheiro urbano familiarizado com o terreno difícil e irregular, avenidas, ruas, estradas, entradas e saídas, esquinas dos centros urbanos, suas passagens e atalhos, os lotes vazios, suas passagens subterrâneas, seus tubos e sistemas de esgoto pode cruzar com segurança pelo terreno não familiar para a polícia, onde podem ser surpreendidos em uma emboscada fatal em qualquer momento.

Por conhecer o terreno o guerrilheiro pode passar a pé, em bicicleta, em automóvel, 4x4, ou caminhão e nunca ser apanhado. Atuando em grupos pequenos com umas quantas pessoas, os guerrilheiros podem se reunir em uma hora em lugares determinados, prosseguindo o ataque, com novas operações de guerrilha, ou evadindo o círculo da polícia e desorientando o inimigo com sua audácia sem precedente.

É um problema sem solução para a polícia, num terreno tipo labirinto do guerrilheiro urbano, prender a alguém que não pode ver, ou tratar de fazer contato com alguém que não podem encontrar.

Nossa experiência é que o guerrilheiro urbano ideal é alguém que opera em sua própria cidade e que conhece completamente a cidade e suas ruas, suas vizinhanças, seus problemas de trânsito, e outras peculiaridades.

O guerrilheiro estrangeiro, que vem a cidade na qual o terreno não é familiar para ele, é um ponto fraco e se é designado para certas operações, pode colocá-la em perigo. Para evitar erros graves, é necessário que o primeiro conheça bem a localização das diferentes ruas.

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Mobilidade e Velocidade

Para assegurar a mobilidade e a velocidade que a polícia não pode alcançar, o guerrilheiro urbano necessita dos seguintes pré-requisitos:

a. mecânicos;

b. conhecimento do terreno;

c. uma ruptura ou suspensão das comunicações e transportes do inimigo;

d. armamento leve.

Há que ter cuidado na execução de operações que duram escassamente uns momentos, e partindo do lugar em, veículos, o guerrilheiro urbano faz uma retirada rápida, escapando da perseguição

O guerrilheiro urbano tem que saber o caminho em detalhe e, neste sentido, tem que praticar o itinerário antes de tempo como treinamento para evitar caminhos que não tenham saída, ou acabanando em engarrafamentos, ou terminar paralisado por construções do Departamento de Trânsito.

A polícia persegue ao guerrilheiro urbano cegamente sem o conhecimento de que estrada ele vai tomar para sua fuga.

Enquanto o guerrilheiro urbano foge rapidamente porque conhece o terreno, a polícia perde a pista e dão por terminada a perseguição.

O guerrilheiro urbano deve lançar suas operações longe das bases logísticas da polícia. Uma vantagem inicial deste método de operação é que nos coloca a uma distância razoável da possibilidade de perseguição, o que facilita a evasão.

Em adição a esta precaução necessária, o guerrilheiro urbano tem que estar preocupado com o sistema de comunicação do inimigo. O telefone é o alvo primário para prevenir o acesso inimigo à informação mediante a sabotagem de seu sistema de comunicações.

Ainda tendo conhecimento da operação guerrilheira, o inimigo depende de transporte moderno para seu apoio logístico, e seus veículos necessariamente perdem tempo ao leva-lo pelo trânsito pesado das grandes cidades.

É claro que o trânsito congestionado e perigoso é uma desvantagem para o inimigo, como também o seria para nós se não estivéssemos adiantados em relação ao inimigo.

Se queremos uma margem de segurança e estar seguros de não deixar pistas para o futuro, podemos adotar as seguintes medidas:

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a. interceptar de propósito a polícia com outros veículos ou por inconveniências casuais ou danos; mas neste caso o veículo em questão não deve ser legal ou ter placas de licença verdadeiras;

b. obstruir a estrada com árvores caídas, pedras, valas, letreiros de trânsito falsos, estradas obstruídas ou desvios, e outros meios engenhosos;

c. colocar minas caseiras no caminho da polícia, utilizar gasolina, ou jogar bombas Molotov para incendiar seus veículos;

d. disparar uma rajada de balas de metralhadora ou armas tais como a FAL contra o motor e pneus dos veículos envolvidos na perseguição.

Com a arrogância típica da polícia e das autoridades militares fascistas, o inimigo virá lutar com armas pesadas e equipamento, e com manobras elaboradas de homens armados até os dentes. O guerrilheiro urbano tem que responder a isto com armas leves facilmente transportáveis, para que sempre possa escapar com velocidade máxima, sem aceitar uma luta aberta. O guerrilheiro urbano não tem outra missão do que atacar e retirar-se.

Nos exporíamos a derrotas mais contundentes se nos sobrecarregamos com armamento pesado e com o peso tremendo das munições necessárias para disparar, na mesma perdendo o presente precioso da mobilidade.

Quando o inimigo luta contra nos a cavalo não temos desvantagem sempre e quando temos veículos. O automóvel anda mais rápido que o cavalo. Desde o interior do automóvel também temos o alvo do policial montado, derrubá-lo com metralhadora, revólver ou com coquetéis Molotov e granadas.

Por outro lado, não é tão difícil para um guerrilheiro urbano a pé fazer de um policial a cavalo um alvo. Acima de tudo, cordas estendidas ao longo de estradas, bolas de gude e rolhas são métodos muito eficientes de fazer ambos caírem. A grande desvantagem do policial montado é que se apresenta ao guerrilheiro urbano como dois alvos excelentes: o cavalo e seu cavaleiro.

À parte de ser mais rápido que um cavalo, o helicóptero não tem melhores oportunidades em uma perseguição. Se o cavalo é muito lento comparado com o automóvel do guerrilheiro urbano, o helicóptero é muito rápido. Movendo-se a 200 quilômetros por hora nunca terá êxito em atingir desde cima a um alvo perdido entre as multidões e os veículos da rua, nem tampouco pode aterrizar em ruas para capturar alguém. Além disso, quando tenta voar a baixas alturas torna-se extremadamente vulnerável ao fogo do guerrilheiro urbano.

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Informação

As possibilidades que o governo tem de descobrir e destruir o guerrilheiro urbano diminuem a medida que o potencial dos inimigos do ditador tornam-se maiores e mais concentrados entre as massas populares.

A concentração de oponentes da ditadura exerce um papel muito importante na obtenção de informação dos movimentos de polícia e de homens do governo, como também ocultar nossas atividades. O inimigo pode ser enganado por informação falsa, o qual é pior para ele porque independente de seu significado, as fontes de informação a disposição do guerrilheiro urbano são potencialmente melhores que as dos policiais. O inimigo é observado pela população, mas desconhece quem dentre a população passa informações aos guerrilheiros urbanos. Os militares e a polícia são odiados pelas injustiças e violência que tem cometido contra a população, e isto facilita a obtenção de informação prejudicial às atividades de agentes do inimigo.

A informação, que é somente uma pequena parte do apoio popular, representa um potencial extraordinário nas mãos do guerrilheiro urbano. A criação de um serviço de inteligência com uma estrutura organizada é uma necessidade básica para nós. O guerrilheiro urbano tem que ter informação essencial dos planos e movimentos do inimigo, onde se encontra, e como se movem, os recursos da rede bancária, os meios de comunicação e seus movimentos secretos.

A informação confiável passada ao guerrilheiro urbano representa um golpe certeiro contra a ditadura. Não há forma de defender-se quando se enfrenta uma perda importante de informação que põe em perigo seus interesses e facilita nosso ataque destrutivo.

O inimigo também quer conhecer que passos estamos tomando para que possa nos destruir ou prevenir de atuar. Neste sentido o perigo da traição esta presente e o inimigo o fomenta e nutre, e infiltra espiões na organização. As técnicas do guerrilheiro urbano usadas contra esta tática do inimigo é de denunciar publicamente os traidores, espiões, informantes e provocadores.

Já que nossa luta toma lugar entre as massas e depende de sua simpatia - enquanto que o governo tem uma má reputação devido a sua brutalidade, corrupção e incompetência - os informantes, espiões, traidores, e a polícia vem a serem os inimigos da população sem apoiadores, denunciados aos guerrilheiro urbanos, e em muitos casos, devidamente castigados.

Por sua parte os guerrilheiros urbanos não devem de evitar sua responsabilidade - uma vez que sabem quem é o espião ou informante - de liquidá-lo. Este é o método correto, aprovado pela população, e minimiza consideravelmente a incidência de infiltração ou espionagem inimiga.

Para o completo êxito na batalha contra os espiões é essencial a organização de um serviço de contra-espionagem ou contra-inteligência. No entanto, com respeito à

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informação, não pode ser reduzida a somente saber os movimentos do inimigo e evitar a infiltração de seus espiões. A informação tem que ser ampla, tem que incluir tudo, incluindo os dados mais significativos. Há uma técnica de obter informação e o guerrilheiro urbano a tem que dominar. Seguindo esta técnica, a informação é obtida naturalmente, como uma parte da vida das pessoas.

O guerrilheiro urbano, vivendo em meio da população e movendo-se entre eles, tem que prestar atenção a todo tipo de conversação e reações humanas, aprendendo a esconder seus interesses com grande juízo e destreza.

Em lugares onde as pessoas trabalham, estudam e vivem, é fácil obter todo tipo de informação de pagamentos, negócios, pontos de vista, opiniões, estado de mente das pessoas, viagens, interiores de edifícios, oficinas e habitações, centros de operações etc. A observação, investigação, reconhecimento, e exploração do terreno também são fontes excelentes de informação. O guerrilheiro urbano nunca vai a nenhum lugar sem prestar atenção e sem precaução revolucionária, sempre alerta por se acontece algo. Olhos e ouvidos abertos, sentidos alertas, a memória gravada com todo o necessário para agora ou para o futuro, e para a continuação da atividade do soldado guerrilheiro.

A leitura cuidadosa da imprensa com atenção particular aos órgãos de comunicação em massa, a investigação de fatos acumulados, a transmissão de notícias e tudo observado, uma persistência em ser informado e em informando os outros, tudo isto compõe a questão intrincada e imensamente complicada de informação que lhe dá ao guerrilheiro urbano a vantagem decisiva.

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Decisão

Não é suficiente para o guerrilheiro urbano ter a seu favor surpresa, velocidade, conhecimento do terreno e informação. Ele também deve demonstrar seu comando em qualquer situação e uma capacidade de decisão sem a qual todas as demais vantagens lhe resultariam inúteis.

É impossível levar ao fim qualquer ação, sem estar bem planejada, se o guerrilheiro urbano resulta ser indeciso, incerto ou irresoluto.

Ainda uma ação que tenha sido começada com sucesso pode terminar em derrota sem o comando da situação e a capacidade para tomar decisões falhar em meio a execução do plano. Quando este comando da situação e a capacidade para a decisão estão ausentes, este vazio é preenchido pela hesitação e o temor. O inimigo toma vantagem desta falha e é capaz de liquidar-nos.

O segredo para o sucesso de qualquer operação, simples ou complicada, fácil ou difícil, é o de confiar em determinados homens. No sentido estrito, não existe uma operação fácil: tudo tem que ser realizado com o mesmo cuidado praticado em casos mais difíceis, começando com a eleição dos elementos humanos, que significa depender da liderança e capacidade de decisão em qualquer situação.

Pode se antecipar o resultado de uma ação pela forma em que os participantes atuam durante a fase preparatória. Aqueles que estão atrasados, que não fazem os contatos designados, são facilmente confundidos, esquecem coisas, deixam de completar os elementos básicos do trabalho, possivelmente são homens indecisos e podem ser um perigo. É melhor não incluí-los.

A decisão significa colocar em prática, o plano que foi idealizado, com determinação, com audácia, e com uma firmeza absoluta. Somente basta uma pessoa que hesita perder tudo.

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Objetivos das Ações de Guerrilha Urbana

Com suas técnicas desenvolvidas e estabelecidas, o guerrilheiro urbano baseia-se em modelos de ação que o conduzem a atacar e, no Brasil, com os seguintes objetivos:

a. ameaçar o triângulo no qual os sistemas de dominação do estado brasileiro e norte-americano são mantidos no Brasil, um triângulo cujos pontos são Rio, São Paulo, e Belo Horizonte e cuja base é o eixo Rio-São Paulo, onde o gigante complexo industrial, econômico, político, cultural, militar, policial que sustenta o poder decisivo do país está localizado;

b. debilitar os guardas locais ou os sistemas de segurança da ditadura, dado o fato de que estamos atacando e os militares defendendo, o qual significa capturando as forças governamentais em posições defensivas, com suas tropas imobilizadas em defesa de todo complexo de manutenção nacional, e com seu medo onipresente de um ataque em seus centros nervosos estratégicos, e sem saber onde, como, e quando virá o ataque;

c. atacar em todos lados, com muitos grupos armados diferentes, pequenos em números, cada um independente e operando por separado, para dispersar as forças do governo em sua perseguição de uma organização extremadamente fragmentada em vez de oferecer-lhes à ditadura a oportunidade de concentrar suas forças repressivas na destruição de um sistema altamente organizado e estruturado operando em todo o pais;

d. provar sua combatividade, decisão, firmeza, determinação, e persistência no ataque contra a ditadura militar para permitir que todos os inconformes sigam nosso exemplo e lutem com táticas de guerrilha urbana. Enquanto tanto, o governo, com todos os problemas, incapaz de deter as operações da guerrilha na cidade, perderam o tempo e sofreram desgastes, o que finalmente ocasionará que retirem suas tropas para poder vigiar os bancos, industrias, armarias, barracas militares, televisão, escritórios norte-americanas, tanques de armazenamento de gás, refinarias de petróleo, barcos, aviões, portos, aeroportos, hospitais, centros de saúde, bancos de sangue, lojas, garagens, embaixadas, residências de membros proeminentes do regime, tais como ministros e generais, estações de policia, e organizações oficiais, etc.

e. aumentar os distúrbios dos guerrilheiros urbanos gradualmente em ascendência interminável de tal maneira que as tropas do governo não possam deixar a área urbana para perseguir o guerrilheiro sem arriscar abandonar a cidade, e permitir que aumente a rebelião na costa como também no interior do pais;

f. para obrigar o exército e a policia, com os comandantes e seus assistentes, a mudar a acomodação e tranqüilidade relativa das barracas e seu relativo descanso, por um estado de alarme e tensão em aumento da expectativa de ataque ou a busca de pistas que se desvanecem sem deixar traço algum;

g. para evitar batalhas abertas e combate decisivo com as forças do governo, limitando a luta a ataques rápidos e breves com resultados relâmpagos;

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h. para assegurar aos guerrilheiros urbanos um máximo de liberdade de ação e movimento sem ter que evitar o uso de violência armada, permanecendo firmemente orientado até o começo da guerra de guerrilha rural e apoiando a construção de um exército revolucionário para a libertação nacional.

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Sobre os Tipos e Natureza de Modelos de Ação para os Guerrilheiros Urbanos

Para poder alcançar os objetivos previamente enumerados, o guerrilheiro urbano está obrigado, em sua técnica, a seguir uma ação cuja natureza seja tão diferente e diversificada como seja possível. O guerrilheiro urbano não escolhe arbitrariamente este ou aquele modelo de ação. Algumas ações são simples, outras são complicados. O guerrilheiro urbano sem experiência tem que ser incorporado gradualmente em ações ou operações que correm desde as mais simples até as mais complicadas. Começa com missões e trabalhos pequenos até que se converta completamente em um guerrilheiro urbano com experiência.

Antes de qualquer ação, o guerrilheiro urbano tem que pensar nos métodos e no pessoal disponível para realizar a ação. As operações e ações que demanda a preparação técnica do guerrilheiro urbano não podem ser executadas por alguém que carece de destrezas técnicas. Com estas precauções, os modelos de ação que o guerrilheiro urbano pode realizar são os seguintes:

a. assaltos

b. invasões

c. ocupações

d. emboscadas

e. táticas de rua

f. greves e interrupções de trabalho

g. deserções, desvios, tomas, expropriações de armas, munições e explosivos

h. libertação de prisioneiros

i. execuções

j. seqüestros

l. sabotagem

m. terrorismo

n. propaganda armada

o. guerra de nervos

Assaltos

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O assalto é o ataque armado com o qual fazemos expropriações, libertamos prisioneiros, capturamos explosivos, metralhadoras, e outras armas típicas e munições.

Os assaltos podem ser realizados de noite ou de dia. O assalto de noite é usualmente o mais vantajoso às guerrilhas urbanas. A idéia é que o assalto seja executado de noite quando as condições para um ataque de surpresa são mais favoráveis e a obscuridade facilita a fuga e esconde a identidade dos participantes. O guerrilheiro urbano tem que preparar-se, no entanto, para atuar baixo qualquer condição, de noite ou de dia.

Os alvos mais vulneráveis para o assalto são os seguintes:

a. bancos e estabelecimentos de crédito

b. negócios comerciais ou industriais, incluindo a produção de armas e explosivos

c. estabelecimentos militares

d. delegacias e estações de policia

e. presídios

f. propriedade do governo

g. meios de comunicação de massa

h. escritórios e propriedades norte-americanas

i. veículos do governo, incluindo veículos militares e da polícia, caminhões, veículos armados, carregadores de dinheiro, trens, barcos, e aviões.

