sábado, 28 de fevereiro de 2009

O ESTADO DE DIREITO É FUNDAMENTAL

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA, entidade que representa os produtores rurais atingidos pelas 1.667 invasões ilegais de terra praticadas nos últimos seis anos pelo MST, vem a público solicitar atenção do Congresso Nacional, do Ministério Público, do Poder Judiciário e da sociedade brasileira, para os seguintes pontos:

1) o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal - STF, cumpre com rigor e responsabilidade institucional seu papel de guardião da Constituição e do Estado de Direito ao declarar que foge à lei a concessão de financiamento público a entidades que promovem invasões ilegais de propriedades públicas e privadas;

2) o MST é uma entidade ilegal que pratica crimes em série. Seus líderes comandam grupos que seqüestram, vandalizam, torturam e matam;

3) comprometido com a intolerância e a violência, o MST tornou-se uma das maiores fontes da insegurança jurídica que pesa sobre o Brasil e que impõe prejuízos incalculáveis a todos nós, brasileiros;

4) lamentavelmente, o MST conta com a complacência de autoridades do governo federal e recebe financiamento público para suas ações ilegais. Quem financia as jornadas de crime e de terror do MST é o cidadão brasileiro honrado, que tem a cultura dos direitos e dos deveres;

5) nenhuma nação avança quando falta confiança na força que emana das regras livremente construídas e respeitadas. Nós, produtores rurais, assim como todos os brasileiros, precisamos de estabilidade e de respeito às leis para trabalhar e produzir.
Brasília, 27 de fevereiro de 2009


Senadora Kátia Abreu
Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA

CNA

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Príncipe Charles vem ao Brasil em março

A Embaixada do Reino Unido no Brasil informou nesta sexta-feira que o príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, e sua mulher, Camilla Parker Bowles, visitarão o país entre os dias 11 e 15 de março para falar sobre mudanças climáticas. Segundo a embaixada, o assunto é de alta prioridade para o governo britânico e de interesse pessoal do príncipe "há várias décadas".
O casal passará por Brasília, Rio, Manaus e Santarém durante a estada no país e deverá se reunir com líderes empresariais brasileiros e britânicos "para aproveitar a experiência da comunidade de negócios no combate à mudança climática". Depois, os dois irão para o Chile e para o Equador.
Está é a quarta visita de Charles ao Brasil. O príncipe já esteve no país em 2002, 1991 e 1978.
"O Reino Unido e o Brasil são considerados parceiros naturais em questões relacionadas ao clima. Compartilhamos os mesmos valores e trabalhamos em conjunto no combate a esse problema global. A visita do príncipe ajudará a fortalecer ainda mais essa parceria", disse o embaixador britânico no Brasil, Alan Charlton, em comunicado.
Revista Veja


Em momentos importantes sempre recebemos "visitantes" ilustres. Quando discutia-se sobre a revisão e o alcance da Lei de Anistia, o "movimento da esquerda punitiva" rapidamente contratou a "visita" do "Justiceiro" e protetor de terroristas e sequestradores, o ilustríssimo Sr. Baltazar Garzón e logo em seguida da ONG Center for Justice and International Law (Cejil), que através da OEA, exigiu uma audiência para que o governo brasileiro desse explicações sobre a aplicação da Lei de Anistia.

Agora chega a notícia da visita do Príncipe Charles, coincidentemente em data próxima a batida de martelo pelo STF quanto ao imbróglio da Reserva Raposa Serra do Sol.

Para quem não sabe, o CIR(Conselho Indígena de Roraima), além da "ajuda" governamental(aproximadamente R$ 50 Bilhões só do GovernoLula) é comandado pela ONG inglesa Cafod e pela Survival, as quais são mantidas pela The Prince’s Rainforest Project, entidade criada pelo Príncipe Charles da Inglaterra para a "defesa das florestas tropicais". E a The Prince’s Rainforest Project foi a entidade que levou os lideres indígenas Jacir Macuxi e Pierlângela Wapixana para uma viagem pela Europa para divulgar aquela
chacina-armadilha encomendada durante a mentirosa Campanha Anna Pata, Anna Yan(Nossa Terra, Nossa Mãe) e logo em seguida "convidou" o Governador de Roraima Anchieta Junior, junto a outros governadores da Amazônia, para uma discussão sobre planos de desenvolvimento sustentável na região mas não falou-se nessa discussão outra coisa senão da questão indígena.

Agora dá pra entender o que ele vem fazer aqui?


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Ordens Superiores!

Todos os meios de comunicação do planeta, estão sob influência direta da CFR (Council on Foreign Relations) – em cuja publicidade da revista “Foreign Affairs”, por eles editada, o governo Lulu botou o BNDES para investir R$ 180 mil e a Embratur outros R$ 123 mil.