O assalto em estabelecimentos são da mesma natureza porque em cada caso a propriedade e os edifícios representam um alvo fixo.

Os assaltos aos edifícios concebidos como operações de guerrilha, variam de acordo a se são bancos, negócios comerciais, industrias, acampamentos militares, delegacias, presídios, estações de rádio, armazéns de empresas imperialistas, etc.

Os assaltos em veículos - carros blindados, trens, barcos, aviões - são de outra natureza já que envolvem um alvo em movimento. A natureza da operação varia de acordo à situação e a possibilidade - isto é, se o alvo é estacionário ou móvel.

Os carros blindados, incluindo veículos militares, não são imunes às minas. Estradas obstruídas, armadilhas, enganos, intercepção de outros veículos, bombas Molotov, atirar com armamento pesado, são métodos eficientes de assaltar veículos.

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Os veículos pesados, aviões em terra, barcos ancorados, podem ser tomados e as tripulações capturadas. Os aviões em vôo podem ser desviados de seu curso pela ação guerrilheira ou por uma pessoa.

Os barcos e trens em movimento podem ser assaltados ou tomados por operações de guerrilha para poder capturar as armas e munições ou para evitar o deslocamento de tropas.

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O Assalto à Banco como Modelo Popular

O modelo de assalto mais popular é o assalto à banco. No Brasil, a guerrilha urbana começou um tipo de assalto organizado em bancos como uma operação guerrilheira. Hoje este tipo de assalto é utilizado comumente e tem servido como um tipo de exame preliminar para o guerrilheiro urbano em seu processo de aprendizagem da guerra revolucionária.

Tem se desenvolvido inovações importantes na técnica de assalto à bancos, o qual assegura a fuga, a retirada de dinheiro, e o anonimato das pessoas envolvidas. Entre estas inovações temos atirar nos pneus dos carros para evitar que sejamos perseguidos, trancar as pessoas nos banheiros dos bancos, obrigá-los a que se sentem no chão do banheiro; imobilizar os guardas do banco e tomar seu armamento, obrigar a alguém a abrir a caixa forte; e a utilização de disfarces.

Tentativas para instalar alarmes de bancos, ou para utilizar guardas ou aparelhos de detecção eletrônicos de origem norte-americana, são de pouca utilidade quando o assalto é de tipo político e executado de acordo com as técnicas de guerrilha urbana. Esta técnica trata de utilizar novos recursos para alcançar as mudanças táticas do inimigo, tem acesso a poder de fogo que esta em crescimento todos os dias, se faz mais astuta e audaz, e utiliza um grande número de revolucionários todas as vezes, todas para garantir o êxito das operações planejadas até o ultimo detalhe.

O assalto à banco é a expropriação típica. Mas, como é certo para qualquer tipo de expropriação armada, o revolucionário esta em desvantagem por dois competidores:

a. competição por delinqüentes;

b. competição por contra-revolucionários de direita;

Esta competição produz confusão, o qual é refletido em incerteza da população. Depende do guerrilheiro urbano prevenir que isto aconteça, e para conseguir isto utiliza dois métodos;

a. tem que evitar a técnica de bandidos, o qual é o uso de violência desnecessária e da expropriação de mercadorias e posses da população;

b. tem que usar o assalto para propósitos de propaganda, no mesmo momento em que esta acontecendo, e depois distribuir material, papéis, e todo meio possível de explicar os objetivos e os princípios do guerrilheiro urbano como expropriador do governo, das classes governantes, e do imperialismo.

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Batidas

As batidas são ataques rápidos em estabelecimentos localizados na vizinhança ou até no centro da cidade, tal como unidades militares pequenas, delegacias, hospitais, para causar problemas, tomar armas, castigar e aterrorizar o inimigo, tomar represálias, ou resgatar prisioneiros feridos, ou aqueles hospitalizados baixo vigilância da policia.

As batidas também são lançadas em garagens e estacionamentos para destruir veículos e danificar instalações, especialmente se são empresas e propriedades norte-americanas.

Quando tomam lugar em certas extensões de estrada ou em certas vizinhanças distantes, os ataques podem servir para obrigar o inimigo a mover grandes números de tropas, um esforço totalmente inútil já que não encontraram ninguém com quem lutar.

Quando são realizadas em certas casas, escritórios, arquivos, ou escritórios públicos, seu propósito é de capturar ou buscar papéis secretos e documentos com os quais denunciar o envolvimento, os compromissos, e a corrupção dos homens no governo, seus negócios sujos e as transações criminosas com os norte-americanos. As batidas são mais efetivas se são realizadas de noite.

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Ocupações

As ocupações são um tipo de ataque realizado quando um guerrilheiro urbano se estaciona em estabelecimentos e localizações específicas, para uma resistência temporal contra o inimigo ou para algum propósito de propaganda.

A ocupação de fábricas e escolas durante greves ou em outros momentos é um método de protesto ou de distrair a atenção do inimigo.

A ocupação das estações de rádio é para propósitos de propaganda.

A ocupação é um método muito efetivo para a ação mas, para prevenir perdas e danos materiais a nossas forças, é sempre uma boa idéia o contar com a possibilidade de retirada. Sempre tem que ser meticulosamente planejada e executada no momento oportuno.

A ocupação sempre tem um limite de tempo e enquanto mais rápido se realize, melhor.

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Emboscada

As emboscadas são ataques tipificados por surpresa quando o inimigo é apanhado em uma estrada ou quando faz que uma rede de policiais rodeie uma casa ou propriedade. Uma mensagem falsa pode trazer o inimigo a um lugar onde caia em uma armadilha.

O objeto principal da tática de emboscada é de capturar as armas e castigá-los com a morte.

As emboscadas para deter trens de passageiros são para propósitos de propaganda, e quando são trens de tropas, o objetivo é de eliminar o inimigo e tomar suas armas.

O franco-atirador guerrilheiro é o tipo de lutador ideal especialmente para as emboscada porque pode se esconder facilmente nas irregularidade do terreno, nos trechos dos edifícios e dos apartamentos sob construção. Desde janelas e lugares escuros pode mirar cuidadosamente a seu alvo escolhido.

As emboscadas tem efeitos devastadores no inimigo, deixando o nervoso, inseguro e cheio de temor.

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Táticas de Rua

As táticas de rua são usadas para lutar com o inimigo nas ruas, utilizando a participação das massas contra ele.

Em 1968, os estudantes Brasileiros utilizaram táticas de rua excelentes contra as tropas da polícia, tais como marchar pelas ruas contra o trânsito, e utilizar estilingues e bolas de gude contra a polícia montada.

Outras táticas de rua consistem na construção de barricadas, atirando garrafas, tijolos, e outros projéteis desde o telhado de apartamentos e edifícios de negócios contra a polícia; utilizando edifícios sob construção para sua fuga, para esconder-se, e para apoiar os ataques surpresa.

É igualmente necessário saber como responder às táticas do inimigo. Quando as tropas de policiais vêm protegidas com capacetes para defender-se de objetos lançados, nos dividimos em duas equipes; uma para atacar o inimigo de frente, ou outra para atacá-lo desde a retaguarda, retirando um à medida que o outro avança para prevenir que o primeiro se converta em um alvo dos projéteis atirados pelo segundo.

De igual forma é importante saber como responder a uma rede de polícias. Quando a policia designa uma certa área para que seus homens entrem em massa para prender a um manifestante, um grupo maior de guerrilheiros urbanos tem que rodear o grupo da polícia, desarmá-los, surrando-os e na mesma hora permitir que o prisioneiro fuja. Esta operação de guerrilha urbana se chama a rede dentro de uma rede.

Quando a rede policial se forma em um edifício de escola, uma fábrica, um lugar onde as massas se congregam, ou algum outro ponto, o guerrilheiro urbano não deve render-se ou que o tomem por surpresa. Para assegurar que sua rede funcione o inimigo se vera na obrigação de transportar a polícia em veículos e carros especiais para ocupar pontos estratégicos nas ruas para invadir edifícios ou locais selecionados. O guerrilheiro urbano, por sua parte, nunca deve de sair de um edifício ou uma área ou entrar nela sem primeiro conhecer todas as saídas, a forma de romper o círculo, os pontos estratégicos que a policia poderia ocupar, e as estradas que inevitavelmente conduzem até a rede, e deve apoderar-se de outros pontos estratégicos desde os quais possa golpear o inimigo.

As estradas seguidas pelos veículos da polícia tem que serem minadas em pontos chaves e a pontos forçados de parada. Quando as minas explodem, os veículos voaram pelos ares. Os policiais cairão na armadilha e sofreram perdas ou serão vítimas de uma emboscada. A rede tem que ser quebrada por rotas de fuga desconhecidas para a polícia. O rigoroso plano de retirada é a melhor maneira de frustrar qualquer esforço de acercamento por parte do inimigo.

Quando não há a possibilidade do plano de fuga, a guerrilha urbana não deve esperar reunir-se, agrupar-se, ou fazer qualquer outra coisa, já que fazê-lo evitará sua possibilidade de romper a rede do inimigo, que seguramente tentará atirar a redor dele.

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As táticas de rua têm revelado um novo tipo de guerrilheiro urbano, o guerrilheiro urbano que participa dos protestos em massa. Este é o tipo que designaremos como o guerrilheiro urbano manifestante, que se une à multidão e participa das marchas populares com fins específicos e definitivos.

Estes fins consistem em atirar pedras e projéteis de todo tipo, utilizando gasolina para começar incêndios, utilizando a polícia como alvo para suas armas de fogo, capturando as armas dos policiais, seqüestrando agentes do inimigo e provocadores, disparar cuidadosamente aos chefes de polícia que vem em carros especiais com placas falsas para não atrair a atenção.

O guerrilheiro urbano manifestante ensina aos grupos nas manifestações as rotas de fuga se é necessário. Coloca minas, atira bombas Molotov, prepara emboscadas e explosões.

O guerrilheiro urbano manifestante também tem que iniciar a rede dentro da rede, revistando os veículos do governo, os carros oficiais, e os veículos da polícia para ver se tem dinheiro ou armas antes de virá-los e colocá-los fogo.

Os franco-atiradores são muito bons para as manifestações em massa e, juntos com os guerrilheiros urbanos manifestantes, podem exercer um papel chave. Escondidos em pontos estratégicos, os franco-atiradores tem completo êxito, utilizando escopetas, metralhadoras, etc., cujo fogo e rebote causam perdas entre os inimigos.

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Greves e Interrupções de Trabalho

A greve é o modelo de ação empregado pelo guerrilheiro urbano em centros de trabalho e escolas para prejudicar o inimigo por meio da detenção do trabalho e das atividades de estudo. Já que é uma das armas mas temidas pelos exploradores e opressores, o inimigo utiliza um tremendo poder ofensivo e incrível violência contra. Os grevistas são levados à prisão, sofrem golpes, e muitos terminam assassinados.

O guerrilheiro urbano tem que preparar a greve de tal forma como para não deixar indícios ou pistas que possam identificar os líderes da ação. Uma greve é bem sucedida quando é organizada por meio da ação de um grupo pequeno, se é preparado cuidadosamente em segredo e pelos métodos mais clandestinos.

As armas, munições, Molotovs, armas caseiras de destruição e ataque, tudo isto tem que ser suprido previamente para antecipar o inimigo. Para que possa causar a maior quantidade de dano possível, é uma boa idéia estudar e por em prática um plano de sabotagem.

As interrupções de trabalho e estudo, apesar de serem de breve duração, causam dano severo ao inimigo. É suficiente para eles surgir em pontos diferentes e em diferentes setores nas mesmas áreas, interrompendo a vida diária, ocorrendo, sem fim, um dia depois do outro, de forma autenticamente guerrilheira.

Em greves ou simples interrupções de trabalho, o guerrilheiro urbano tem o recurso de ocupar ou penetrar no local ou simplesmente fazer um ataque. Nesse caso, seu objetivo é o de tomar reféns, capturar prisioneiros ou capturar agentes inimigos e propor um intercâmbio de prisioneiros (para liberar os grevistas).

Em certos casos, as greves e as breves interrupções de trânsito podem oferecer uma excelente oportunidade para a preparação de emboscadas ou armadilhas cujo fim é o de destruição física da cruel e sanguinária polícia.

O fato básico é que o inimigo sofre perdas em pessoal e material e danos morais, e é debilitado pela ação.

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Deserções, Desvios, Confiscos, Expropriações de Armas, Munições e Explosivos

Deserções e desvios de armas são ações efetuadas em campos militares, hospitais militares, etc. O soldado da guerrilha urbana, o chefe, sargento, suboficial, e o oficial devem desertar no momento mais oportuno com armas modernas e munições, para entregá-las à guerrilha.

Um dos momentos mais oportunos é quando a guerrilha urbana militar é chamada para perseguir e lutar contra seus camaradas guerrilheiros fora dos quartéis militares. Em vez de seguir as ordens dos oficiais, a guerrilha urbana militar deve juntar-se aos revolucionários dando-os as armas e munições que carregam, ou o veículo militar que ele opera.

A vantagem deste método é que os revolucionários recebem as armas e munições do exército, marinha, força área, polícia, guarda civil, ou dos bombeiros sem nenhum trabalho, porque lhes chega em mãos por meio de transporte do governo.

Outras oportunidades podem ocorrer nas barracas, e a guerrilha urbana militar deve estar alerta a isso. Em caso de descuido de parte dos comandantes ou em outras condições favoráveis, assim como as atividades burocratas ou o relaxamento de disciplina por parte dos suboficiais ou outro pessoal interno, a guerrilha urbana militar não pode esperar, mas tem que tratar de avisar os guerrilheiros e desertar sós ou acompanhados, mas com uma quantidade de armas tão grande como seja possível.

Com a informação e a participação da guerrilha urbana militar, ataques em barracas e outros estabelecimentos militares com o propósito de capturar armas, podem ser organizados.

Quando não há a possibilidade de desertar com as armas e munições, a guerrilha urbana deve se engajar na sabotagem, começando com explosões e incêndios em depósitos de munições e pólvora.

Esta técnica de desertar com armas e munições, atacando e sabotando os centros militares, é a melhor maneira de cansar e de desmoralizar aos soldados, deixando-os confusos.

O propósito da guerrilha urbana em desarmar um inimigo individual é o de capturar suas armas. Estas armas estão usualmente nas mãos dos sentinelas e outros que estão executando a guarda ou repressão.

A captura das armas podem ser completadas por meios violentos ou pela astúcia ou armadilhas. Quando o inimigo esta desarmado, ele deve ser revistado em busca de outras armas que não sejam as que já foram retiradas. Se nos descuidamos, ele pode usar essas armas para disparar nos guerrilheiros urbanos.

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O confisco de armas é um método eficaz para adquirir metralhadoras, a arma mais importante da guerrilha.

Quando executamos pequenas operações ou ações para confiscar armamentos e munições, o material capturado pode ser para uso pessoal ou armamento e abastecimento dos grupos de tiro.

A necessidade de prover um poder disparador para a guerrilha urbana é tão grande que, em ordem para começar do ponto zero as vezes temos que comprar uma arma, desviar, ou capturar uma só arma. O ponto básico é começar, e começar com um espírito de determinação e coragem. A posse de uma simples metralhadora multiplica nossas forças.

Em um assalto a banco, devemos ser cuidadosos de confiscar as armas dos guardas. O resto das armas as encontraremos com o tesoureiro, o caixa, ou o administrador, e também devem ser confiscadas.

O outro método que podemos utilizar é a preparação de emboscadas contra a polícia e os automóveis que usam para locomover-se.

Realmente muitas vezes, nós tivemos êxito capturando armas em estações policiais, como um resultado de ataques repentinos.

As vezes triunfamos em capturar armas em delegacias de polícia, como resultado de ataques repentinos.

A expropriação de armas, munições e explosivos é a meta da guerrilha urbana em assaltar locais comerciais, industrias e quartéis.

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Libertação de Prisioneiros

A libertação de prisioneiros é uma operação armada designada para libertar guerrilheiros urbanos presos. Na luta diária contra o inimigo, a guerrilha urbana esta sujeita a prisões e podem ser sentenciados a ilimitados anos na cadeia. Isto não quer dizer que a batalha revolucionária acabe aqui. Para o guerrilheiro, sua experiência é aprofundada pela prisão e a luta continua igualmente até nos calabouços onde se encontram prisioneiros.

O guerrilheiro urbano encarcerado vê a prisão como um terreno que deve dominar e entender para libertar-se por meio de uma operação da guerrilha. Não há prisão, nem uma ilha, ou uma penitenciária da cidade, ou uma fazenda, que seja inpregnável pela astúcia, perseverança e pelo potencial de fogo dos revolucionários.

O guerrilheiro urbano que é livre vê os estabelecimentos penais do inimigo como um lugar inevitável da ação guerrilheira designada a libertar seus irmãos ideológicos que estão aprisionados.

É a combinação do guerrilheiro urbano livre e o guerrilheiro urbano aprisionado que resulta nas operações armadas a que nos referimos como a libertação de prisioneiros.