Abra lá a página e em seguida consulte todas as agências de notícias e jornais. E isto tem uma razão percebida por poucos, discutida por pouquíssimos e barrada intensamente na mídia internacional, como se fosse uma “teoria da conspiração”. Estou referindo o Clube Bilderberg, a Comissão Trilateral, o Clube de Roma e ao Grupo dos 30. Isto pra começo de conversa.

Um dissidente da União Soviética, no tempo em que o dono da bola por lá era Leonid Brejnev, lançou um protesto no “ocidente” sob o título “Julgamento para Moscou”, advogando a instalação de um novo Tribunal de Nuremberg para julgar as atividades criminosas do regime comunista. Os críticos aplaudiram, mas a divulgação foi sabotada em toda a mídia internacional. E ao mesmo tempo surgiram 35 publicações que circularam o mundo, advogando a reabilitação de Stalin.

O senador Barry Goldwater em seu livro With no Apologies, (Sem desculpas) designou a Comissão Trilateral de conspiração internacional com o objetivo de “consolidar, na esfera multinacional, os interesses comerciais e financeiros das grandes empresas através do controle da política do governo dos EUA (...) David Rockefeller e Zibigniew Brzezinski encontraram em Jimmy Carter seu candidato ideal. Eles o apoiaram em sua designação e em sua presidência". A candidatura Carter ia mal das pernas. Ele contava com 4% de apoio do Partido Democrata. Mas para Rockfeller e Z. Brzezinsky (ideólogo da Trilateral), Carter como um dos fundadores da TLC, era o ideal naquele momento.

E Goldwater prossegue“...mobilizaram o dinheiro necessário batendo à porta dos banqueiros de Wall Street, obtiveram a influência intelectual da comunidade acadêmica - sempre dependente do dinheiro das grandes fundações isentas de impostos - e deram ordens aos meios de comunicação membros do CFR e da Trilateral". Carter teve comprada a sua indicação e tornou-se Presidente. O esquema para a eleição do atual presidente Obama foi esmerado: a mais dispendiosa campanha da história americana.

Daniel Estulin, acompanha há mais de 15 anos todas as reuniões do Clube Bilderberg. Por seu trabalho já foi premiado no Canadá. Ele nos dá algumas indicações sobre os objetivos desse clube, que há mais de cem anos reúne financistas, membros da realeza européia, banqueiros e personalidades políticas e empresariais dos EUA, Europa (agora Comunidade Européia ampliada) e Canadá. Todos participantes da OTAN.

Estulin informa que as reuniões servem para traçar as linhas mestras da política mundial. As decisões são passadas para o G8 e para os encontros anuais de Davos. Dali saem as diretirzes que vão ser legitimadas por todos os governos nacionais, dependentes dos empréstimos e dos contratos comerciais. Configuram-se assim as pressões legitimadas pelos países colonizados e detentores das reservas estratégicas – minerais, água, biodiversidade. Todos, sem exceção, pagadores eternos de juros e submetidos a vender pelo preço que eles quiserem pagar.

Para a instalação do governo mundial da ONU, controlada por eles, com moeda, exército e religião única, vale tudo, para quebrar a espinha dorsal de soberania de qualquer povo. Isto é conseguido com o trabalho de ongs, descaracterização cultural, internacionalização de costumes, comportamentos, drogas, guerras localizadas, corrupção de políticos, controle da educação, terrorismo.

A Comissão Trilateral gerou o Diálogo Interamericano. Os membros brasileiros são: Fernando Henrique Cardoso, Luiz Fernando Furlan, Jacqueline Pitanguy, João Sayad e Roberto Teixeira da Costa. O Sr. Luis Inácio Lula e o Sr. Victor Civita, estavam presentes na fundação. O primeiro desligou-se com a tarefa de criar o Foro de São Paulo.

Tudo na moita e a imprensa controlada pelo CFR, calada ou negando o que se tramava, para manter submetidas sob o terror todas as nações da América do Sul. Quem se surpreende do compadrio entre FH e Lula, entre o PT e o PSDB pode ser colocado no rol dos crédulos, mal informados ou mal intencionados.

Um dos objetivos destes controladores (Bilderberg, Trilateral, Clube de Roma e crias locais submissas como o Diálogo Interamericano) é varrer do mapa a idéia de soberania nacional. Primeiro passo, acabar com as Forças Armadas. Capitou, Mané? Pense mais um pouquinho enquanto aprecia as cenas de batalha, que nem a de Paraisópolis, que jornais e tvs mostram diariamente, pense na pressão sobre os policiais que respondem a processos por matar bandidos (“meninos! Coitadinhos! Que a polícia agride e destrata com ações violentas!) Meninos muito mais bem armados. Os policiais são apresentados como trogloditas que não observam as regras dos direitos humanos!

Imagine, então é para enfrentar terroristas drogados e traficantes, bandidos bem armados em seu próprio terreno, com bolodório e pão de ló? Como é que num terreno de guerra vão ser identificados a priori os bons moços e os bandidos? Traficantes, bandidos, seguidores do PCC, CV, sei lá mas o quê, já andam uniformizados? Podem ser reconhecidos a priori?

O mesmo vale para a pressão feita pelos controladores do CFR contra os militares, por “excessos” no passado quando o estado combatia os terroristas do PCB, PC do B, ALN, VPR, COLINA, AP dos cristãos marxistas da igreja da libertação, MR-8 e outros tantos.

Todos estes criminosos, socialistas, onguistas, ideólogos e defensores do banditismo governamental, não passam de sátrapas e marionetes dos controladores mundiais. O Livro de Daniel Estulin, A Verdadeira História do Clube Bilderberg, (Editora Planeta, 2005) detalha isto. É um bestseller internacional. Na Espanha tem mais de 10 edições. Os direitos autorais já foram passados para mais de 50 países.

Mas não existe nenhuma referência sobre o mesmo na grande imprensa.
E um amigo de Portugal me disse agorinha que o livro anda proibido e censurado por lá. Curioso, não é? Por que será?

Arlindo Montenegro









Baixe o livro em PDF

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

“The Soviet Story” (A História Soviética)


Antes do filme Katyn [1] do Lincoln Center, Andrzej Wajda deu ao público uma lição de história muito importante, explicando a aliança Soviético-Alemã durante os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial. Quando ele concluiu, Wajda recebeu uma bem merecida aclamação de pé. No entanto, pelo seu levantamento profundo dos crimes Soviéticos contra a humanidade, incluindo a cooperação dos Soviéticos com o Terceiro Reich, o diretor Letão Edvins Snore foi queimado em efígie por Neo-soviéticos Russos. Este é um abominável crachá de honra. O filme que você não deveria ver é intitulado The Soviet Story (A História Soviética) e ele foi exibido em Nova York no dia 24 de outubro de 2008.

Desde a sua criação, a história da União Soviética foi escrita com sangue. Como ex-dissidente soviético (agora essencialmente um dissidente mais uma vez sob o regime Putin) Vladimir Bukovsky explica: "Quando os comunistas chegam ao poder, não interessa onde, pode ser na Rússia, na Polônia, em Cuba, na Nicarágua, não interessa, na China. Inicialmente eles destroem em torno 10% da população [a fim de] reestruturar o tecido da sociedade".

Soviet Story age como uma correção eficaz à noção popular de que a experiência comunista só se tornou horrível quando Stalin subiu ao poder. O filme documenta ordens determinando execuções em massa, estimado em dezenas de milhões, originados com o pai da revolução, Lênin. Ainda assim, é difícil de superar a enorme capacidade maligna de Stalin para o terror. Por exemplo, o uso deliberado da fome para pacificar a Ucrânia é explicado em detalhes. Num crime contra a humanidade, em grande parte ignorado pelo Ocidente, sete milhões de ucranianos foram intencionalmente mortos pela fome na República previamente isolada; gêneros alimentícios foram confiscados sob a mira do Exército Vermelho.

O coração do Soviet Story explora as estreitas semelhanças ideológicas e o bárbaro conluio entre os Socialistas Soviéticos de Stalin e os Nacional-socialistas de Hitler. Existe uma misteriosa seqüência justapondo tematicamente cartazes de propaganda semelhantes de ambos os regimes, lado a lado na tela. Ainda mais condenatórios são os documentos que Snore revela estabelecendo ligações estreitas entre a SS e o NKVD Soviético (a precursora da KGB), discutindo, entre outras questões, a "Questão Judaica." Eles não apenas conversaram – eles dividiram entre si a Polônia e, pela iniciativa de Stalin, demarcaram suas reivindicações para o resto da Europa.

Soviet Story é mais devastador ao discutir as maneiras pelas quais a mais avançada máquina assassina Soviética serviu de inspiração e modelo para o Holocausto. Segundo informação do ex-oficial da antiga União Soviética Viktor Suvorov: "Uma delegação da Gestapo Alemã e SS vieram para a União Soviética para aprender a construir campos concentração."