As operações de guerrilha que se podem usar para libertar os prisioneiros são as seguintes:

a. ataques a estabelecimentos penais, em colônias de correção ou ilhas, ou transportes ou barcos de prisioneiros;

b. assaltos a penitenciárias rurais ou urbanas, casas de detenção, delegacias, depósitos de prisioneiros, ou outros lugares permanentes, ocasionais ou temporários, onde se encontram os prisioneiros.

c. assaltos a transportes de prisioneiros, trens e automóveis;

d. ataques e batidas em prisões;

e. emboscadas a guardas que estão movendo prisioneiros.

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Execuções

Execução é matar um espião norte-americano, um agente da ditadura, um torturador da policia, ou uma personalidade fascista no governo que está envolvido em crimes e perseguições contra os patriotas, ou de um "dedo duro", informante, agente policial, um provocador da policia.

Aqueles que vão à polícia por sua própria vontade fazer denúncias e acusações, aqueles que suprem a polícia com pistas e informações e apontam a gente, também devem ser executados quando são pegos pela guerrilha.

A execução é uma ação secreta na qual um número pequeno de pessoas da guerrilha se encontram envolvidos. Em muitos casos, a execução pode ser realizada por um franco-atirador, paciente, sozinho e desconhecido, e operando absolutamente secreto e a sangue-frio.

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Seqüestros

Seqüestrar é capturar e assegurar em um lugar secreto um agente policial, um espião norte-americano, uma personalidade política ou um notório e perigoso inimigo do movimento revolucionário.

O seqüestro é usado para trocar ou libertar camaradas revolucionários aprisionados, ou para forçar a suspensão da tortura nas cadeias de uma ditadura militar.

O seqüestro de personalidades que são artistas conhecidos, figuras do esporte ou que são grandiosos em algum campo, mas que não tem evidência de um interesse político, podem ser uma forma de propaganda para os princípios patrióticos e revolucionários da guerrilha urbana sendo que ocorra baixo circunstâncias especiais, e o seqüestro seja manipulado de uma maneira que o público simpatize com ele e o aceite.

O seqüestro de residentes norte-americanos ou visitantes no Brasil constituem uma forma de protesto contra a penetração e a dominação do imperialismo dos Estados Unidos em nosso país.

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Sabotagem

O sabotagem é um tipo de ataque altamente destrutivo usando somente várias pessoas e às vezes requerendo somente uma para terminar o resultado desejado. Quando a guerrilha urbana usa a sabotagem, a primeira fase é a sabotagem isolada. Então vem a fase de sabotagem dispersada ou generalizada, levando a população.

Um plano de sabotagem bem executado demanda estudo, planejamento e cuidadosa execução. Uma forma característica da sabotagem é a explosão usando dinamite, incêndio e a implantação de minas.

Um pouco de areia, uma gota de qualquer tipo de combustível, ou pouca lubrificação, um parafuso removido, um curto-circuito, peças de madeira ou ferro, podem causar danos irreparáveis.

O objetivo da sabotagem é para doer, danificar, deixar sem uso e para destruir pontos vitais do inimigo assim como os seguintes:

a. a economia de um país;

b. a produção agrícola e industrial;

c. sistemas de comunicação e transporte;

d. sistemas policiais e militares e seus estabelecimentos e depósitos;

e. o sistema repressor do sistema militar-policial;

f. empresas e propriedades norte-americanas no país.

A guerrilha urbana deve pôr em perigo a economia do país, particularmente seus aspectos financeiros e econômicos, assim como as redes comerciais domésticas e estrangeiras, suas mudanças nos sistemas bancários, seu sistema de coleta de impostos, e outros.

Escritórios públicos, centros de serviços do governo, armazéns do governo, são alvos fáceis para sabotagem.

Não vai ser fácil prevenir a sabotagem da produção agrícola e industrial pela guerrilha urbana, com sua sabedoria completa da situação.

Trabalhadores industriais atuando como guerrilheiros urbanos são excelentes para a sabotagem industrial já que sabem, melhor que ninguém, entendem a indústria, a fábrica, a maquinária, e talvez possam destruir toda a operação, fazendo mais dano que uma pessoa mal informada.

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A respeito dos sistemas de comunicações e de transportes do inimigo, começando com o tráfego ferroviário, é necessário atacá-lo sistematicamente com as armas de sabotagem.

A única precaução é a de não causar a morte ou ferimento fatal aos passageiros, especialmente aos que viajam com regularidade nestes trens suburbanos ou de longa distância.

Ataques a trens de carga, em movimento ou estacionados, parar os sistemas de comunicação e de transporte militar, são os maiores objetivo da sabotagem nesta área.

Vagões podem ser danificados e retirados, assim como os trilhos. Um túnel bloqueado depois de uma explosão, uma obstrução de um vagão descarrilado, causam tremendo dano.

O descarrilamento de um trem de carga contendo combustível é um dos maiores danos que se podem fazer ao inimigo. Assim como dinamitar pontes de vias. Num sistema onde o peso e o tamanho do equipamento rodante é enorme, leva-se meses para reparar ou reconstruir a destruição ou o dano.

As rodovias, podem ser obstruídas por árvores, veículos estacionados, valas, deslocação de barreiras por dinamite e pontes destruídas por explosões.

Os barcos podem ser danificados enquanto ancorados em portos marítimos, ou de rios, ou em estaleiros. Os aviões podem ser destruídos ou sabotados na pista.

As linhas telefônicas e telegráficas podem ser sistematicamente danificadas, suas torres serem destruídas, e suas linhas ficarem sem uso algum.

As comunicações e o transporte devem ser sabotados imediatamente, porque a guerra revolucionária já começou no Brasil e é essencial impedir o movimento de tropas e munições do inimigo.

Oleodutos, instalações de combustível, depósitos de bombas e munições, armazéns de pólvora e arsenais, campos militares e bases, devem tornar-se alvos de operações de sabotagem por excelência, enquanto que os veículos, caminhões do exército, e outros automóveis militares e policiais podem ser destruídos ao encontrá-los.

Os centros de repressão militares e policiais e seus específicos e especializados órgãos, devem também chamar a atenção do sabotador da guerrilha urbana.

As empresas e propriedades norte-americanas no país, por sua parte, devem ser alvos tão freqüentes de sabotagem que o volume das ações dirigidas sobrepasse o total de todas outras ações contra os pontos vitais do inimigo.

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Terrorismo

O terrorismo é uma ação, usualmente envolvendo a colocação de uma bomba ou uma bomba de fogo de grande poder destrutivo, o qual é capaz de influir perdas irreparáveis ao inimigo.

O terrorismo requer que a guerrilha urbana tenha um conhecimento teórico e prático de como fazer explosivos.

O ato do terrorismo, fora a facilidade aparente na qual se pode realizar, não é diferente dos outros atos da guerrilha urbana e ações na qual o triunfo depende do plano e da determinação da organização revolucionária. É uma ação que a guerrilha urbana deve executar com muita calma, decisão e sangue frio.

Ainda que o terrorismo geralmente envolva uma explosão, há casos no qual pode ser realizado execução ou incêndio sistemático de instalações, propriedades e depósitos norte-americanos, fazendas, etc. É essencial assinalar a importância dos incêndios e da construção de bombas incendiárias como bombas de gasolina na técnica de terrorismo revolucionário. Outra coisa importante é o material que a guerrilha urbana pode persuadir o povo a expropriar em momentos de fome e escassez, resultados dos grandes interesses comerciais.

O terrorismo é uma arma que o revolucionário não pode abandonar.

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Propaganda Armada

A coordenação das ações da guerrilha urbana, incluindo cada ação armada, é a principal forma de fazer propaganda armada.

Estas ações, feitas com determinados e específicos objetivos, inevitavelmente se fazem material de propaganda para o sistema de comunicação das massas.

Assaltos a bancos, emboscadas, deserções, resgate de prisioneiros, execuções, seqüestros, sabotagem, terrorismo e a guerra de nervos são todos casos em ponto.

Aviões com rotas de vôo trocados pela ação revolucionária, barcos e trens em movimento assaltados e capturados por guerrilheiros, podem ser usados somente para efeitos de propaganda.

Mas a guerrilha urbana nunca deve fracassar em instalar uma imprensa clandestina e deve poder fazer cópias mimeografadas usando álcool ou pranchas elétricas ou outros aparelhos duplicadores, expropriando o que não pode comprar em ordem de produzir um jornal pequeno, panfletos, volantes e estampas para a propaganda e agitação contra a ditadura.

A guerrilha urbana comprometida com a imprensa clandestinas facilita enormemente a incorporação de um grande número de gente na batalha revolucionária, abrindo um trabalho permanente para aqueles que desejam trabalhar com a propaganda revolucionária, mesmo que quando fazê-lo signifique trabalhar sozinho e arriscar sua vida como revolucionário.

Com a existência de propaganda clandestina e material agitador, o espírito inventor da guerrilha urbana expande e cria catapultas, artefatos, morteiros e outros instrumentos com os quais distribuir os panfletos anti-governo a distância.

Gravações em fita, a ocupação de estações de rádio, o uso de alto falantes, desenhos em paredes e em outros lugares inacessíveis são outras formas de propaganda. Em usá-las, a guerrilha urbana deve dar-lhes um caráter de operações armadas.

Uma propaganda consistente de cartas enviadas a endereços específicos, explicando o significado das ações armadas da guerrilha urbana, isto produz consideráveis resultados e é um método de influenciar certos segmentos da população.

Se esta influência é exercitada no coração das pessoas por todo possível mecanismo de propaganda girando em torno da atividade da guerrilha urbana, isto não indica que nossas forças tem o suporte de todos.

É suficiente ganhar o suporte de parte da população e isto pode ser feito popularizando uma frase: "Deixe que aquele que não quer fazer nada pelos revolucionários, faça nada contra."

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Guerra de Nervos

A guerra de nervos ou guerra psicológica é uma técnica agressiva, baseada no direto ou indireto uso dos meios de comunicação de massas e notícias transmitidas oralmente com o propósito de desmoralizar o governo.

Na guerra psicológica, o governo esta sempre em desvantagem, porque impõe censura nas massas e termina numa posição defensiva por não deixar nada contrário infiltrar-se.

Neste ponto desespera-se, envolve-se em grandes contradições e perda de prestígio, perde tempo e energias num cansado esforço ao controle, qual é sujeito a romper-se em qualquer momento.

O objeto da guerra de nervos é para enganar, propagar mentiras entre as autoridades na qual todos podem participar, assim criando um ar de nervosismo, descrédito, insegurança e preocupação por parte do governo.

Os melhores métodos usados pela guerrilha urbana na guerra de nervos são os seguintes:

a. usando o telefone e o correio para anunciar falsas pistas à polícia e ao governo, incluindo informação de bombas e qualquer outro ato de terrorismo em escritórios públicos e outros lugares, planos de seqüestro e assassinato, etc, para obrigar as autoridades a cansar-se, dando seguimento à falsa informação que foi alimentada;

b. permitindo que planos falsos caiam nas mãos da polícia para desviar sua atenção;

c. plantar rumores para deixar o governo nervoso;

d. explorando cada meio possível de corrupção, de erros e de falhas do governo e seus representantes, forçando-os a explicações desmoralizantes e justificações nos meios de comunicação de massas que mantém baixo censura;

e. apresentando denúncias a embaixadas estrangeiras, às Nações Unidas, a anunciatura do papa, e as comissões internacionais judiciais defensoras dos direitos humanos ou da liberdade de imprensa, expondo cada violação concreta e o uso de violência pela ditadura militar e fazendo conhecer que a guerra revolucionária irá continuar seu curso com perigos sérios para os inimigos da população.

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Como Executar a Ação

A guerrilha urbana que corretamente passa através de seu aprendizado e seu treinamento deve dar grande importância a sua tática de executar sua ação, por isso não se deve cometer o mais pequeno erro.

Qualquer descuido na assimilação do método e seu uso, convida certo desastre, assim como a experiência nos ensina cada dia.

Os bandidos cometem erros freqüentemente por seus métodos, e esta é uma das razões pela qual a guerrilha urbana deve estar tão intensamente preocupada por seguir a técnica revolucionária e não a técnica dos bandidos.

Não há guerrilha urbana merecedora do nome que ignore a tática revolucionária de ação e fracasse em praticar rigorosamente o planejamento e a execução de suas atividades.

O gigante é conhecido por seus dedos. O mesmo pode ser dito da guerrilha urbana que é conhecida tão longe como seus métodos corretos e sua fidelidade absoluta aos princípios.

O método revolucionário de execução de uma ação é fortemente baseado no conhecimento e no uso dos seguintes elementos:

a. investigação de informação;

b. observação e vigilância;

c. reconhecimento ou exploração do terreno;

d. estudo e tempo das rotas;

e. mapas;

f. mecanização;

g. cuidadosa seleção de pessoal;

h. seleção do poder de fogo;

i. estudo e prática em êxito;

j. êxito;

l. disfarce;

m. retirada;

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n. dispersão;

o. libertação e troca de prisioneiros;

p. eliminação de pistas;

p. resgate de feridos.

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Algumas Observações nas Táticas

Quando não há informação, o ponto de saída do plano de ação deve ser investigação, observação e vigilância. Este método também da bons resultados.

Em qualquer evento, incluindo quando há informação, é essencial fazer observações para ver se a informação esta a par com a observação ou vice-versa.

Reconhecimento ou exploração do terreno, estudo e o tempo das rotas, são tão importantes que quando omitidos seria como tentar apunhalar no escuro.

Mecanização, em geral, é um fator subestimado no método de conduzir uma ação. Freqüentemente a mecanização é deixada para o fim, antes de que se faça algo sobre isso.

Isto é um erro. A mecanização deve de ser considerada seriamente, deve ser colhida com ampla vista e de acordo com um plano cuidadoso, também baseado na informação e observação, e deve ser executado com cuidado rigoroso e precisão. O cuidado, conservação, manutenção e camuflagem dos veículos expropriados são detalhes bem importantes da mecanização.

Quando o transporte falha, a ação principal falha com sérias conseqüências morais e materiais para a atividade da guerrilha urbana.

A seleção de pessoal requer grande cuidado para evitar a inclusão de pessoas indecisas e vacilantes que presentes com perigo possam contaminar os outros participantes, uma dificuldade que deve ser evitada.

A retirada é igual ou mais importante que a operação em si, ao ponto de ter que ser planejada rigorosamente, incluindo a possibilidade de falha.

Deve-se evitar o resgate ou a transferência de prisioneiros com crianças presentes, ou qualquer coisa que atraia a atenção das pessoas em trânsito casual na área. O melhor é fazer o resgate tão natural quanto seja possível, sempre passando ao redor, ou usando estradas diferentes ou ruas estreitas que quase não permitam a passagem a pé, para evitar o encontro dos carros. A eliminação das pistas é obrigatório e demanda grande precaução ao esconder as impressões digitais e outras classes de indícios que informem o inimigo. A falta de cuidado na eliminação dos vestígios e das pistas é um fator que aumenta o nervosismo em nossas patentes que o inimigo as vezes explora.

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Resgate de Feridos

O problema com os feridos na guerrilha urbana merece atenção especial. Durante operações da guerrilha na zona urbana pode ocorrer que algum camarada seja ferido acidentalmente ou atingido pela policia. Quando um da guerrilha esta num grupo de atiradores tem o conhecimento de primeiros socorros e pode fazer algo pelo camarada ferido. Em nenhuma circunstância pode ser abandonado o guerrilheiro e ser deixado em mãos do inimigo.

Uma das precauções que devemos tomar é de treinar a homens e mulheres em cursos de enfermaria, nos quais guerrilheiros podem matricular-se e aprender técnicas de primeiros-socorros. O doutor da guerrilha urbana, estudante de medicina, enfermeiro, farmacêutico ou simplesmente uma pessoa treinada em primeiros-socorros, é de necessidade numa batalha revolucionária moderna.

Um pequeno manual de primeiros-socorros para a guerrilha urbana, impresso ou em mimeógrafo, pode ser compreendido por uma pessoa que tenha suficiente conhecimento.

No planejamento ou execução de uma ação armada, a guerrilha urbana não pode esquecer a organização logística médica. Isto pode ser completado por meio de uma clínica móvel ou motorizada. Você também pode estabelecer uma estação de primeiros-socorros e utilizar os conhecimentos de um camarada da guerrilha que esperará com equipamentos num lugar designado onde os feridos são trazidos.

O ideal seria ter uma clínica bem equipada, mas é bem custoso a menos que usemos materiais expropriados.

Quando tudo falha, as vezes é necessário recorrer a clínicas legais, usando a força se necessário para que os doutores atendam aos nossos feridos.

Na eventualidade que recorrermos a bancos de sangre para comprar sangue ou plasma completo, não deveremos usar endereços legais e certamente endereços onde feridos poderiam ser encontrados, porque eles estão baixo nossa proteção e cuidado. Nem deveríamos dar endereços destes que estão envolvidos no trabalho clandestino da organização que trabalham nos hospitais e nas clínicas de onde os colhemos. Essas preocupações são indispensáveis para cobrir qualquer pista.