Snore produziu uma arrepiante acusação da experiência soviética com o socialismo. Ele chama testemunhas muito convincentes, incluindo Bukovsky, e os eloqüentes historiadores de Cambridge Norman Davies e George Watson. Como prova, ele produz um chocante filme de arquivos e documentos. No entanto, como o filme deixa bem claro, nenhuma das pessoas que fizeram (e ainda fazem) o trabalho sujo Soviético jamais enfrentaram a justiça pelos seus crimes. Como foi dito, Snore tem produzido um apaixonado, mas completamente fundamentado documentário contra o regime Soviético. Sua única falha é a utilização periódica de títulos animados, o que se parece com os enormes comerciais do Canal de História Especial.

Embora este seja um período da história sobre o qual me considero bem versado, a opressão comunista foi tão cruel e penetrante que Soviet Story pôde catalogar muitos horrores que eu não estava previamente ciente. Provavelmente o aspecto mais assustador do filme é a sua ocasião oportuna, lançando luz sobre como o regime Putin cada vez mais abraça suas raízes stalinistas. Quem pretende continuar pensando que é bem-informado deve ver o filme Soviet Story.

Nota:

[1] Segundo O Livro Negro do Comunismo, o Exército Vermelho fuzilou 4.500 oficiais poloneses na floresta de Katyn. Até 1989 o governo comunista da Polônia e os comunistas do mundo inteiro atribuíram o massacre aos alemães.

Joe Bendel - Epoch Times

Tradução e adaptação: Wellington Moraes


Formato: AVI

Qualidade: Ótima

Tamanho: 899MB

Duração: 102 Min.

Baixar em:

Legenda em Português :

http://www.endireitar.org/site/biblioteca-online/doc_download/28-legenda-the-soviet-story-formato-ssa

Mais opções de legenda:

http://www.endireitar.org/site/biblioteca-online/cat_view/54-legendas


Obs. - Mantenha o arquivo da legenda no mesmo diretório do filme(AVI) e assista com o DivX Player ou com o VLC media player . Dependendo do player usado e de suas configurações, talvez seja necessário "habilitar legenda".

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Como desmontar a cultura CHE

Em entrevista à jornalista Marlen Gonzalez, Benicio del Toro gaguejou, ficou mudo e, por fim, deve ter se arrependido amargamente da dita cuja. A primeira pergunta: “por que estrear um filme sobre Che Guevara numa cidade (Miami) onde vivem tantos cubanos vitimados por um sistema que ainda está implantado em Cuba? É uma provocação?” Benicio gagueja. E ela completa: “O filme traz uma imagem positiva do Che, e imagine que, se fosse sobre Hitler, estaria ofendendo aos judeus.” Ele diz que o Che não criou campos de concentração. E ela: “Estamos falando sobre assassinos. Não é o mesmo crime assassinar uma pessoa, cem ou cem mil?” E acrescenta: “Você sabia que o Che, quando esteve encarregado da prisão de La Cabaña, mandou fuzilar pessoalmente mais de 400 pessoas?” Benicio del Toro fala de pena de morte e ela contesta, já que foram execuções sumárias, sem julgamento. Ele afirma então que eram terroristas ligados ao ex-ditador Batista. (Santa inocência!) Ela o contesta, dizendo que foram assassinados por suas opiniões contra o governo revolucionário, por suas consciências. Ele fica muuuito desconfortável. A jornalista indaga por que o filme não mostra os fuzilamentos, os disparos que o próprio Che deu, em execuções, a sangue frio. O ator não sabe. E, por fim, ela pergunta se Benicio conhece a seguinte declaração de Che Guevara: “A forma mais positiva e mais forte que há, à parte de toda ideologia, é um tiro em quem se deve dar em seu momento”. “Não me lembro, exatamente”, responde ele. E ela lhe presenteia com o livro “Guevara: Misionero de la Violencia“, escrito por Pedro Corzo, historiador cubano e ex-preso político na ilha.

Ah, claro: a jornalista Marlen Gonzalez é de origem cubana.



Che: Part One e Che: Part Two (2008) são filmes de Steven Soderbergh.

Pedro Corzo mantém o Instituto de la Memoria Histórica Cubana contra el Totalitarismo.



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Ato Político


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PeTtisti



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Indígenas desocupam prédio da Funai


Foto: Charles Bispo
Agentes constataram que não houve nenhum dano ao patrimônio público

ANDREZZA TRAJANO

Depois de quatro dias ocupando a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), os indígenas ligados à Sociedade em Defesa dos Índios Unidos de Norte de Roraima (Sodiurr) deixaram ontem o prédio da entidade para evitar um possível confronto com a Polícia Federal. A PF já tinha ordem judicial para realizar a desocupação. 

Na terça-feira, cerca de 200 indígenas contrários à demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol em área contínua invadiram o prédio da Funai e mantiveram o administrador substituto Petrônio Laranjeira em cárcere privado, por mais de seis horas. Após acordo com a Polícia Federal, que comandou as negociações, eles liberaram Laranjeira.