As casa onde os feridos ficam não pode ser conhecida por ninguém com exclusiva exceção de um pequeno grupo de camaradas que estão responsáveis pelo tratamento e transporte.

Cobertores, roupa ensangüentada, medicamentos e outros tipos de indícios de tratamento de um camarada ferido em combate com a polícia, deve ser completamente eliminado dos lugares que eles visitam para receber tratamento.

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Segurança da Guerrilha

A guerrilha urbana vive em constante perigo da possibilidade de ser descoberta ou denunciada. O primeiro problema de segurança é ter certeza de que estamos bem escondidos e bem seguros, e de que há métodos seguros de manter-se fora do alcance da polícia.

O pior inimigo da guerrilha e o maior perigo que corremos é a infiltração em nossa organização de um espião ou um informante.

O espião apreendido dentro de nossa organização será castigado com a morte. O mesmo vai para o que deserta e informa a polícia.

Uma boa segurança é a certeza de que o inimigo não tem espiões ou agentes infiltrados em nosso meio e não pode receber informação de nossos por meios distantes ou indiretos. A maneira fundamental para assegurarmos isto é de ser rigorosos e cautelosos no recrutamento.

Nem é permitido alguém conhecer todos e tudo. Cada pessoa somente deve saber o que se relaciona com seu trabalho. Esta rega é o ponto fundamental no ABC da segurança da guerrilha urbana.

A batalha a qual estamos enfrentando o inimigo é árdua e dificultosa porque é uma luta das massas. Cada classe luta numa batalha de vida ou morte quando as classes são antagônicas.

O inimigo quer nos aniquilar e luta para encontrar-nos e destruir-nos, assim que nossa grande arma consiste em esconder-nos dele e atacá-lo de surpresa.

O perigo para guerrilha urbana que ele possa revelar-se por meio da imprudência ou por meio da falta de classe vigilante. Não se admite que a guerrilha urbana dê seu próprio ou outro endereço clandestino ao inimigo ou que fale muito. Anotações nas margens dos jornais, documentos perdidos, cartões de chamadas, cartas ou notas, todas estas são pistas para a polícia.

Endereços e livros de telefones devem ser destruídos e não se deve escrever ou guardar papéis; é necessário evitar manter arquivos de nomes legais ou ilegais, informação biográfica, mapas e planos. Os pontos de contato não se deve escrever, mas simplesmente memorizá-los.

O guerrilheiro que viola estas regras deve ser advertido pelo primeiro que se der conta, e se continuar, deve-se deixar de trabalhar com ele.

A necessidade da guerrilha de mover-se constantemente e a relativa proximidade da polícia, dadas as circunstâncias de uma rede policial estratégica que esta ao redor da

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cidade, forças que adotam métodos variáveis de segurança dependendo dos movimentos do inimigo.

Por esta razão é necessário manter um serviço de notícias diário perto do que o inimigo parece fazer, onde está a rede da polícia operando e em que lugares eles vigiam. A leitura diária das notícias policiais nos jornais é uma grande função de informação nesses casos.

A lição mais importante de segurança, sob nenhuma circunstância, permitir o mais remoto indício de relaxamento com a manutenção das medidas de segurança e regulamentos dentro da organização.

A segurança da guerrilha deve ser mantida também e principalmente em casos de prisão. O guerrilheiro preso não pode revelar nada à polícia que possa prejudicar à organização. Não pode dizer nada que de pistas, como conseqüência, as prisões de outros camaradas, a descoberta de endereços e lugares de esconderijo, a perda de armas e munições.

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Os Sete Pecados da Guerrilha Urbana

Assim como a guerrilha urbana aplica suas técnicas revolucionárias com rigorosidade e precisão, obedece às regras de segurança, ela ainda está vulnerável aos erros. Não há uma guerrilha urbana perfeita. O que se pode fazer é manter seu esforço em diminuir sua margem de erro porque não é perfeita.

Um dos métodos que podemos utilizar para diminuir a margem de erro é conhecer os sete pecados da guerrilha urbana e tratar de evitá-los. O primeiro pecado da guerrilha urbana é a pouca experiência. A guerrilha urbana, cega por seu pecado, pensa que o inimigo é estúpido, não considera sua inteligência, crendo que tudo é fácil e, como resultado, deixa pistas que podem causar seu desastre.

Por sua pouca experiência, a guerrilha urbana pode sobrestimar as forças do inimigo, crendo que eles são mais fortes que ela. Deixando-se enganar por sua presunção, a guerrilha urbana então se intimida, fica insegura e indecisa, paralisada e falta de audácia.

O segundo pecado da guerrilha urbana é vangloriar-se de suas ações completadas e espalhá-lo aos quatro ventos.

O terceiro pecado da guerrilha urbana é vaidade. A guerrilha urbana que padece deste pecado trata de resolver seus problemas da revolução com ações nas cidade, mas sem preocupar-se com os princípios e sobrevivência da guerrilha em zonas rurais. Cegada por seu triunfo, ela começa a organizar ações que considera decisivas e que colocam em jogo todas as forças e recursos da organização. Já que não podemos interromper a luta guerrilheira nas cidades enquanto que a guerra rural não tenha estourado, nós sempre corremos o erro fatal de permitir que o inimigo nos ataque com golpes decisivos.

O quarto pecado da guerrilha urbana é de exagerar sua força e tentar fazer projetos que lhe faltam forças e, ainda, não tem a infra-estrutura requerida.

O quinto pecado do guerrilheiro urbano é a ação precipitada. O guerrilheiro urbano que comete este pecado perde a paciência, sofre um ataque de nervos, não espera por nada, e se joga impetuosamente na ação, sofrendo perdas inapreciáveis.

O sexto pecado do guerrilheiro urbano é atacar o inimigo quando eles estão mais enfurecidos.

O sétimo pecado do guerrilheiro urbano é o de não planejar as coisas e atuar improvisadamente.

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Apoio Popular

Um dos problemas principais do guerrilheiro é sua identificação com as causas populares para ganhar o apoio popular.

Quando as ações governamentais se tornam corruptas e ineptas, o guerrilheiro urbano, não deve hesitar em demostrar que ele se opõe ao governo e ganhar a simpatia das massas. O presente governo, por exemplo, impõe pesadas cargas financeiras à população na forma de impostos. É responsabilidade do guerrilheiro urbano então atacar o sistema de pagamento de impostos e de obstruir sua atividade financeira, tirando todo o peso da atividade revolucionária contra ela.

O guerrilheiro urbano luta não somente por transtornar o sistema de coleta de impostos; o braço da violência revolucionária também tem que estar dirigido contra os órgãos do governo que levantam os preços e aqueles que os dirigem, como também contra os mais ricos capitalistas nacionais e estrangeiros e os donos de propriedades importantes; em resumo, todos aqueles que acumulam fortunas com o alto custo de vida, salário de fome, preços e aluguéis excessivos.

Monopólios estrangeiros, tais como a refrigeração e outras instalações norte-americanas que monopolizam o mercado e a manufatura de suprimentos de comida gerais, tem que ser sistematicamente atacados pelo guerrilheiro urbano.

A rebelião do guerrilheiro urbano e sua persistência na intervenção de questões políticas é a melhor forma de assegurar o apoio popular na causa que defendemos. Repetimos e insistimos em repetir: é a melhor forma de assegurar o apoio popular. Tão pronto uma porção razoável da população começa a levar a sério a ação do guerrilheiro urbano, seu êxito é garantido.

O governo não tem alternativa exceto intensificar sua repressão. A rede da polícia, as buscas em casas, a prisão de pessoas inocentes e de suspeitos, ou fechar as ruas, e fazer a cidade insuportável. A ditadura militar embarca na perseguição política. Os assassinatos políticos e o terror policial se fazem rotina.

A pesar de tudo isto, a polícia sistematicamente perde. As forças armadas, a marinha e a força aérea são mobilizadas para executar as funções policiais rotineiras. Ainda assim não encontram uma forma de deter as operações da guerrilha, nem tampouco de acabar com a organização revolucionária com seus grupos fragmentados que se movem e operam através do território nacional contagiosa e persistentemente.

A pessoas se recusam a colaborar com as autoridades, e o sentimento geral é o de que o governo é injusto, incapaz de resolver problemas, e recorre somente a liquidação de seus oponentes.

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A situação política no país é transformada numa situação militar na qual os militares aparentam ser mais e mais responsáveis pelos erros e a violência, enquanto que os problemas das vidas das pessoas se fazem verdadeiramente catastróficas.

Quando vêem que os militares e a ditadura estão a ponto do abismo, e temendo as conseqüências de uma guerra civil que já esta a caminho, os pacificadores (que sempre se encontram dentro de as classes governantes), e os oportunistas de ala direita, amigos da luta sem violência, se unem e começam a circular rumores detrás "das cortinas", pedindo ao carrasco eleições, "redemocratização", reformas constitucionais, e outras bobagens desenhadas para confundir as massas e fazê-las parar a rebelião revolucionária nas cidades e nas áreas rurais do país.

Mas, observando os revolucionários, as pessoas agora entendem que seria uma farsa elas votarem em eleições que tem como único objetivo, garantir a continuação da ditadura militar e cobrir os crimes do estado.

Atacando de coração esta falsa eleição e a chamada "solução política" tão apeladora aos oportunistas, o guerrilheiro urbano tem que se fazer mais agressivo e violento, girando em torno da sabotagem, do terrorismo, das expropriações, dos assaltos, dos seqüestros, das execuções, etc.

Isto contestaria qualquer tentativa de enganar às massas com a abertura de um Congresso e a reorganização dos partidos políticos--partidos do governo e os de oposição que permitira--quando todo o tempo o parlamento e os chamados partidos políticos funcionam graças a uma licença da ditadura militar num verdadeiro espetáculo de marionetes e cachorros numa corda.

O papel do guerrilheiro urbano, para poder ganhar o apoio das pessoas, é o de continuar lutando, mantendo em mente os interesses das massas e a intensificação de uma situação desastrosa no qual o governo tem que atuar. Estas são as circunstâncias, desastrosas para a ditadura, que permitirão aos revolucionários abrir a guerrilha rural no meio de uma expansão incontrolável da rebelião urbana.

O guerrilheiro urbano está envolvido na ação revolucionária a favor do povo e busca nela a participação das massas numa luta contra a ditadura militar e para a libertação do país. Começando com a cidade e com o apoio do povo, a guerrilha rural se desenrola rapidamente, estabelecendo sua infra-estrutura cuidadosamente enquanto que a área urbana continua sua rebelião.

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Guerrilha Urbana, Escola para Selecionar o Guerrilheiro

A revolução é um fenômeno social que depende dos homens, das armas e dos recursos. As armas e os recursos existem no país e podem ser tomados e usados, mas para fazer isto é necessário contar com homens. Sem eles, as armas e os recursos não tem nem uso nem valor.

Por sua parte, os homens tem que ter duas qualidades básicas e indispensáveis:

a. tem que ter uma motivação político-revolucionária;

b. tem que ter a necessária preparação técnica-revolucionária.

Os homens com a preparação político-revolucionária se encontram entre os vastos contingentes dos inimigos da ditadura militar e do domínio do imperialismo dos EUA.

Os homens que estão melhor treinados, mais experientes, e dedicados à guerrilha urbana, constituem a base para a guerra revolucionária, e por tanto, da revolução brasileira. Desta base é que surge o núcleo do exército revolucionário de libertação nacional, levantando-se da guerra revolucionária.

Este é o núcleo central, não de burocratas e oportunistas escondidos na estrutura organizacional, não de conferenciantes vazios, de escritores de resoluções que permanecem no papel, senão de homens que lutam. Os homens que desde o principio tem a determinação e tem estado prontos para qualquer coisa, que pessoalmente participam nas ações revolucionárias, que não tem dúvidas e nem enganam.

Este é o núcleo doutrinado e disciplinado com uma estratégia de longo alcance e uma visão tática consistente com a aplicação da teoria Marxista, dos desenvolvimentos do Leninismo e Castro-Guevaristas, aplicados às condições específicas da situação revolucionária. Este é o núcleo que dirigirá a rebelião à fase de guerra de guerrilha.

Dela surgiram os homens e mulheres com o desenvolvimento político-militar, um indivisível, cujo trabalho será o dos líderes futuros depois do triunfo da revolução, na construção de uma nova sociedade Brasileira.

Desde agora, os homens e mulheres escolhidos para a guerra de guerrilha urbana são trabalhadores; camponeses a quem a cidade atraiu por seu potencial de trabalho e quem regressarão à área rural completamente doutrinados e tecnicamente preparados; estudantes, intelectuais e sacerdotes. Este é o material com o qual estamos construindo-- começando a guerra de guerrilhas--a aliança armada de trabalhadores e camponeses, com estudantes, intelectuais e sacerdotes.

Os trabalhadores tem conhecimento infinito da esfera industrial e são os melhores nos trabalhos revolucionários urbanos. O trabalhador guerrilheiro urbano participa na luta mediante a construção de armas, sabotando e preparando sabotadores e dinamiteiros, e

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pessoalmente participando em ações envolvendo armas de mão, ou organizando greves e paradas parciais com a violência em massa característica em fábricas, centros de trabalho e outros lugares de trabalho.

Os camponeses tem uma intuição extraordinária de conhecimento da terra, juízo no confronto do inimigo, e a indispensável habilidade de comunicar com as massas humildes. O guerrilheiro camponês esta participando já em nossa luta e é quem chega ao núcleo da guerrilha, estabelece pontos de apoio nas áreas rurais, encontra lugares para esconder indivíduos, armas, munições, suprimentos, organiza a colheita de grãos utilizados na guerra de guerrilhas, escolhe os pontos de transporte, pontos de criação de gado, e as fontes de suprimentos de carnes, treina os guias que ensinam ao guerrilheiro urbano as estradas, e cria um sistema de informação na área rural.

Os estudantes se destacam por ser politicamente cruéis e rudes e por tanto rompem todas as regras. Quando são integrados na guerrilha urbana, como esta ocorrendo agora em grande escala, ensinam um talento especial para a violência revolucionária e pronto adquirem um alto nível de destreza político-técnico-militar. Os estudantes tem bastante tempo livre em suas mãos porque são sistematicamente separados, suspendidos e expulsos da escola pela ditadura e assim começam a usar seu tempo vantajosamente a favor de a revolução.

Os intelectuais constituem a vanguarda da resistência aos atos arbitrários, às injustiças sociais e à inumanidade terrível da ditadura. Eles expandem a chamada revolucionária e tem uma grande influência na população. O guerrilheiro urbano intelectual é o aderente ás moderno da revolução brasileira.

Os homens da igreja, isto é, aqueles ministros ou sacerdotes de várias hierarquias e denominações, representam um setor que tem habilidade especial para comunicar-se com o povo, particularmente os trabalhadores, camponeses, e a mulher brasileira. O sacerdote que é um guerrilheiro urbano é um ingrediente poderoso na guerra revolucionária brasileira, e constituem uma arma poderosa contra o poder militar e o imperialismo norte-americano.

Com respeito à mulher brasileira, sua participação na guerra revolucionária, em particular na guerrilha urbana, tem sido distinguido por seu espírito lutador e tenacidade sem limite, não é somente por sorte que tantas mulheres tem sido acusadas de participação nas ações de guerrilha contra bancos, centros militares, etc., e que tantas estão em prisões enquanto que tantas outras ainda são procuradas pela polícia. Como uma escola para escolher o guerrilheiro, a guerra de guerrilha urbana prepara e coloca ao mesmo nível de responsabilidade e eficiência a homens e mulheres que compartilham os mesmos perigos de lutar, buscar suprimentos, servir como mensageiros ou corredores, ou motoristas, ou navegantes, ou pilotos de aviões, obtendo informação secreta, e ajudando com a propaganda ou o trabalho de doutrinação.

Carlos Marighella (junho 1969 )

FIM

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Domingo, 19 de Abril de 2009

Envenenando as almas das crianças


No capítulo 3º do livro didático “Português Linguagens - 5º ano”, de autoria de William Roberto Cereja e Thereza Cochar (Editora Atual, pertencente ao grupo Saraiva - clique aqui para ver), os estudantes encontram, logo abaixo do título – “O gosto amargo da desigualdade” –, o seguinte parágrafo:

Você alguma vez já se sentiu injustiçado? Seu amigo com duas bicicletas, uma delas novinha, e você nem bicicleta tem... Sua amiga com uma coleção inteirinha da Barbie, e você que não ganha um brinquedo novo há muito tempo... Se vai reclamar com a mãe, lá vem ela dizendo: ‘Não reclama de barriga cheia, tem gente pior do que você!’. Será que há justiça no mundo em que vivemos?

A resposta negativa é apresentada sob a forma de um texto, em estilo pretensamente literário, seguido de uma bateria de perguntas destinadas a atiçar o “pensamento crítico” dos alunos (supondo-se, é claro, que crianças de 10 anos possuam conhecimento e maturidade para pensar criticamente).