Os índios querem 60 passagens áreas e hospedagem em Brasília, além de audiências com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, com o ministro da Justiça Tarso Genro e com o presidente Luís Inácio Lula da Silva. A pauta foi encaminhada no mesmo dia a Casa Civil da Presidência da República e a presidência da Funai e reiterada na quinta-feira.

Anteontem a Advocacia-Geral da União (AGU) ingressou na Justiça Federal com pedido de reintegração de posse em favor da Funai. O juiz Atanair Nasser, da 2ª Vara Federal, concedeu liminar no mesmo dia. Os policiais federais com o apoio de soldados da Força Nacional de Segurança já se preparavam para realizar a desocupação. A previsão, segundo apurou a Folha, era de que a retirada dos invasores iria ocorrer ontem caso os índios continuassem se negando a sair.

Mas a “saída oficial” dos índios da Sodiurr só foi selada pela manhã, após uma reunião a portas fechadas realizada no Palácio do Governo entre os manifestantes, o superintendente interino da PF, Herbert Gasparini, o governador Anchieta Júnior (PSDB), o senador Romero Jucá (PMDB), o deputado federal Chico Rodrigues (DEM) e o chefe da Casa Civil, Berinho Bantim. A imprensa ficou do lado de fora.

O Governo do Estado se comprometeu em atender parcialmente as reivindicações, viabilizando translado e hospedagem dos manifestantes em Brasília. “Esse grupo se sente isolado da Funai e nós vamos dar um apoio para que as comunidades indígenas  possam ir a Brasília, marcar audiência com as autoridades, ter as mesmas condições que outros grupos indígenas tiveram e eles não têm”, disse em alusão ao Conselho Indígena de Roraima (CIR), que tem posicionamento distinto a Sodiurr e por diversas vezes esteve reunido com o presidente Lula da Silva e os ministros da Suprema Corte.

No encontro os indígenas aproveitaram a oportunidade para cobrar uma presença maior do Estado nas comunidades. Anchieta lembrou o falecido governador Ottomar Pinto e disse que continuará dando assistência aos indígenas na manutenção de pontes, estradas, saúde e educação.

Porém, o governador enfatizou que as manifestações são direcionadas a Funai. “Os pleitos que estão fazendo é para a Funai, que tem obrigação com os índios indiscriminadamente e não pode tratar os grupos de maneira diferente. Esta é a intenção  deles de irem a Brasília, de mostrar a realidade deles a Funai”, ressaltou.  

VIAGEM - Bantim explicou que a ida dos indígenas à Capital Federal pode ser por meio de aeronaves do Governo ou convênio entre o Estado e a Sodiurr, onde a instituição indígena comprará as passagens aéreas. “Eles terão hospedagem, alimentação e transporte, terão todo o apoio para poderem se manter em Brasília”, enfatizou o chefe da Casa Civil.

Aos parlamentares presentes ficou a incumbência de marcar as reuniões com as autoridades solicitadas, com o apoio da representação do Governo Estadual em Brasília.

“Vamos começar a viabilizar as audiências a partir de segunda-feira, com o Supremo e a Funai. Todos os contatos serão mantidos no sentido de que antecipem o mais rápido possível essas audiências”, disse Chico Rodrigues, estimando em 15 dias o prazo máximo para as audiências serem realizadas.

“A decisão agora cabe ao Supremo Tribunal Federal. Nós vamos pedir audiência e encaminhar representação do grupo para conversar com o presidente do STF, o ministro Gilmar Mendes”, destacou Jucá.

Polícia Federal faz inspeção em prédio

No início da tarde de ontem, os índios da Sodiurr começaram a desocupar o prédio da Funai. Carros foram estacionados para levar os objetos levados ao prédio nos quatro dias de manifestação. Redes, fogões, mesas e cadeias foram retiradas. Não sobrou nada. Toda ação foi acompanhada por policiais federais.

Às 15h30, o administrador substituto da Funai, Petrônio Laranjeira, chegou a sede da instituição acompanhado de peritos da PF para fazer uma vistoria das instalações. Eles detectaram que não houve nenhum dano ao patrimônio público. A inspeção também foi acompanhada por um membro da organização indígena.

“As instalações estão intactas, agora é só providenciar a limpeza do prédio. Na segunda-feira, as atividades voltarão a funcionar normalmente”, observou Laranjeira.

À Folha, o presidente da Sodiurr, Sílvio da Silva, disse que a saída amigável foi a melhor estratégia. Entretanto, o indígena frisou que, caso as negociações não transcorram conforme foram planejadas, voltará a invadir o prédio.

“Se voltarmos de Brasília para Roraima e não vermos nenhuma decisão da presidência da Funai em atender o que queremos, vamos tomar novamente a sede [da Funai], expulsar todos e colocar um indígena nosso como administrador do órgão”, ameaçou o líder indígena. 