O texto consiste, resumidamente, no seguinte: ao ver o filho entretido com um globo terrestre, o pai lhe confessa a sua “birra contra geografia”, atribuindo a aversão a uma professora que tivera no ginásio. Um dia, conta o pai, a professora Dinah resolveu dar aos alunos uma aula prática sobre a distribuição de renda no Brasil. Dizendo que o conteúdo de uma caixa de doces representava a riqueza do país, a professora começou a distribuir os doces entre os alunos, dando a uns mais que a outros. Os primeiros da lista de chamada ganharam apenas um doce; da letra G até a M, dois doces; de N a T, três; Vanessa e Vítor ganharam seis, e Zilda, finalmente, ganhou a metade da caixa, 24 doces. A satisfação inicial dos primeiros se transformava em revolta à medida que percebiam a melhor sorte dos últimos: “Ninguém na sala conseguia acreditar que a Dinah tava fazendo aquilo com a gente. Até naquele dia, todo mundo era doido com ela, ótima professora, simpática, engraçada, bonita também.” A história termina com o filho, frustrado, entregando ao pai o globo terrestre: “Toma esse negócio. Se a geografia é assim desse jeito que você tá falando, eu não vou querer aprender também não”.

Seguem os questionamentos:

– A distribuição dos doces promovida pela professora serviu para ilustrar como é feita a distribuição de riquezas no Brasil. Associe os elementos da aula ao que eles correspondem no país:

• [os doces]            • os patrões, os empresários, o governo, etc.

• os alunos              • o povo

• a professora          • a riqueza

– Dos alunos da sala, quem você acha que reclamou mais? E quem você acha que não reclamou? Por quê?

– Na opinião da maioria dos alunos, como a professora deveria ter distribuído os doces?

– A distribuição de doces feita pela professora ilustra a situação de distribuição de renda entre os brasileiros. De acordo com o exemplo:

a) Quem fica com a metade da riqueza produzida no país?

b) Para quem fica a outra metade?

c) Na sua opinião, a minoria privilegiada reclama da situação?

d) E os outros, deveriam reclamar? Por quê?

– Dona Dinah, pela aula prática que deu, talvez não tenha agradado a todos os alunos. No entanto, você acha que eles aprenderam o que é distribuição de renda?

– No final do texto, Mateus diz ao pai: “Toma esse negócio!”. E começa a dormir sem o globo terrestre.

a) O que você acha que o menino está sentindo pelo globo nesse momento?

b) Na sua opinião, é pela geografia que ele deveria ter esse sentimento?

– Segundo o narrador, a turma tinha entre onze e doze anos e não estava interessada no assunto distribuição de renda. Na sua opinião, existe uma idade certa para uma pessoa começar a conhecer os problemas do país? Se sim, qual? Por quê?

– Os alunos que ganharam menos doces sentiram-se revoltados com a divisão feita pela professora.

a) Na vida real, como você acha que se sentem as pessoas que têm uma renda muito baixa? Por quê?

b) Que consequências a baixa renda traz para a vida das pessoas? Dê exemplos.

c) Na sua opinião, as pessoas são culpadas por terem uma renda baixa?

– Muitas pessoas acham que uma das causas da violência social (roubos, furtos e sequestros, por exemplo) é a má distribuição de renda. O que você acha disso? Você concorda com essa opinião.

Vejam vocês a que nível chegou a educação no Brasil.

Decididos a “despertar a consciência crítica” dos seus pequenos leitores – missão suprema de todo professor/escritor amestrado na bigorna freireana (ademais, se o livro não for “crítico”, a editora não quer, porque o MEC não aprova, os professores não adotam e o governo não compra) –, mas cientes, ao mesmo tempo, da incapacidade das crianças para compreender minimamente, em termos científicos, o tema da desigualdade social, Cerejão e Therezinha (permitam-me a liberdade eufônica) optaram por uma abordagem emocional do problema. Afinal, devem ter ponderado, embora os alunos não tenham idade para entender o que é e o que produz a desigualdade na distribuição das riquezas, nada os impede de odiar desde logo essa coisa, o que quer que ela seja.

A dupla de escritores assumiu, desse modo, o seguinte desafio (como eles gostam de dizer) “político-pedagógico”: criar uma empatia entre os alunos e as “vítimas da injustiça social”; induzi-los a acreditar que toda desigualdade é injusta, de sorte que para acabar com a injustiça é preciso acabar com a desigualdade; e predispô-los, enfim, a aceitar ou apoiar a bandeira do igualitarismo socialista.

Como na cabeça de Cerejão e Therezinha vida de pobre consiste em sentir inveja de rico, era necessário lembrar às crianças como é triste não ter uma bicicleta, quando o amigo tem duas, ou não ter uma boneca, quando a amiga tem várias. Mas, em vez de chamar essa tristeza pelo nome que ela tem desde os tempos de Caim, o livro a ela se refere como “sentimento de injustiça”.

Assim, além de transmitir às crianças uma visão ideologicamente distorcida – e portanto falsa – dos mecanismos de produção e distribuição da riqueza na sociedade e da realidade vivida por uma pessoa pobre, a dupla Cerejão e Therezinha as ensina a mentir para si mesmas, a fingir que sentem o que não sentem e a berrar “injustiça!” ao menor sintoma de inveja – própria ou de terceiro (essa última presumida) – provocada por alguma desigualdade.

Como se vê, isto não é uma aula, é uma iniciação nos mistérios do esquerdismo militante!

Ou seja, no Brasil de hoje, os autores de livros didáticos já não se contentam em fazer a cabeça dos estudantes; eles querem danar as suas almas.

Trata-se, em essência, de uma paródia satânica da parábola dos trabalhadores da vinha, onde Cristo nos ensina, entre tantas outras coisas, que não existe correlação necessária entre desigualdade e injustiça e que é Ele próprio – o justo por excelência – a maior, senão a única, fonte de desigualdades do universo. “Amigo, não fui injusto contigo. Não combinaste um denário? Toma o que é teu e vai. Eu quero dar a este último o mesmo que a ti. Não tenho o direito de fazer o que eu quero com o que é meu?”

Que a palavra “satânica” – o esclarecimento é do filósofo Olavo de Carvalho – “não se compreenda como insulto ou força de expressão. É termo técnico, para designar precisamente o de que se trata. Qualquer estudioso de místicas e religiões comparadas sabe que as práticas de dessensibilização moral são o componente mais típico das chamadas ‘iniciações satânicas’. Enquanto o noviço cristão ou budista aprende a arcar primeiro com o peso do próprio mal, depois com o dos pecados alheios e por fim com o mal do mundo, o asceta satânico tanto mais se exalta no orgulho de uma sobre-humanidade ilusória quanto mais se torna incapaz de sentir o mal que faz”.

Vem daí o sentimento de superioridade moral da militância esquerdista que há mais de trinta anos deposita seus ovos nas cabeças dos estudantes brasileiros, parasitando, como solitárias ideológicas, o nosso sistema de ensino.

Chamo a atenção para a malícia empregada na montagem do experimento (pouco importa se fictício ou real): se a professora houvesse distribuído os doces em conformidade com o desempenho alcançado pelos alunos, eles entenderiam perfeitamente a razão da desigualdade. Dificilmente algum deles se revoltaria. Mas, se isto fosse feito, o tiro sairia pela culatra, pois as crianças também aceitariam com absoluta naturalidade o fato de na sociedade uns ganharem mais e outros menos. Para isso não acontecer, a distribuição tinha de ser gratuita. Só assim o sentimento de inveja (que se pretendia instrumentalizar) não seria contido pela percepção intuitiva de que, por justiça mesmo, uns de fato merecem receber mais e outros menos.

A coisa toda é tão pérfida e tão covarde que somos levados a pensar – sobretudo à vista das perguntas, que parecem haver sido formuladas por pessoas com o mesmo nível de conhecimento e maturidade do público a que são dirigidas – que os autores não têm capacidade para perceber a gravidade do delito que estão cometendo contra crianças totalmente indefesas. Sem descartar essa possibilidade – o que faço em benefício dos próprios autores –, há razões de sobra para atribuir esse crime a uma causa mais profunda e mais geral.

“Hoje em dia – escreve Eduardo Chaves, Professor Titular de Filosofia da Educação da Universidade Estadual de Campinas (http://chaves.com.br/TEXTSELF/PHILOS/Inveja-new.htm) –,

“o sentimento pelo qual a inveja pretende passar, a maior parte do tempo, é o de justiça – não a justiça no sentido clássico, que significa dar a cada um o que lhe é devido, mas a justiça em um sentido novo e deturpado, qualificado de ‘social’, que significa dar a cada um parcela igual da produção de todos – ou seja, igualitarismo. (...)

Um postulado fundamental da ‘justiça social’ é que uma sociedade é tanto mais justa quanto mais igualitária (não só em termos de oportunidades, mas também em termos materiais, ou de fato). ‘Justiça social’ é, portanto, o conceito político chave para o invejoso, pois lhe permite mascarar de justiça (algo nobre, ao qual ninguém se opõe) seu desejo de que os outros percam aquilo que têm e que ele deseja para si, mas não tem competência ou élan para obter. (...)

A luta pelo igualitarismo se tornou verdadeira cruzada a se alimentar do sentimento de inveja. Várias ideologias procuram lhe dar suporte. A marxista é, hoje, a principal delas. A desigualdade é apontada como arbitrária e mesmo ilegal, como decorrente de exploração de muitos por poucos. Assim, o que é apenas desigualdade passa a ser visto como iniqüidade. (...)

O igualitarismo tornou-se o ópio dos invejosos.”

O que vemos nesse livro de Português – incluído pelos especialistas do MEC no Guia do Livro Didático de 2008 – é a preparação do terreno; é a fumigação que pretende exterminar ou debilitar as defesas morais instintivas das crianças contra o ataque da militância socialista que as aguarda nas séries subsequentes.

Mas, por favor, que ninguém desconfie da bondade desses educadores. Afinal, eles não querem nada para si; são apenas “trabalhadores do ensino” (como eles também gostam de dizer), tentando contribuir para a construção de uma sociedade mais justa. Vejam a Dinah: “ótima professora, simpática, engraçada, bonita também”. Ora, quem somos nós para discordar?

Assim postas as coisas, só nos resta pedir a Deus que proteja as crianças brasileiras da bondade militante dos seus professores.

Se quiser enviar um recado para a Editora Atual, clique aqui (há um “fale conosco” no canto inferior esquerdo da página) ou ligue para 0800-0117875.

Miguel Nagib

Escola sem Partido


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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

RORAIMA: FUTURA TRAGÉDIA MUITO ANUNCIADA

Nosso amigo Izidro Simões, que conhece Roraima como a palma de sua mão e é colaborador deste blog, nos envia mais um de seus textos mostrando a triste situação criada e os conflitos que se iniciam em Roraima. Tudo isso poderia ser evitado. Bastaria só um pouco de bom senso, reduzindo em apenas 0,7% a área total da reserva Raposa Serra do Sol, correspondente a área ocupada pelos "arrozeiros" e respeitando a vontade da maioria dos índios, como os representados pela Sodiur, associação indígena que sozinha representa cerca de 6 mil indígenas e que é contraria a demarcação contínua.



RORAIMA: FUTURA TRAGÉDIA MUITO ANUNCIADA

UM CASO EMBLEMÁTICO

No dia 09 de abril/2009 às 10:00, o Deputado Federal ALDO REBELO (PC do B) deu longa entrevista à RÁDIO FOLHA, na capital roraimense. Marcou a sua posição CONTRA a área contínua, por entender perfeitamente que ela é fruto de uma gigantesca fraude, bem como por semear separatismo entre brasileiros, colocando índios contra índios, índios contra não índios, e não índios contra índios.

Como sua posição contrária à PERVERSIDADE que se cometeu em Roraima com a homologação da área contínua, já está bastante conhecida, a direção roraimense do PC do B fez publicar na primeira página do jornal FOLHA DE BOA VISTA do dia 08 de abril, um duro comunicado contrário ao Deputado ALDO REBELO e por sua posição divergente da maioria cega das esquerdas brasileiras.

Após a entrevista, o Deputado e sua comitiva foram de avião para SURUMU, onde ouviu com grande paciência, atenção e emocionado, o relato das pessoas "brancas" nascidas ali e que ficaram sem nada, não sabem o que fazer de suas vidas brutalmente interrompidas, não tem para onde ir e nem recursos financeiros para levarem suas mudanças e recomeçarem a vida, aos 60/70/80 anos.

Depois que muitos já tinham falado por horas seguidas e quando Aldo Rebelo já dava mostras de grande cansaço, o pastor indígena que de certa forma liderava a pequena população local, perguntou se alguém mais tinha algo à declarar.

Então, para total surpresa de todos, ARNULF BANTEL, hoje sendo comandante do avião que tinha levado Aldo Rebelo e sua equipe de filmagem, e que foi OFICIAL AVIADOR da FAB, residindo em Roraima há mais de 20 anos, levantou a mão e pediu para falar.

Ninguém entendeu quando aquele gaúcho alto, branco, de olhos azuis, filho de alemães, pediu para falar. Mirando fixamente o Deputado, disse com firmeza:

"Deputado, estou aqui com a autoridade de ser casado com uma índia macuxi e de ter uma filha com ela. Ela é lourinha como aquela criança ali (apontando para uma menina macuxi, também de cabelo loiro). Agora pergunto, Deputado, a minha neném, é índia ou é branca? Como é que fica esta situação? Nas atuais circunstâncias daqui de Roraima, vou ter de me separar de minha mulher e de minha filha? Não vou mais poder visitar minha sogra e meus cunhados, que moram na maloca? Minha mulher e minha filha também não vão mais poder ir até lá? Veja o absurdo das ideologias religiosas e políticas que forjaram isto tudo que estamos vivendo. Veja como religiosos italianos conseguiram causar esse tremendo drama social, familiar e político nesta terra, acompanhados por outros interesses que já são conhecidos".

Encerrou, agradecendo ao Deputado, por ter escutado. Nem seria preciso dizer do incrível impacto que sua narrativa causou, mas é preciso contar, porque foi tão estupendo, que ninguém teve ação alguma, um gesto imediato, sequer. Ficaram todos como que petrificados num grande silêncio, até que Aldo Rebelo, visivelmente espantado (possivelmente abalado), começou a bater palmas, no que foi acompanhado por todos, num aplauso forte e demorado.


O QUE VEM POR AÍ

Não tem faltado avisos, vindos de quase toda parte: do Deputado Federal ALDO REBELO (PC do B), que por 4 vezes já esteve na Raposa / Serra do Sol; do Deputado Federal LINDENBERG FARIAS (PT), que relatou honestamente todo o emaranhado social-político-étnico e econômico, após sua atenta estada nessa área de conflitos; do Juiz HELDER GIRÃO BARRETO, da JUSTIÇA FEDERAL em Roraima que constituiu uma Comissão e mandou fazer uma minuciosa perícia detetivesca na documentação demarcatória, e constatou a enxurrada de falcatruas que foram perpetradas, e que o Ministro Mello, do STF, naquela memorável sessão declinou detalhadamente no seu voto com 6 horas de duração, em que dissecou até o branco dos ossos, toda a trama jurídica da área contínua; dos próprios índios macuxi, ingaricó, taurepang e wapixana; dos historiadores; da União das Maçonarias; dos militares; dos Serviços de Inteligência civis e militares; do povo roraimense; dos jornais e TVs de Roraima; de brasileiros dos mais variados rincões que clamam por causa da injustiça praticada e do avassalador prejuízo territorial e de riquezas, que foram causados à nação.

Sim, não tem faltado avisos de que há um barril de dinamite com pavios curtos, na Raposa / Serra do Sol. Até as charges diárias da FOLHA DE BOA VISTA, apontam um barril, prestes à explodir. Ninguém em Roraima duvida o que será o futuro na área, visto que os conflitos localizados já começaram,


UM CASO EMBLEMÁTICO

Os índios do CIR-Conselho Indígena de Roraima, braço da Diocese e seus padres e freiras da Teologia da Libertação, a ala comunista da Igreja Católica, minoritários mas bem treinados e aguerridos vem, desde há décadas, provocando toda espécie de conflitos, contra fazendeiros, arrozeiros e contra os "parentes" que não concordam com as suas idéias radicais, ideológicas, separatistas e anti-brasileiras, tudo sabidamente conhecido pelas autoridades policiais, governamentais e militares.

Em SURUMU, epicentro do terror na Raposa / Serra do Sol, quartel general da Diocese, onde ela reúne seus índios numa pseudo-escola, com doutrinação política e ideológica, justamente na região das lavouras de arroz, os habitantes do vilarejo, cheios de medo e desespero, observam os índios do CIR, acampados pelas suas 3 ruas, esperando apenas a chegada do dia 31 de abril, para no dia seguinte invadirem as residências que já escolheram para moradia.

A vila tem a quase totalidade de suas casas em alvenaria, há energia elétrica domiciliar e pública, água encanada, escola estadual e uma excelente pista de pouso, ponte de concreto sobre o rio, além de estar na beira de uma importante rodovia que cruza toda a área em questão, de Este para Oeste, passando na beira dos arrozais e pela maloca da Raposa. Esta também já é um vilarejo com casas de alvenaria, escola, praça de esportes coberta, igreja, energia elétrica, água encanada, telefone de orelhão, radiotransmissor e uma bem construída pista de pouso.

Por toda parte, essas obras foram feitas pelo Governo do Estado; dinheiro do contribuinte roraimense, portanto.

Próximo da maloca da Raposa, está o LAGO CARACARANÃ, posse legalizada e quase centenária, onde nasceu JOAQUIM CORREIA DE MELO, hoje com 86 anos.

Distante cerca de 190 quilômetros da capital Boa Vista, e sendo um local de muita beleza nos "lavrados" roraimenses (campos naturais), sendo esse grande lago cercado por finíssima areia branca e cajueiros nativos, o local era bastante procurado para lazer e prática de windsurf.

O empreendedor Joaquim, há uns 26 anos montou uma estrutura turística composta de vários chalés, restaurante, galpões para festa, canoas e pedalinhos, afora a energia elétrica, hidráulica e sanitária. Construiu também uma pista para aviões, que eram muitos nos finais de semana. Lugar realmente bonito, atraia multidões.

Cansado pela idade, vencido pelo desânimo e pela longa batalha judicial para tentar manter-se na sua propriedade que foi engolida pela Terra Indígena, Joaquim retirou-se com sua família antes do prazo findar, e deixou as chaves de tudo o que havia, nas mãos de uma família de índios macuxi, que com ele trabalhavam há muitos anos.

Esses índios, que são macuxi filiados da SODIUR, que junto com a ALIDICIR e ARIKON são contra a área contínua, aceitam tranquilamente, sem traumas, a permanência de todos os fazendeiros e arrozeiros nas suas respectivas propriedades, a independência das cidades e vilas, a liberdade de todos irem e virem pelas estradas caminhos e rodovias. Convém lembrar que a Raposa / Serra do Sol tendo um pouco mais de 1 milhão e setecentos mil hectares, é QUASE DO TAMANHO DE SERGIPE, para pouco mais de 10 mil habitantes.

Assim que espalhou-se a notícia de que Joaquim e sua família não mais estavam no Caracaranã, 20 índios macuxi do CIR marcharam para o local, e exigiram a entrega das chaves para eles. Como não foram atendidos, começaram a confusão, que resultou em agressões aos índios moradores, segundo notícias que chegam.

Para completar a confusão armada, por coincidência, chegou lá uma equipe da CER- Cia. Energética de Roraima, à fim de desligar um dos grandes transformadores, e que pertence à empresa. Os índios do CIR reagiram e aumentou a confusão. Foi enviada uma equipe da Polícia Federal e da FUNAI, que pretendem fazer do local, sua base de operações para a expulsão dos moradores não índios, senhores legítimos e documentados dessas terras, alguns dos quais tem posse até mais que centenária, do tempo em que as terras hoje de Roraima, ainda eram do Estado do Amazonas.

Os índios macuxi do CIR, apresentados ao Brasil e ao mundo como sendo os únicos representantes de todos os índios na Raposa / Serra do Sol, e fazendo parecer que todas as diferentes etnias eram contra os fazendeiros, arrozeiros, cidades, vilas e rodovias, ajudaram a cobrir com o manto da mentira toda a farsa que foi legalizada pelo STF, para vergonha dos brasileiros conscientes.

As etnias indígenas em Roraima não estão unidas, não são todas do CIR, que aliás é minoria, mas que são muito bem assessorados inclusive internacionalmente, com vários dos seus índios indo até para os Estados Unidos e Europa, à fim de fazerem publicidade da área indígena e convencerem a quem ainda desconfia dos propósitos deles.

A Raposa / Serra do Sol, região riquíssima de minérios diversos, inclusive NIÓBIO, prato cheio para a cobiça de brasileiros e estrangeiros versados em dissimularem seus propósitos, agasalha dissensões ideológicas e religiosas entre os índios (índios católicos versus índios evangélicos), rancores mal guardados, intenções pérfidas, cobiça generalizada tanto de ONGs quanto de índios, crimes e vinganças já praticados e outros que fatalmente acontecerão por conta das mortes anteriores, e outras, independentes dessas.

As versões que se espalham propositadamente sobre os índios (quaisquer índios), apresentam a todos como seres quase angelicais, puros de nascença. Não são assim.

Quem convive ou conviveu com eles – mesmo sem precisar ter vivido nas malocas – sabe que não é desse modo. São seres humanos apenas, e como tais, com as mesmas virtudes e os muitos defeitos de todos os humanos. Sentem ódio, inveja, ciúme. Mentem, perseguem, roubam, fingem. Também tem índios gay. Nada diferente de qualquer canto do mundo.

Na Raposa / Serra do Sol, alimentada pela próprias dissensões internas, o conflito ideológico, político, religioso e "ongueiro", já desenha-se inevitável, queiramos ou não, concordemos ou não, aceitemos ou não.

Também é questão de mais dia menos dia, para que essa terra torne-se um pedaço desmembrado do Brasil, e que se constituirá em um país independente.

Os que estão distantes de Roraima, com tudo acontecendo muito longe de seus olhos e dos seus corações, não tem mesmo como avaliar a pressão que sofrem os roraimenses, o estresse que tudo isso provoca, a raiva que há contra o governo federal, o quase desespero de quem nasceu na região da Raposa / Serra do Sol, ficou sem nada, e ainda é chamado de invasor, palavra que em Roraima está equivalendo a dizer que aquela pessoa é mal intencionada, perversa, perseguidora de índios, bandida.

Para quem foi lá várias vezes, como o Deputado Federal ALDO REBELO (PC do B), os absurdos são flagrantes: há índias casadas com "brancos" e com filhos dessa união; também há algumas brancas, casadas com índios. As crianças índias, filhas de "brancos" passaram a ser discriminadas pelos índios associados ao CIR, como se fossem filhas de criminosos! Outras estão sendo impedidas de entrarem nas escolas, porque suas famílias são contra o CIR e seus radicalismos. Os professores não indígenas não são mais aceitos nas escolas.

Atentem bem: centenas de famílias estão sendo despejadas de seus lugares, de seus lares e de suas próprias vidas, e jogadas ao Deus dará, porque até hoje, 30 anos depois de terem feito a mesma coisa na Área Indígena São Marcos, também em Roraima, NINGUÉM FOI INDENIZADO. Outras, mesmo sendo indígenas, estão sendo preteridas, ridicularizadas, antipatizadas, ofendidas e também proibidas de viveram na área, porque eram formadas com gente "branca".

Como se vê, a "faxina" étnica e social já está sendo feita e . . . atenção (!) pelos próprios índios radicais do CIR, sendo lícito suspeitar das razões que estejam por trás disso.

Para frisar bem, temos aí nada menos que a reedição dos "PROGRONS" e das alegações de PUREZA RACIAL de HITLER, que tanta infelicidade já causaram e ainda vão causar no mundo.

Algo de bom pode sair disso? Dentro de 2, 3 ou 5 anos, poderemos ter em Roraima, a reedição da barbárie da Sérvia ou da Bósnia ou dos judeus versus palestinos.

Porque, não? A semente já foi plantada e germinará. Os frutos serão colhidos no futuro. A indisfarçável cobiça internacional fomentará mais um pouco de discórdia. Conceito fundamental: o plantio é livre mas, a colheita é obrigatória. Neste mundo mesmo.

Izidro Simões, jornalista MTb nº 157/10 DRT/RR, aeronauta aposentado em 2005, 42 anos de aviação, sendo 31 por TODA a Amazônia, dos quais 20 em Roraima, onde reside.


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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

O passado do futuro




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Manifesto à Nação

A impressa anuncia com grande alarde a Operação Castelo de Areia deflagrada pela Polícia Federal, após escutas telefônicas, que indicam a participação de executivos da empresa Camargo Corrêa em suposto esquema de doações ilegais para políticos.

Desenvolve-se a suspeita de que a empreiteira mantinha duas contabilidades para repasse de dinheiro a parlamentares: uma oficial – para doações registradas conforme a lei – e outra paralela, o chamado caixa dois.

O esquema envolve doleiros especializados em evasão de divisas e via contrária, internação de valores escondido no exterior.

Vários diretores da Camargo Corrêa foram presos inclusive uma secretária da diretoria, porque teria agendado uma reunião entre diretores e doleiro.

A técnica da Polícia Federal é singela e usual quando não se têm provas. Presa e indiciada a secretária, torna presa fácil para uma delação premiada. Fala o que pode comprometer os executivos e se livra solta. Nada ético, mas muito prático e eficiente.

Há na hipótese em investigação, em tese, crimes financeiros, corrupção e supostas doações ilegais, inclusive a base parlamentar aliada do governo e partidos políticos, inclusive o do próprio presidente.

Um escândalo e tanto!

A apuração dos fatos, "doa a quem doer", ainda em tese, poderia causar sérios danos à governabilidade do País, que já passa por imensas dificuldades em razão da crise financeira internacional, que faz caírem os índices de aprovação do presidente e de seu governo.

A "Operação assusta o Planalto" esta é a noticia publicada pelo Jornal o Estado de São Paulo, ed. de 27 de março último e aduz o texto: "O advogado Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro e conselheiro do presidente Lula, atendeu a solicitação do Planalto e foi contratado pela Camargo Corrêa. O presidente pediu menos "pirotecnia" nas operações da Polícia Federal e do Ministério Público".

Ora, o presidente solicitar a um ex-ministro da justiça (infelizmente com minúscula) e conseqüentemente recém ex-chefe da Policia Federal, que assuma a defesa dos indiciados, depois de criticar a Policia Federal e o Ministério Público, parece-nos, um duplo desvio de conduta, tanto do presidente, quanto do ex-ministro e ex-chefe da Polícia Federal.

A parceria Cláudio Mariz de Oliveira, conceda-se, brilhante advogado, e já patrono de Camargo Corrêa, com Márcio Thomas Bastos, ex-ministro da justiça, demonstra que há algo de perturbador na Operação Castelo de Areia, que superfaturamento de obras, remessa ilegal de dólares ao exterior, doações ilegais à campanhas e partidos políticos, caixa dois, crimes financeiros e corrupção.

Escândalo maior do que a Operação Castelo de Areia é a contratação, via transversa, pelo presidente da República de seu ex-ministro da justiça e ex-chefe da Policia Federal, para defender os indiciados, obstaculizando a ação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Segundo Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira, probo significa "De caráter íntegro, justo, reto, honradez".

Ora, será de caráter íntegro, justo, reto, honradez, um presidente da República, via transversa, repita-se, contratar um advogado para defender indiciados em Operação da Polícia Federal – Castelo de Areia -, depois de criticar a própria Polícia Federal e o Ministério Público.

Não atentará esse desvio de conduta contra a probidade da administração, quando o primeiro magistrado da Nação se coloca criticamente contra a Polícia Federal o contra o Ministério Público, em defesa de sua base aliada e de seu próprio partido?

A regra reitora do art. 85, incisos II e V, da Constituição Federal é bastante clara e não deixa margens à interpretações

"Art. 85. São Crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:

II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes Constitucionais das unidades da Federação; (O grifo é nosso).

V – a probidade na administração;


Ora, as críticas do presidente atentam contra o Ministério Público e contra a probidade na administração, pois não é dado ao primeiro magistrado na Nação contratar, sempre via transversa, advogado, ex-ministro da justiça para apagar o incêndio causado pela Operação Castelo de Areia, com o concurso da Polícia Federal e do Ministério Público.

A imprensa viu o pequeno escândalo, mas não enxergou o escândalo subjacente, que é muito maior. Um presidente deixar a isenção e pender para um lado, mesmo que para isso tenha que criticar o Ministério Público e a Polícia Federal.

A norma contida no art. 86, da Constituição Federal parece letra morta.

Como a acusação poderá ser aceita por dois terços da Câmara dos Deputados, se a conduta do presidente visa defender a base aliada, que detém maioria na Câmara dos Deputados?

Infelizmente, nossas Forças Armadas, que viram silentes a alienação aos índios de imensa parte do território nacional, silentes também ficarão neste episódio.

A cúpula dos filhos da viúva está adormecida e não reage em defesa da probidade, embora haja clamor das bases.

A quem recorrer? Está tudo dominado e não há mais poder de reação ou indignação.

Os estudantes subvencionados, o povão está no curral eleitoral da bolsa família e outras benesses, pagas por quem trabalha para sustentar o ócio remunerado.

Os "programas sociais" derramam dinheiro a mancheias e não buscam saídas, pois convém trazer o eleitor preso pelo suborno apelidado de benefício social.

Enquanto isso, o governo, financia e sustenta as invasões de terra e os movimentos criminosos denominados de movimentos de trabalhadores sem terra.

Até quando permanecerá o caos. Até quando os Maçons fingindo de ativos, ficarão adormecidos, até quando as Forças Armadas suportarão os escândalos diários da Câmara e do Senado da República? Essas Casas necessitam de um vigoroso expurgo, de imensa faxina.

O Brasil se transformou numa terra de tolos, que a troco de migalhas vendem a Nação e são incapazes de qualquer ato de Patriotismo, dominados que são por uma corrupção nunca antes vista neste Pais.

Vinicius F. Paulino

Paulo Von Bruck de Lacerda

Márcio Marrone

Marco Antônio Lacava

Loja Maçônica Minerva Paulista

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As manchetes de 1964

Essa postagem é dedicada aos jovens(alguns bem grandinhos) que acreditam nas historinhas manipuladas e distorcidas contadas pelos seus professores e pelos livros do MEC.

-1964, foi um odiado golpe contra a democracia ou um aclamado contra-golpe?

-A esquerda lutava para instalar a democracia ou uma ditadura totalitaria?

Tirem suas conclusões.


As manchetes de 1964

Lista das manchetes e editoriais dos principais jornais brasileiros a partir de 1º de abril de 1964.

De Norte a Sul vivas à Contra-Revolução
“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 1º de Abril de 1964)

Multidões em júbilo na Praça da Liberdade.
"Ovacionados o governador do estado e chefes militares.
O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (...), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade”
(O Estado de Minas - Belo Horizonte - 2 de abril de 1964)

Os bravos militares
“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos”
“Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”
(O Globo - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

Carnaval nas ruas
“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”
(O Dia - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

Escorraçado
“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas.
Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu”
(Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

A paz alcançada
"A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”
(Editorial de O Povo - Fortaleza - 3 de Abril de 1964)

Ressurge a Democracia !
"Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.
Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições”
“Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada ...”
(O Globo - Rio de Janeiro - 4 de Abril de 1964)

“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República ...
O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”
(Correio Braziliense - Brasília - 16 de Abril de 1964)

“Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas”
“Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento”
(A Razão - Santa Maria - RS - 17 de Abril de 1964)

“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se.
Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”.
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 31 de Março de 1973)

“Sabíamos, todos que estávamos na lista negra dos apátridas - que se eles consumassem os seus planos, seríamos mortos. Sobre os democratas brasileiros não pairava a mais leve esperança, se vencidos. Uma razzia de sangue vermelha como eles, atravessaria o Brasil de ponta a ponta, liquidando os últimos soldados da democracia, os últimos paisanos da liberdade”
(O Cruzeiro Extra - 10 de Abril de 1964 - Edição Histórica da Revolução - “Saber ganhar” - David Nasser )

“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”.
(Jornal do Brasil, edição de 01 de abril de 1964.)

"Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada". Editorial do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal"
(O Globo", edição de 07 de outubro de 1984, sob o título: "Julgamento da Revolução")


31/03/64 – FOLHA DA TARDE – (Do editorial, A GRANDE AMEAÇA)"... cuja subversão além de bloquear os dispositivos de segurança de todo o hemisfério , lançaria nas garras do totalitarismo vermelho, a maior população latina do mundo ..."

31/03/64 – CORREIO DA MANHÃ – (Do editorial, BASTA!): "O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!"

31/02/64 – JORNAL DO BRASIL – "Quem quisesse preparar um Brasil nitidamente comunista não agiria de maneira tão fulminante quanto a do Sr. João Goulart a partir do comício de 13 de março..."

1o/04/64 – CORREIO DA MANHÃ – (Do editorial, FORA!): "Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: Saia!"

1o/04/64 – ESTADO DE SÃO PAULO – (SÃO PAULO REPETE 32) "Minas desta vez está conosco"... "dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições."

02/04/64 – O GLOBO – "Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada"... "atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso... as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal".

02/04/64 – CORREIO DA MANHÃ – "Lacerda anuncia volta do país à democracia."

05/04/64 – O GLOBO – "A Revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista".

05/04/64 – O ESTADO DE MINAS – "Feliz a nação que pode contar com corporações militares de tão altos índices cívicos". "Os militares não deverão ensarilhar suas armas antes que emudeçam as vozes da corrupção e da traição à pátria."

06/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "PONTES DE MIRANDA diz que Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la!"

09/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "Congresso concorda em aprovar Ato Institucional".

10/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "Partidos asseguram a eleição do General Castelo Branco".

16/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "Rio festeja a posse de Castelo".

18/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "Castelo garante o funcionamento da Justiça".

21/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "Castelo diminui nível de aumento aos militares". Corte propõe aumento aos militares com 50% menos do que tabela anterior".