Folha de Boa Vista

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RAPOSA SERRA DO SOL - Sodiurr inicia série de manifestações

  • Por Fábio Cavalcante

    Mais de 300 índios se reuniram na Praça do Centro Cívico em um ato de protesto contra a demarcação em área contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. A manifestação foi organizada pela Sociedade de Defesa dos Índios Unidos de Roraima em parceria com outras entidades indígenas.

    A manifestação começou na sede da Sodiurr, no bairro Caimbé, de onde partiu uma passeata formada por índios e não-índios, que seguiram rumo ao Centro da cidade, para protestar contra a demarcação da questão Raposa Serra do Sol, cujo julgamento final está marcada para fevereiro, no Supremo Tribunal Federal.
    A proposta dos índios com os protestos é a de chamar a atenção das autoridades federais, para que se atentem quanto à opinião de quase 11 mil índios contrários à demarcação contínua.
    “Nós desejamos muito que isso seja levado à mídia nacional, para que o país conheça que a maioria dos índios que moram em Raposa Serra do Sol não querem esse tipo de demarcação, a qual o Governo Federal tenta a todo custo aprovar, favorecendo apenas uma minoria”, afirmou Silvio da Silva, presidente da Sodiurr.

    Ocupações pacíficas

    A meta da Sodiurr é a de que mais de dois mil índios participem da manifestação, programada para durar cinco ou seis dias. Várias pessoas foram convidadas em toda a capital e nas comunidades espalhadas por Roraima  para participar do ato.
    Entretanto, a manifestação não se remete apenas a protestos na praça. A Sodiurr planeja, nos próximos dias, levar o máximo de índios que for necessário para participar de movimentos de ocupação de prédios como da Funasa (Fundação Nacional da Saúde) e Funai (Fundação Nacional do Índio).
    “Não será caso de invasão sob atos violentos”, enfatizou Silvio. “Será um ato pacífico, onde nós vamos cobrar dessas fundações os recursos que são destinados aos índios e suas comunidades, o que não vem ocorrendo nos últimos anos. Queremos dialogar com a Funai e com a Funasa sobre isso e outros assuntos”.

    Roraima Hoje

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  • NO MATO SEM CACHORRO

    Índios da Raposa-Serra do Sol veem de fazer manifestação, em frente ao Palácio do Governo de Roraima, contra a demarcação da sua Reserva em área contínua. Uma evidência de que os índios, em boa parte, são pela integração dos indígenas à comunidade brasileira e não pela segregação que só lhes traz prejuízos.
    Agora, se sabe, porque se viu e vê, que a maioria dos índios, já há bastante tempo, tinha entendido que só teriam a perder com a demarcação contínua, se expulsos os não- índios da área.
    Começaram a compreender o que lhes sucederia com a expulsão dos fazendeiros, quando isso se lhes afigurou iminente, vendo que alguns fazendeiros já se preparavam para retirar-se e começavam a demitir empregados, a maioria dos quais eles mesmos os índios da Reserva. Foi em crescendo, entre eles, o sentimento de desespero e mesmo de revolta, com os votos anunciados do STF, no julgamento da questão suscitada.
    Diz-se, na área, que a manifestação vai se repetir, aumentando o número de manifestantes, que poderá alcançar até cerca de 10.000 índios, porquanto eles, lá na Reserva, em maioria, não são muito mais que 15.000.
    O raciocínio lógico dos indígenas, ali, é que “os fazendeiros vão perder suas fazendas, mas lhes restará dinheiro para sobreviver; porém nós, os índios, passaremos fome”.
    No comando da manifestação está a SODIURR (Sociedade de Defesa dos Índios Unidos de Roraima), associação que reúne o maior número de indígenas do Estado.
    Para os indígenas ligados à SODIURR, a manutenção dos grandes produtores de arroz na Terra Indígena Raposa Serra do Sol vai impedir o isolamento das comunidades e garantir progresso e desenvolvimento para a região. Sob tal argumento, a SODIURR – OU SEJA, A GRANDE MAIORIA DOS ÍNDIOS - espera que o STF, na sua decisão final, reconsidere a demarcação que só atende aos interesses das ONGs internacionais, que defendem os interesses dos países hegemônicos.
    Tem-se, como certo, que a manifestação não foi organizada pelos fazendeiros: estes foram chamados pelos próprios índios, seus empregados, quando alguns já se iam retirando. Acreditam, os que ali vivem, que a maioria dos índios está tão revoltada, que eles, mantida a expulsão dos fazendeiros, poderão chegar às vias da violência.
    Perguntando-se, agora, a esses índios, onde estavam aqueles que são manipulados pelo apoio internacional e protegidos pelas verbas corruptoras da FUNASA - a resposta é que a CIR (Comissão Indigenista de Roraima) é uma ficção, criada por entidades estrangeiras, representadas pelas famigeradas ONGs, com o incompreensível apoio da FUNAI. Adiantam mais que a CIR, não passa de algumas famílias protegidas de índios, como as dos privilegiados Jaci e seu filho Dionito.
    Não se duvida de que, quando bater a fome dos índios, que perderão seus empregos com os não-índios, poderá decorrer violência, mesmo com sangue.
    Tudo porque as autoridades da chamada nova-república abandonaram a velha e sábia política brasileira, seguida por Rondon e outros grandes brasileiros, de “Integrar para não Entregar”, pela política segregacionista do “desintegrar para entregar”.
    A expressão “estar no mato sem cachorro” significa que alguns, em sérias dificuldades, não têm outra chance de escapulir de uma “fria” em que se encontram.
    Não padece dúvida de que é o caso, no caso.

    Cel Gélio Fregapani

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    Termina hoje o prazo para racadastramento de Ongs

    A intenção do Governo Federal de criar um cadastro das Organizações Não Governamentais que atuam no país, pode tornar clandestina muitas destas entidades. Até hoje, menos da metade das organizações civis estrangeiras sem fins lucrativos atenderam o cadastramento do Ministério da Justiça.  

    O prazo final será hoje, dia 02 de fevereiro. A portaria que determina a regularização das ongs, fixa novas regras para entrada em áreas ambientalmente protegidas, sobretudo na Amazônia e em terras indígenas. As entidades que não renovarem o registro ficarão impedidas de exercer atividades no país.

    Segundo o secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, a iniciativa é fundamental para a implementação de mecanismos eficazes de controle e fiscalização e que o objetivo não é de criminalizar as entidades e sim torná-las transparentes perante a sociedade.
    Para o cadastramento, as organizações devem entrar em contato com a Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) ou pela internet, por meio do site do Ministério da Justiça – www.mj.gov.br/cnes. 

    Autorizadas a funcionar no Brasil, as organizações deverão prestar contas anualmente e serão obrigadas a comunicar à SNJ qualquer alteração na finalidade, troca de dirigentes ou endereço.
    Cerca de 100 mil organizações não-governamentais (ONGs) atuam na Amazônia. Há 29 mil ONGs captando recursos federais, e só neste ano vão movimentar R$ 3 bilhões. Entre 1999 e 2006, R$ 33 bilhões teriam sido repassados por órgãos públicos para essas entidades.

    Roraima Hoje

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    Google Trends e Karl Marx

    Passeando pelos recursos do google encontraram um tal de google trends. O google trends é um aplicativo online que você digita uma palavra chave qualquer e ele mostra aonde pesquisam mais sobre ela, volume de visitas e etc. Agora vem a supresa...

    Todos sabemos que nomes próprios não são traduzidos, mas alguns costumam cometer esse erro. Mas no caso, Karl Marx não é traduzido em nenhuma lingua. Em qualquer país todos o conhecem pelo nome em alemão, Karl Marx. E qual a ligação de Karl Marx com o google trends?

    Pesquisando Karl Marx no google trends temos o Brasil como país do mundo que mais se pesquisa sobre Karl Marx. Isso mesmo! Temos as cidades de Salvador, Recife, Brasilia, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo nas respectivas posições entre cidades do mundo que pesquisam Karl Marx, 1°, 2°, 3°, 4°, 5°, 7° e 8° lugar.

    É incrível como o marxismo só existe aqui. Todo o mundo já superou isso, mas os brasileiros vivem entre 1914 e 1990 até hoje. E ainda conseguimos ouvir por aqui que a direita domina, que a esquerda não tem voz e etc. A esquerda domina totalmente o Brasil. E esses resultados são uma prova incontestável. Confesso que não esperava essa liderança avassaladora.

    Para quem quer ter certeza, só entrar no Google Trends.

    Juliano Torres



    Ontem genocidas, hoje heróis



    Hitler matou seis milhões de judeus ao longo da Segunda Guerra Mundial. A URSS, em apenas um ano, matou sete milhões de ucranianos de fome. A China maoísta, aproximadamente, aniquilou sessenta e cinco milhões de chineses. A Cuba castrista assassinou vinte mil pessoas e gerou o exílio de dois milhões de habitantes, homens e mulheres que buscavam a liberdade. A pergunta que fica é; por que o nazismo foi radicalmente execrado da vida social e política moderna ao mesmo tempo em que o comunismo genocida, além de valorizado, passou a ser popularizado por meio de um marketing bem feito e pela conversão de assassinos em heróis? 