07/10/1984 – O GLOBO – (Do editorial, JULGAMENTO DA REVOLUÇÃO)"...Sem o povo não haveria revolução, mas apenas um "pronunciamento" ou "golpe" com o qual não estaríamos solidários". "... nos meses dramáticos de 1968 em que a intensificação dos atos de terrorismo provocou a implantação do AI-5." "...na expansão econômica de 1969 a 1972, quando o produto nacional bruto cresceu à taxa média anual de 10%..." "...naquele primeiro decênio revolucionário, a inflação decrescerá de 96% para 12% ao ano, elevando-se as exportações anuais de 1 bilhão e 300 mil dólares para mais de 12 bilhões de dólares". "... elevando a produção de petróleo de 175 mil para 500 mil barris diários e a de álcool de 680 milhões para 8 bilhões de litros, e simultaneamente aumentar a fabricação industrial em 85%, expandir a área plantada para produção de alimentos com 90 milhões de hectares a mais, criar 13 milhões de novos empregos, assegurar a presença de mais de 10 milhões de estudantes nos bancos escolares, ampliar a população economicamente ativa de 25 milhões para 45 milhões elevando as exportações anuais de 12 bilhões para 22 bilhões de dólares". "... há que se reconhecer um avanço impressionante: em 1964 éramos a quadragésima nona economia mundial, com uma população de 80 milhões de pessoas e renda per capita de 900 dólares; somos hoje a oitava, com uma população de 130 milhões de pessoas, e uma renda média per capita de 2500 dólares". "...Não há memória de que haja ocorrido aqui, ou em qualquer outro país, que um regime de força consolidado há mais de dez anos, se tenha utilizado do seu próprio arbítrio para se auto limitar, extingüindo-se os poderes de exceção, anistiando adversários, ensejando novos quadros partidários, em plena liberdade de imprensa. É esse, indubitavelmente, o maior feito da Revolução de 1964".
Cristiane Costa
blogdabrhistoria


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Domingo, 5 de Abril de 2009

Você é Branco? Cuide-se!


Hoje, tenho eu a impressão de que o 'cidadão comum e branco' é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional , a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se auto-declarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

Assim é que, se um branco, um índio ou um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles. Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

Os índios, que pela Constituição (art. 231) só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 183 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele. Nesta exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não índios foram discriminados.

Aos 'quilombolas' , que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

Os homossexuais obtiveram, do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef, o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências, algo que um cidadão comum jamais conseguiria.

Os invasores de terras do MST, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem este 'privilégio', porque cumpre a lei.

Desertores e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' àqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.

E são tantas as discriminações, que é de se perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?
Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.'
Ives Gandra da Silva Martins
(detalhe: as cerca de 300 mortes durante o governo militar já renderam mais de 10 mil indenizados - e ainda tem uma fila com outro tanto - consumindo dos cofres públicos mais de QUATRO BILHÕES DE REAIS em indenizações e mensalmente mais R$ 90 milhões em pensões.)

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Sábado, 21 de Março de 2009

Vejam só o que a Survival está divulgando na Europa

ONGs internacionais comemoram decisão do STF

Os noticiários da Inglaterra já publicaram que o julgamento ordenando a expulsão dos agricultores brancos instalados ilegalmente em uma das maiores reservas indígenas do Brasil representa um "imenso alívio" para todos os índios do país, saudou nesta sexta-feira a ONG Survival International.Leia a matéria na integra:

Leia a matéria da AFP na integra(os grifos são meus):

O Supremo Tribunal Federal votou em favor da manutenção dos limites atuais da reserva "Raposa Serra do Sol", situada no Estado de Roraima (norte) na fronteira com Venezuela e Guiana, e pela expulsão imediata dos produtores de arroz.

A decisão era muito esperada porque ela criará jurisprudência para vários outros casos de litígios em torno da criação de reservas que cobrem 12% do território brasileiro.

"Esse julgamento dará um alívio considerável não somente para os 20.000 índios que vivem em Raposa, mas também para os centenas de milhares de outros no restante do país e para todos os seus amigos pelo mundo", considera a organização não governamental de defesa dos povos indígenas.

"No centro desse caso, havia uma questão muito simples: deveria-se autorizar os índios que vivem em uma terra desde os tempos mais remotos a permanecer de maneira pacífica, ou deixar os fazendeiros e proprietários de terras mais poderosos das América do Sul expulsá-los em nome do desenvolvimento", resumiu Survival em um comunicado.

"Felizmente, o tribunal ficou do lado dos índios e rejeitou o argumento vergonhoso do Exército, segundo o qual as reservas indígenas ameaçam de uma forma ou de outra a soberania do país", acrescenta a ONG.

"É uma grande vitória para os índios de Roraima, que lutaram sem descanso durante décadas para chegar a isso", concluiu a Survival International.

A associação Rainforest Foundation, criada pelo cantor britânico Sting, também comemorou a "formidável vitória" para os índios do Brasil.

A Suprema Corte "decidiu expulsar os ocupantes ilegais dessa região, onde um punhado de produtores de arroz recorreu à violência para permanecer nela", destacou Christine Halvorson, uma das diretoras da ONG britânica Rainforest Foundation, contatada pela AFP.
Folha Web

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Guerra pode ocorrer a qualquer momento


LÍDER INDÍGENA AFIRMA: “Guerra pode ocorrer a qualquer momento”

Prenúncio de guerra? Se depender dos tuxauas ligados à Sociedade de Defesa dos Índios Unidos de Roraima (Sodiurr), o menor dos motivos poderá detonar o conflito, envolvendo índios de várias etnias em Roraima.
O anúncio foi feito ontem pelo presidente da organização, Silvio da Silva, após uma reunião com tuxauas de dez comunidades. Os índios querem manter a paz, mas desde que a lei seja cumprida, no que se diz respeito à retirada de todos os não-índios, que segundo os tuxauas, deve também incluir policiais federais, Força Nacional, padres e membros não-índios da Igreja Católica e qualquer estrangeiro que viva dentro de Raposa.
“A lei deverá ser respeitada. Se a determinação foi pela saída dos não-índios, não serão apenas os trabalhadores brasileiros que serão obrigados a sair, mas todos aqueles que não são índios, principalmente os padres e as ongs. Do contrário, vai ter guerra. Vamos lutar para a retiradas de todos eles, deixando só quem é índio de fato”, disse.

E acrescentou: “Se houverem estrangeiros, nós mesmos vamos tirar eles de lá, seja qual for a comunidade. Não vai ficar nenhum padre, freira ou qualquer estrangeiro. E aí de quem tentar nos impedir. Nossa guerra é contra as ongs e não contra nossos irmãos índios. Mas se quiserem guerra, guerra eles terão.

Silvio foi mais longe ao dizer que a Soudiurr vai lutar pelo fim da gerencia regional da FUNAI em Roraima.Também afirmou que as comunidades indígenas não querem a interferência do Incra, do Ibama e de qualquer autarquia federal. “A terra é nossa”, esclareceu.

Silvio afirmou que já existem projetos antigos para as comunidades em Raposa Serra do Sol. As principais se referem ao plantio de mandioca, feijão, milho, gado e a piscicultura. As dez comunidades ligadas à Sodiurr vão buscar o apoio do Governo do Estado.

“Podemos ter perdido uma parte da guerra, mas não vamos abandonar as comunidades. Vamos lutar até o fim para dar boas condições ao nosso povo que tanto sofreu por conta de abandono”.

Dionito José de Souza do CIR é acusado de querer ser o "governador" de Raposa Serra do Sol

O presidente também esclareceu que tinha o interesse de firmar parcerias junto ao Conselho Indígena de Roraima (CIR), mas mudou de idéia ao decorrer do processo demarcatório.

O CIR só trabalha com mentira. Não aceitamos trabalhar junto a eles, pois são falsos. Lutaram contra os arrozeiros, mas são costumados a comer mingau de arroz e outros produtos feitos pelos próprios trabalhadores que eles ajudaram a expulsar”.
Ele criticou, também, a postura do coordenador do CIR, Dionito José de Souza, que segundo ele, está agindo como ‘governador’ de Raposa Serra do Sol.
“Não há nenhuma determinação para que o CIR domine Raposa. Nenhum deles possui caráter de autoridade e de jeito nenhum podem agir como se fossem os únicos donos da terra”.
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Sodiur alerta para conflito entre índios


Tuxaua Abel Barbosa prevê conflito na reserva Raposa Serra do Sol
Lideranças indígenas ligadas à Sodiur (Sociedade de Defesa dos Índios do Norte de Roraima) alertam para o possível conflito entre índios na disputa pela terra.
A opinião é do tuxaua da comunidade do Flexal, município de Uiramutã, Abel Barbosa, secretário-geral da Sodiur. Ele procurou a Folha para rebater as declarações do coordenador-geral do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Dionito José de Souza. O coordenador criticou o voto do ministro Marco Aurélio de Mello e disse que índios iriam ocupar as fazendas de arroz e descansar a terra por três anos antes de trabalhar nela.

“Se eu chegar na sua casa e querer mandar, a senhora não vai aceitar, né? Assim também vai ser com a gente. Ele (Dionito) quer ser o governador da Raposa, vai querer mandar, mas não será do jeito que ele está pensando. Vai ter briga de índio contra índio, vai ter derramamento de sangue, porque a gente não vai aceitar isso”, disse Abel Barbosa, de Brasília, no intervalo do julgamento no STF.
“Somos aculturados, temos filhos estudando na cidade, fazendo faculdade. Queremos o desenvolvimento, não vivemos isolados. A gente quer criar, plantar, comprar e vender gado, produzir”, defendeu o tuxaua.

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'Só se viu isso com Hitler e Stalin', diz Mozarildo


O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) afirmou que a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter a demarcação contínua das terras da reserva indígena Raposa Serra do Sol, vai gerar uma situação de desterro de brasileiros em sua própria terra. Ele referiu-se especificamente à ordem dada por aquela Corte para que as 500 famílias de arrozeiros que vivem na reserva desocupem a área.

- Coisa parecida só se viu no tempo do Hitler na Alemanha e do Stalin, na Rússia. Isso está sendo feito pelo Brasil. Um Brasil que, segundo o slogan do governo Lula, é um Brasil de todos, um país de todos. Mas que todos? Eles não fazem parte desse todo? - protestou Mozarildo.

O senador por Roraima fez um detalhado histórico da demarcação daquelas terras, enfatizando que nunca foi contra a demarcação da reserva, mas que sempre defendeu tal medida em outros moldes, coerentes com a diversidade de etnias indígenas que convivem naquela localidade. Segundo ele, na região não existe apenas uma etnia indígena, a dos ianomâmis, mas cinco diferentes grupos indígenas, além de mestiços e de colonos que já possuíam títulos de terras antes da demarcação.

Mozarildo disse que pedirá ao presidente do Senado que o indique para acompanhar, oficialmente, a execução da ordem de retirada das 500 famílias de agricultores com o propósito de garantir a integridade e o respeito a essas pessoas. Foi com o mesmo objetivo que o senador contou ter solicitado uma audiência com o ministro Carlos Ayres Britto, relator do processo no STF.

- O mínimo agora é que haja respeito a essas pessoas e que elas sejam ressarcidas financeiramente, já que moralmente isso não é possível. O que eles nunca vão ser indenizados é do aviltamento dos seus sentimentos do qual eles estão sendo vítimas - lamentou.

O senador disse, porém, que acredita que os ministros do Supremo tomaram a decisão de boa-fé e baseados em dados oficiais que, em sua concepção, foram fraudados. Em sua opinião, na história da demarcação aconteceram erros por parte de vários setores da sociedade e órgãos públicos, citando a Fundação Nacional do Índio (Funai), a imprensa, a Igreja Católica, o Ministério da Justiça, a Advocacia Geral da União e organizações não-governamentais (ONGs).
Fonte Brasil

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Parlamentares defendem mudança para demarcação de áreas indígenas

Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) têm projetos.
Para eles, demarcação da Raposa Serra do Sol põe fronteiras em risco.

A polêmica sobre a reserva indígena Raposa Serra do Sol levou dois ex-presidentes da Câmara dos Deputados a apresentar um projeto que muda as regras para a demarcação de terras. Pela proposta, a palavra final sobre as mais de 80 áreas indígenas ainda pendentes seria do Congresso Nacional.

Do território brasileiro, 13,5% são reservas indígenas. A área é igual à da Espanha, França e Portugal juntos. Só a reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, ficou com 17 mil quilômetros quadrados, dez vezes maior do que a cidade de São Paulo. Na reserva vivem 19 mil índios; na cidade de São Paulo, 11 milhões de pessoas.

O presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, votou a favor da demarcação, mas chamou a atenção para o tamanho da reserva. “Estamos a falar mais ou menos, tendo em vista a situação, algo entre 200 quilômetros entre uma aldeia e outra. Haja espaço para pessoas que se movem a pé, disse.

O julgamento da Raposa Serra do Sol também trouxe outra questão: o risco de deixar as fronteiras do país em áreas indígenas –debate que, agora, vai ser retomado no Congresso Nacional.

Dois ex-presidentes da Câmara, os deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) e Aldo Rebelo (PC do B-SP), apresentaram um projeto para rever as regras de demarcação. Oitenta e seis terras indígenas estão em análise para demarcação de acordo com o governo.

Uma das preocupações é uma área em Mato Grosso do Sul. A região, da mesma forma que a Raposa Serra do Sol, é produtora de alimentos, e, se demarcada, pode prejudicar a economia do estado.

Pelo projeto, as futuras demarcações devem ser submetidas ao Congresso. E se a reserva incluir área de fronteira, o Conselho de Defesa Nacional terá que ser ouvido. Segundo o deputado Aldo Rebelo, os riscos na fronteira são grandes.
“A presença do crime organizado, do contrabando, do tráfico, com poucas possibilidades de o estado fazer frente a esse risco sem a presença da população nessa area de fronteira”, disse Aldo.

Para a Funai, , as fronteiras nunca deixaram de ficar sob a responsabilidade do Exército e da Polícia Federal, e o tamanho das reservas é determinado por estudos antropológicos. “A terra indigena é demarcada pra assegurar a sobrevivência de determinado povo indigena”, afirmou o presidente interino da Funai, Aloysio Guapindaia. “Na medida que uma terra é pequena demais para determinado grupo pode comprometer sobrevivência dessa sociedade.”
Globo.com

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Sexta-feira, 20 de Março de 2009

Raposa - Último capítulo

A Reserva Raposa Serra do Sol será ocupada só por índios.

Como já era previsto, o STF concluiu o julgamento sobre a validade da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, nesta quinta-feira (19), com 10 votos favoráveis e 1 contra e determinou também a saída imediata dos não índios que ainda ocupam a reserva.

Em seu voto, apesar de defender os limites contínuos da reserva, o ministro Gilmar Mendes criticou o governo quanto ao "abandono dos indígenas".

“Os índios estão entregues um pouco a própria sorte. Há um abandono completo do poder público. Faz-se a demarcação e nada mais”.

O STF definiu que o TRF da 1ª Região fiscalizará a atividade da Polícia Federal quanto ao cumprimento da retirada dos não índios e juntos estabelecerão um cronograma, que será definido possivelmente até nesta sexta-feira (20).
Ayres Britto disse que primeiro precisa conversar com o ministro da Justiça, Tarso Genro, e com o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador Jirair Aram Meguerian, para se informar da situação no local. “Preciso de um quadro factual, de alguém que me trace o quadro, que faça alguns prognósticos, que me ofereça sugestões”.

As questões relativas as indenizações não devem interferir na saída dos fazendeiros da região, disse ainda o ministro. “Esses processos são paralelos, correm na justiça comum e não têm nada a ver com o STF, explicou. Quanto à existência de plantações na região, que ainda estariam para ser colhidas, o ministro explicou que como a retirada dos fazendeiros foi suspensa por uma liminar (AC 2009), “quem plantou nesse período, plantou por sua conta e risco.

O Ministro Ayres Britto, acha que a retirada será feita com tranquilidade e rapidez.
“Não há mais clima para confronto. Ordem judicial é para ser cumprida, notadamente uma ordem da Suprema Corte”.

A possibilidade de ampliação das terras indígenas já demarcadas foi um dos pontos mais discutidos pelos ministros

Para o ministro Carlos Ayres Britto, a restrição só poderia valer para a reserva em questão, não para as demais terras indígenas. Contudo, na opinião de Direito, uma vez feita a demarcação, não deve haver ampliação da reserva.

“A ampliação vai gerar consequências gravosas para aqueles que, uma vez feita a demarcação e executada a demarcação, possam adquirir direitos em função dessa demarcação”. “Se admitirmos que pode haver a ampliação, todo momento nós vamos ter esse embate”, acrescentou Direito.

O ministro Cezar Peluso reforçou essa linha de entendimento ao comentar que no ato da demarcação fica reconhecido que a área corresponde à posse efetivamente aprovada. “Se admitirmos que a área demarcada pode ser ampliada, isso significa que é duvidosa a área ocupada. Se deixarmos em aberto a possibilidade de discussão dos limites da demarcação nós deixaremos em aberto para todos os efeitos – não só para ampliação – o alcance da posse”, ressaltou.

As 18 restrições sugeridas pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que foram aceitas, debatidas, melhoradas e acrescidas em mais um item, servirão como uma "cartilha" que terá de ser respeitada por índios, ONGs e pela FUNAI, servindo também como fundamento para novas ações.

As 19 condições estabelecidas para demarcação e ocupação de terras indígenas terão os seguintes conteúdos:

1 – O usufruto das riquezas do solo, dos rios e dos lagos existentes nas terras indígenas pode ser relativizado sempre que houver como dispõe o artigo 231 (parágrafo 6º, da Constituição Federal) o relevante interesse público da União na forma de Lei Complementar;

2 - O usufruto dos índios não abrange o aproveitamento de recursos hídricos e potenciais energéticos, que dependerá sempre da autorização do Congresso Nacional;

3 - O usufruto dos índios não abrange a pesquisa e a lavra das riquezas minerais, que dependerá sempre de autorização do Congresso Nacional, assegurando aos índios participação nos resultados da lavra, na forma da lei.

4 – O usufruto dos índios não abrange a garimpagem nem a faiscação, devendo se for o caso, ser obtida a permissão da lavra garimpeira;

5 - O usufruto dos índios não se sobrepõe ao interesse da Política de Defesa Nacional. A instalação de bases, unidades e postos militares e demais intervenções militares, a expansão estratégica da malha viária, a exploração de alternativas energéticas de cunho estratégico e o resguardo das riquezas de cunho estratégico a critério dos órgãos competentes (o Ministério da Defesa, o Conselho de Defesa Nacional) serão implementados independentemente de consulta a comunidades indígenas envolvidas e à Funai;

6 – A atuação das Forças Armadas da Polícia Federal na área indígena, no âmbito de suas atribuições, fica garantida e se dará independentemente de consulta a comunidades indígenas envolvidas e à Funai;

7 – O usufruto dos índios não impede a instalação pela União Federal de equipamentos públicos, redes de comunicação, estradas e vias de transporte, além de construções necessárias à prestação de serviços públicos pela União, especialmente os de saúde e de educação;

8 – O usufruto dos índios na área afetada por unidades de conservação fica sob a responsabilidade imediata do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade;

9 - O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade responderá pela administração da área de unidade de conservação, também afetada pela terra indígena, com a participação das comunidades indígenas da área, que deverão ser ouvidas, levando em conta os usos, as tradições e costumes dos indígenas, podendo, para tanto, contar com a consultoria da Funai;

10 - O trânsito de visitantes e pesquisadores não-índios deve ser admitido na área afetada à unidade de conservação nos horários e condições estipulados pelo Instituto Chico Mendes;

11 – Deve ser admitido o ingresso, o trânsito, a permanência de não-índios no restante da área da terra indígena, observadas as condições estabelecidas pela Funai;

12 – O ingresso, trânsito e a permanência de não-índios não pode ser objeto de cobrança de quaisquer tarifas ou quantias de qualquer natureza por parte das comunidades indígenas;

13 – A cobrança de tarifas ou quantias de qualquer natureza também não poderá incidir ou ser exigida em troca da utilização das estradas, equipamentos públicos, linhas de transmissão de energia ou de quaisquer outros equipamentos e instalações colocadas a serviço do público tenham sido excluídos expressamente da homologação ou não;

14 - As terras indígenas não poderão ser objeto de arrendamento ou de qualquer ato ou negócio jurídico, que restrinja o pleno exercício do usufruto e da posse direta pela comunidade jurídica;

15É vedada, nas terras indígenas, qualquer pessoa estranha aos grupos tribais ou comunidades indígenas a prática da caça, pesca ou coleta de frutas, assim como de atividade agropecuária extrativa;

16 - As terras sob ocupação e posse dos grupos e comunidades indígenas, o usufruto exclusivo das riquezas naturais e das utilidades existentes nas terras ocupadas, observado o disposto no artigo 49, XVI, e 231, parágrafo 3º, da Constituição da República, bem como a renda indígena, gozam de plena imunidade tributária, não cabendo a cobrança de quaisquer impostos taxas ou contribuições sobre uns e outros;

17É vedada a ampliação da terra indígena já demarcada;

18 – Os direitos dos índios relacionados as suas terras são imprescritíveis e estas são inalienáveis e indisponíveis.

19 – É assegurada a efetiva participação dos entes federativos em todas as etapas do processo de demarcação.


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Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Raposa - decisão adiada para amanhã

O ministro Marco Aurélio de Mello, num longo pronunciamento de mais de seis horas, foi o primeiro dos ministros do STF a votar CONTRA a demarcação contínua da Raposa Serra do Sol. Mello deu uma verdadeira aula apontando todas as irregularidades do processo e inclusive constitucionais, a falta de citação do estado de Roraima, dos três municípios que abrangem a reserva, além do ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos e do presidente Lula, reforçando as restrições feitas pelo ministro Menezes Direito e propôs que o processo seja "sanado", ou seja, pela nulidade da demarcação e pela extinção e reinicio da ação.

Já o ministro Carlos Ayres Britto, que não parecia juiz e sim advogado de defesa, rebatia todas as acusações e entrou até em um bate-boca com o ministro Marco Aurélio de Mello.

Em seguida o ministro Celso de Mello reforçou os pontos levantados pelo ministro Marco Aurélio, principalmente no aspecto temporal da ocupação citando que a constituição é MUITO clara garantindo quanto ao direito as terras ocupadas ATÉ outubro de 1988, data da Constituição e não que ocuparam em tempos remotos.

Mas, assim como o ministro Menezes Direito, Mello também votou a favor, algo que para mim é um mistério incompreensível, já que apontaram tantas irregularidades e inconstitucionalidades.

Com 9 votos a favor e apenas 1 voto contra, novamente a sessão foi interrompida para reiniciar amanhã, quinta-feira (19) as 14:00h. Falta portanto somente o voto do presidente do STF, Gilmar Mendes, que já adiantou:

"O processo de demarcação é muito sério para ser tratado apenas pela FUNAI"

Como o voto do ministro Marco Aurélio adicionou "novos olhares" ao julgamento, há ainda uma minúscula possibilidade de um ou mais ministros modificarem seus votos.


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Quanta pena...


Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil - índios acompanham julgamento no STF


Pergunta aos ambientalistas:


- Quantos espécimes de arara azul, animal em extinção, precisam ser sacrificados para fazer estes cocares?


- Se são de "mentirinha", imitações artificiais, quem as veste é verdadeiro?



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Arrozeiros x índios = Disputa ?

Um recado aos petralhas que acusam este blog de ser defensor de interesses de "arrozeiros" e preconceituoso quanto aos índios.

A maior parte deles são picaretas mesmo, são petralhas PAGOS para frequentar blogs, Youtube e a seção de leitores dos jornais. Por isso não merecem atenção ou resposta e continuarão a ser deletados. Porém, há entre eles alguns poucos ingênuos de boa fé mas que não se dão conta da complexidade da questão, das riquezas que ali se encontram e da vida miserável que levam a maioria dos índios brasileiros, resumindo tudo como se fosse uma questão futebolística numa disputa clássica de A x B. É para estes essa curta resposta:

1- Apenas 0,7% da área total da reserva Raposa Serra do Sol é ocupada por "arrozeiros".

2- A maioria dos índios são CONTRA a demarcação contínua. A Sociedade dos Índios Unidos do Norte de Roraima (Sodiur), associação indígena que representa cerca de 6 mil indígenas é contraria a demarcação contínua.

3- Um mapa das áreas já demarcadas e das requisitadas sobreposto a outro com as reservas minerais, "batem" perfeitamente. Coincidência?

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Sucesso: Conseguiram engessar o Brasil !

Reservas "socioambientais" somam 71% do território nacional


Semana passada, a Embrapa Monitoramento por Satélite divulgou alguns resultados do estudo que vem fazendo sobre o alcance territorial da legislação ambiental e indigenista visando responder à pergunta “Qual a disponibilidade de terras para ampliar a produção de alimentos e energia, para a reforma agrária, para o crescimento das cidades e a instalação de obras de infra-estrutura no Brasil?”. [1]
Os resultados até agora da pesquisa revelam o enorme divórcio entre a legitimidade e a legalidade do uso das terras e muitos conflitos uma vez que, em termos legais, apenas 29% do país seria passível de ocupação agrícola. Cerca de 71% do território está legalmente destinado a minorias e a proteção e preservação ambiental, mas, como na realidade mais de 50% do território já está ocupado, a impressão é que o Brasil acabou:“
O impasse entre legalidade e legitimidade no uso e ocupação das terras deve agravar-se face as demandas e expectativas por mais terras por parte de ambientalistas, indigenistas, movimentos sociais, agricultores etc. Questões de governança territorial e impasses na gestão desses conflitos já chegam ao Supremo Tribunal Federal.
Para o ordenamento territorial, a impressão é de que o Brasil acabou. A prosseguir o atual alcance e desencontros da legislação territorial, o quadro de ‘ilegalidade’ e o confronto entre a legitimidade de demandas sociais e econômicas e a legalidade, todos perdem. Perde-se também, sobretudo, a perspectiva de qualquer tipo de desenvolvimento sustentável.”
O quadro abaixo fala por si mesmo:

Fonte: Embrapa Monitoramento por Satélite
UC = Unidades de Conservação
TI = Terra indígena
APP = Área de Proteção Permanente

Voltaremos ao tema, mas os resultados completos do estudo da Embrapa podem ser obtidos em http://www.alcance.cnpm.embrapa.br/conteudo/resultados.htm

Notas:[1] Alcance Territorial da Legislação Ambiental e Indigenista, http://www.alcance.cnpm.embrapa.br/ , acessado em 06/03/2009

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LUTO - Hoje o Brasil perderá um pedaço de seu território




O STF deve concluir hoje que a votação para demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.


O julgamento começou em agosto do ano passado e foi interrompido duas vezes por pedidos de vista, sendo que 8 dos 11 ministros do tribunal já votaram favoravelmente à demarcação contínua, faltando portanto apenas 3 votos.


Apesar das 18 ressalvas do ministro Direito, e mais algumas que deverão ser feitas hoje pelo ministro Marco Aurélio e pelo presidente do tribunal, Gilmar Mendes, e de todas as denúncias de irregularidades, à revelia da Constituição e baseado em laudo antropológico comprovadamente FRAUDADO, nada aponta alguma mudança importante que reverta a aprovação da demarcação contínua, confirmando apenas que TECNICOS da FUNAI, a serviço de ONGs, usando índios como massa de manobra, tem o poder de, com uma simples "canetada", anular DIREITOS individuais, Estaduais e Municipais.

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Terça-feira, 17 de Março de 2009

Ex-militante da guerrilha, é o novo presidente de El Salvador

Onda chavista avança na América Latina

Maurício Funes, ex-militante da guerrilha, é o novo presidente de El Salvador.






Foto: Secretaria de comunicação social da Presidência da República

Com a vitória da Maurício Funes, militante da antiga guerrilha Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional (FMLN), em El Salvador, a onda chavista, comandada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, continua a sua expansão na América Latina.

Pelo menos cinco países do continente têm presidentes de origem esquerdista da e estão na órbita do presidente Chávez: Bolívia, Equador, Nicarágua, Paraguai e Peru. Dos cinco, três dão apoio incondicional à Revolução Bolivariana, termo criado por Chávez para implantar o socialismo na América Latina, convocando referendos polêmicos e isolando a oposição e a representação parlamentar: Bolívia, Equador e Nicarágua. Cuba é outro país em que a presença de Chávez é forte.

Esquerdistas de origem, mas impedidos de fazer uma colaboração mais direta, em razão da estabilidade dos sistemas políticos de seus países, quatro presidentes são apenas "simpáticos" a Chávez: Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. O presidente da Venezuela quer entrar no Mercosul, bloco político e econômico formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, mas enfrenta resistências, especialmente no Senado brasileiro, porque não cumpre uma das cláusulas do pacto: o respeito à democracia.

Combate – A FMLN entrou em combate na década de 80 quando explodiu a guerra civil no país em razão da violência política. O assassinato do arcebispo de San Salvador, Óscar Romero, por exemplo, em março de 80, chocou o mundo. A guerrilha chegou a dominar um quarto território e fez diversas ações atacando a infra-estrutura de transportes, energia e comunicações. Ligado à guerrilha, Maurício Funes, combatente na década de 80, derrotou o candidato da Arena, Rodrigo Avila, força direitas, no poder há 20 anos.

Em seu primeiro discurso após a confirmação da vitória, o presidente eleito afirmou que seu compromisso era de fazer um governo de união nacional. Funer é casado com Wanda Pignato, brasileira representante do PT para a América Central. "O passado dele é de esquerda ao estilo Chávez: autoritário e estatizante", adverte o escritor e ex-deputado Vilmar Rocha, autor de O Fascínio do Populismo, em que analisa o fenômeno político desde a Era Vargas até a explosão da onda chavista na América Latina.

De acordo com Rocha, apesar da observação, Funes se mostrou na campanha distante de Chávez, o que lhe dá um certo crédito. Já o adversário explorou a identificação ideológica dos dois. "A campanha do candidato da FMLN foi moderada. Mas uma coisa é fazer campanha, e outra coisa é governar", observa o escritor.

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM), que acompanhou o pleito salvadorenho como observador, lembrou que o vencedor utilizou velhas táticas de esquerda, como acusar o adversário de fraude eleitoral. "A vitória de Funes (51,5% a 48,5%) mostrou que a acusação de fraude era mais um recurso político na eleição", escreveu o ex-prefeito em seu blog.

Além de El Salvador, O Chile também terá eleições presidenciais e parlamentares ainda este ano, em 11 de dezembro. As pesquisas mostram como favorito, até o momento, o candidato de oposição, o direitista Sebastian Piñera, seguido do candidato de situação, o ex-presidente Eduardo Frei.
Sergio Kapustan
Diário do Comércio





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Ofensiva contra chefe das Farc mata 13 na Colômbia

Treze guerrilheiros das Farc morreram e outros 13 foram capturados pelo exército da Colômbia na última semana, em meio a uma ofensiva para capturar ou matar um dos principais comandantes do grupo rebelde, informaram autoridades militares nesta segunda-feira.
As operações são realizadas numa ampla região de selva dos departamentos de Meta, Caquetá e Guaviare, após a descoberta de 11 cavernas usadas pelo chefe militar das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Jorge Briceño, para esconder-se e fugir de uma ofensiva contra ele.
"Temos tido uma série de combates contra estruturas das Farc nos quais foram mortos 13 terroristas, de igual forma capturamos mais 13, enquanto nove foram desmobilizados", disse a jornalistas o general Javier Flórez, comandante da Força de Tarea Omega.
As Forças Militares da Colômbia, com apoio dos Estados Unidos, mantêm uma ofensiva militar contra o grupo guerrilheiro, obrigando-o a se esconder em áreas montanhosas e de selva.
Nas últimas semanas, a ofensiva está concentrada em uma ampla região do sudeste do país onde, de acordo com as fontes de inteligência, se esconde o chefe militar das Farc por quem o governo do presidente Alvaro Uribe oferece uma recompensa de dois milhões de dólares.
Em meio a perseguições, importantes líderes do grupo rebelde, como Raúl Reyes, morreram nos últimos meses, enquanto milhares de combatentes desertaram, reduzindo a capacidade militar e logística da guerrilha, considerada uma organização terrorista pelos Estados Unidos e União Europeia.
Na ofensiva militar da última semana, foram apreendidos 15 fuzis, uma metralhadora, 472 granadas, munições e explosivos.
Terra
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A "DITABRANDA" da Folha

O jornal Folha de São Paulo, há décadas dominado pela esquerda, onde pelo menos 90% das matérias são de cunho esquerdista, até em cartas de leitores, as quais, quando não "obedecem as regras" são censuradas, ou melhor, vão para o "cesto arquivo", vendo seu faturamento despencar mês a mês, resolve copiar o sucesso da revista Veja e dar uma "endireitadinha de leve"; algo mais ou menos do tipo "estilo Gabeira", para ganhar uns votos da oposição sem perder os já conquistados.

A petralhada se revolta: UMA ÚNICA MATÉRIA anti-esquerdista já é muito! É a perda de um domínio já consagrado!

Cartas e mais cartas, abaixo assinado, manifestação pública com passeata em frente a empresa, enfim, todas as tradicionais armas são colocadas em ação para "recuperar a posse".

O resultado é um tiro em seu próprio pé. Perde alguns leitores da esquerda e não ganha nenhum do outro lado. E o gráfico despencando...

Quer saber? Se depender "do meu" tá ferrado! Que se dane Sr. Otavinho Frias! Da Folha eu continuo só querendo distância!

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O Repórter Esso, com toda a pressão que sofria da censura militar e de seu patrocinador, conseguia ser muito mais imparcial, ou, muito menos tendencioso do que a maioria da mídia atual, descaradamente esquerdista.

Em 31 de dezembro de 1968, o AI5 impôs um fim a um dos capítulos mais duradouros da história do rádio.

Abaixo, a emocionante demonstração de amor a profissão na transmissão do último Repórter Esso, algo muito diferente dos caras de pau de hoje em dia.



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