    Talvez esse questionamento gere a ira de neonazistas. Realmente, um jovem seguidor de Hitler deve fazer essa pergunta frequentemente, até poderia ir além ao chamar o regime hitlerista de “nazismo real”, distinto dos verdadeiros princípios do nacional-socialismo. Não obstante, o problema não é a condenação de Hitler, mas a não condenação de outros assassinos que marcaram e marcam a história da humanidade.

    A banalização da morte de milhões de pessoas, onde carrascos se tornam exemplos para a juventude e baluartes da vanguarda, apenas comprova a decadência moral, ética, espiritual, da sociedade moderna. Um marxista não-totalitário, o que até pode ser difícil de encontrar dentro de uma perspectiva ortodoxa, já que a marxologia atual constata o caráter violento intrínseco a hermenêutica das obras de Karl Marx, deveria ter a obrigação de rechaçar a defesa desses regimes genocidas. Os malabarismos teóricos e práticos usados para justificar mortes em série e extermínios em massa apenas constatam a banalização da vida, o esvaecimento da dignidade humana que ocorre entre os homens que se encontram submersos na cegueira ideológica.

    Essa popularização de figuras como Che e Mao só é possível, na sociedade atual, porque reina, de forma pujante, um relativismo feroz e aniquilador. É muito engraçado ver artistas famosos, cantores, milionários e esbanjadores, batendo palmas e elogiando líderes que eram defensores incontestes da morte de inimigos políticos, ou seja, qualquer cidadão que defendesse a liberdade ou fosse visto como influência do imperialismo, seja por meio da música americana, cinema europeu, religião etc. Tudo era compreendido como ferramenta de alienação; superestruturas que sustentavam o sistema capitalista, daí a radical necessidade de destruir os pilares fundamentais da civilização ocidental; a fé cristã, o direito romano e a filosofia grega; as peças basilares que juntas definiam a identidade do homem do Ocidente, sem elas, ou por meio do início de uma guerra contra elas, os indivíduos não mais se reconheciam.

    Hoje o mundo se escandaliza com Guantánamo, por acaso alguém se importa com a prisão de La Cabaña, chefiada por Guevara, onde quatrocentos cubanos foram assassinados sem julgamento, onde o único crime cometido, quando havia alguma acusação, era o de se opor ao regime castrista? O bom senso nos obrigaria a fazer uma radical oposição as duas realidades, ambas representantes da banalização da vida, os dois casos retratando o descaso, a profanação da dignidade do ser humano. Entretanto, infelizmente, ao mesmo tempo em que a mass media, a casta artística e jornalistica, governantes e políticos, incitam e estimulam a oposição caricata ao governo Bush, essas mesmas estruturas são as responsáveis por alimentar os devaneios de milhares de homens e mulheres que, enebriados com a massificação socialista, esquecem ou pouco se importam com as mortes e os extermínios em massa. Tudo isso ao mesmo tempo em que, ironicamente, protestam contra o Presidente dos EUA que mantém uma prisão desumana em solo cubano. Ora, Guevara e outros assassinos comunistas se encontravam num estágio superior, eles não escondiam o grau de importância que davam a essas mortes políticas; “fuzilamento, sim, temos fuzilado, fuzilamos e continuaremos fuzilando enquanto for necessário. Nossa luta é uma luta de morte”, dizia Che na Assembleia da ONU. O mais “engraçado” foi quando questionado sobre duas mil mortes que havia sido diretamente responsável, respondeu que todos eram agentes da CIA. Realmente, quem não saberia que camponeses, trabalhadores, padres, freiras, pastores, comerciantes e estudantes na verdade, por debaixo das aparências, eram espiões bem treinados da Inteligência Americana?!

    Essa conversão, a transformação de assassinos em heróis, só se sustenta por meio de um processo de decadência. Quando a sociedade ocidental passa a não mais se importar com a verdade, quando começa a reinar um sentimentalismo exacerbado e, para piorar, ocorre o triunfo de doutrinas políticas massificantes, estatólatras, invadindo a mídia, a arte e corrompendo a educação básica, os homens passam a ser formados com uma concepção obtusa a respeito da realidade. Antíteses claras e óbvios paradoxos são defendidos sem qualquer preocupação intelectual; não há um mínimo senso de responsabilidade. A defesa dos absurdos – elogiar um Che genocida e criticar Bush militarista, ou se dizer católico, que acredita na ressurreição, e espírita, que é reencarnacionista -, não incomoda, não gera desconforto intelectual.

    De forma sucinta podemos dizer que os homens modernos não mais se sentem responsáveis com a Verdade, desse modo abrem espaço para o triunfo não só da mentira, mas das falácias e das contradições.